Operação Lava Jato: 9º fase revela detalhes do maior esquema de corrupção do planeta

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9º fase da operação Lava Jato revela detalhes do esquema de corrupção na Petrobras.
9º fase da operação Lava Jato revela detalhes do esquema de corrupção na Petrobras.
9º fase da operação Lava Jato revela detalhes do esquema de corrupção na Petrobras.
9º fase da operação Lava Jato revela detalhes do esquema de corrupção na Petrobras.

O Ministério Público Federal do Paraná (MPF/PR) revelou que o esquema de corrupção na Petrobras era operado por uma cartel de enormes proporções, autodenominado ‘Clube’, do qual fizeram parte grandes construtoras do país, tais como OAS Odebrecht, UTC, Camargo Corrêa, Techint, Andrade Gutierrez, Mendes Júnior, Promon, MPE, Skanska, Queiroz Galvão, Iesa, Engevix, Setal, GDK e Galvão Engenharia” pagava propina em contratos com a Petrobras que variava entre 1% e 2% do valor total envolvido. Na diretoria de Serviços, segundo o MPF, a margem era de geralmente de 2%, sendo que 1% era destinado ao PT e o outro 1% à “casa”, designação dos funcionários da Petrobras – Duque, Barusco e Jorge Luiz Zelada e Roberto Gonçalves.

Segundo reportagem da revista Época, além de João Vaccari Neto, que teria recebido US$ 50 milhões para proveito próprio e até US$ 200 milhões para repassar ao PT, havia outros dez operadores financeiros do esquema, “autênticos representantes dos interesses das empresas corruptoras nos pagamentos das vantagens indevidas” conforme o MPF. Os detalhes a respeito da atuação deles mostra como funcionava o esquema.

– Mario Frederico Mendonça Goes era, segundo o MPF, o operador de empresas como Andrade Gutierrez, Mendes Júnior, Carioca Engenharia, Bueno Engenharia, MPE/EBE, OAS, Schain, Setal e UTC. Ele usava empresas em paraísos fiscais para transferir o dinheiro desviado, mas também entregava dinheiro vivo a Barusco – mochilas com até 400 mil reais. A dupla também fazia “encontro de contas”, nos quais conferiam, contrato a contrato, o pagamento de propinas.

– Zwi Zcorniky seria, segundo a denúncia, o operador da Keppel Fels e da Floatec. Ele transferia dinheiro para as contas de Barusco e de Vaccari Neto na Suíça e, quando Renato Duque deixou a estatal, foi ele o responsável por um pagamento de 14 milhões de dólares ao ex-diretor.

– Guilherme Esteves de Jesus atuava em nome do Estaleiro Jurong, segundo o MPF. Além de ter um esquema diretor com Vaccari Neto, ele entregava dinheiro aos funcionários da Petrobras, tendo repassado ao menos 8,2 milhões de dólares a eles.

– Milton Pascovich, segundo o MPF, era o operador da Engevix e do Estaleiro Rio Grande, pertencente à empreiteira. Documentos apreendidos mostram transferências feitas por ele para contas de Barusco no exterior.

– Shinko Nakandakari, ex-funcionário da Odebrecht, era o operador da Galvão Engenharia, da EIT Engenharia e da Contreiras, segundo o MPF. Ele usava uma empresa própria, a LSFN Consultoria Engenharia, para transferir dinheiro de propina, mas também fazia isso com dinheiro vivo.

– Luis Eduardo Campos Barbosa da Silva era, segundo o MPF, operador da Alusa, da Rolls Royce e SBM.

– Atan de Azevedo Barbosa aparece na petição do MPF com um caso sui generis. Por mais de quatro anos entre 2008 e 2013, Barbosa pagou, em nome da Iesa Óleo e Gás, um “salário” de 29 mil dólares mensais a Barusco, por conta dos contratos assinados entre a empresa e a Petrobras.

– Bernardo Schiller Freiburghaus surge na lista de citados por Barusco como responsável por abrir e enviar dinheiro para o exterior. Um dos serviços prestados por ele foi, segundo o MPF, enviar à Suíça 2 milhões de dólares pertencentes a Barusco após o estouro da Operação Lava Jato.

– Augusto Amorim Costa era o operador da Queiroz Galvão, conforme afirma o MPF. Documentos apreendidos mostram que ele teria feito diversos depósitos a Barusco em contas no exterior.

– Cesar Roberto Santos Oliveira, dono da GDK, era, segundo o MPF, o operador desta empresa e repassava dinheiro a Barusco. César Oliveira foi uma das “estrelas” do chamado “mensalão”, pois foi o responsável por dar a Silvio Pereira, então secretário-geral do PT, um carro Land Rover. Em 2005, quando estourou o escândalo, os dois afirmaram que o carro era um presente entre amigos. Silvio Pereira se desfiliou ao PT, abandonou a política e não virou réu na Ação Penal 470 pois cumpriu seu acordo com a Justiça.

*Com informações da Revista Época.

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