Operação Lava Jato: Alberto Youssef diz que Luiz Argôlo participava do esquema de propina na Petrobras

Luiz Argôlo participava do esquema de propina na Petrobras, segundo Alberto Youssef.
Luiz Argôlo participava do esquema de propina na Petrobras, segundo Alberto Youssef.
Luiz Argôlo participava do esquema de propina na Petrobras, segundo Alberto Youssef.
Luiz Argôlo participava do esquema de propina na Petrobras, segundo Alberto Youssef.

O doleiro Alberto Youssef disse, em novembro do ano passado, que o então deputado federal Luiz Argôlo (SD-BA) participava do esquema de pagamento de propina na Petrobras.

De acordo com o depoimento do doleiro, “Argôlo fazia parte do rol de parlamentares do PP que recebia repasses mensais a partir dos contratos da Diretoria de Abastecimento da Petrobras”. Paulo Roberto Costa, então à frente da diretoria, era, segundo Youssef, uma das pessoas que administravam o repasse de dinheiro para empresas e agentes políticos no esquema de corrupção da estatal.

As revelações de Youssef, especificamente a parte sobre o ex-deputado baiano, foram divulgadas agora porque o juiz federal Sérgio Moro decidiu retirar o sigilo dos depoimentos dados em acordo de delação premiada, que envolvem pessoas sem foro privilegiado, e Luiz Argôlo não conseguiu se reeleger no ano passado. Atualmente, ele é primeiro suplente do partido Solidariedade na Câmara dos Deputados. Procurado pela reportagem, o ex-deputado não atendeu às ligações, nem respondeu ao contato feito por e-mail.

Permanecem sob sigilo as partes dos depoimentos que envolvem autoridades protegidas por foro privilegiado. Pela Constituição Federal, deputados federais, senadores e ministros de Estado devem ser julgados pelo Supremo Tribunal Federal (STF); governadores, pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ); e prefeitos, pelos tribunais de Justiça.

A declaração de Youssef se deu quando ele relatava negociação que teve com o deputado, que na época estava no PP, partido que deixou em 2013. O doleiro conta que Argôlo comprou um helicóptero, mas não conseguiu arcar com as prestações. Ele, então teria pedido um empréstimo a Youssef, que se recusou a fazê-lo. O doleiro, no entanto, sugeriu arcar com as prestações, ficando com o helicóptero para ele, e emprestaria o aparelho a Argôlo até a campanha eleitoral. Youssef disse que pagou R$ 700 mil pela aeronave, por meio da empresa GFD, que a registrou em seu nome.

*Com informações da Agência Brasil.

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