Jornal Financial Times lista 10 motivos para acreditar que a presidenta Dilma Rousseff pode sofrer impeachment

Presidenta Dilma Vana Rousseff durante visita a Feira de Santana, em 25 de fevereiro de 2015. Popularidade baixa, crise econômica e corrupção podem derrubar presidenta.Presidenta Dilma Vana Rousseff durante visita a Feira de Santana, em 25 de fevereiro de 2015. Popularidade baixa, crise econômica e corrupção podem derrubar presidenta.
Presidenta Dilma Vana Rousseff durante visita a Feira de Santana, em 25 de fevereiro de 2015. Popularidade baixa, crise econômica e corrupção podem derrubar presidenta.

Presidenta Dilma Vana Rousseff durante visita a Feira de Santana, em 25 de fevereiro de 2015. Popularidade baixa, crise econômica e corrupção podem derrubar presidenta.

O jornal britânico Financial Times, um dos mais influentes no mundo da economia e negócios, publicou uma lista com dez motivos para acreditar que a presidente Dilma Rousseff (PT) pode não terminar seu segundo mandato.

Assinado pelo editor-adjunto de mercado emergentes, Jonathan Wheatley, correspondente do jornal no país entre 2005 e 2001, e publicado no blog Beyond Brics, o texto menciona entre as razões a perda de apoio no Congresso Nacional.

A publicação diz que, inclusive petistas se voltaram contra a presidente. “Alguns membros [do partido] a veem [Dilma] como uma intrusa oportunista”, escreveu. Dilma filiou-se à sigla nos anos 1990, depois de iniciar a carreira partidária no PDT de Lionel Brizola.

Confira a lista de motivos

1. Política: “Para um presidente brasileiro ser cassado, ele deve fazer algo flagrantemente errado. Mas muitos fazem isso e sobrevivem”, começa o autor. Para ele, entretanto, o que realmente conta é a perda de apoio no Congresso.

2. Petrobras: Com todos os escândalos envolvendo a estatal, o pessimismo do mercado diante do governo apenas aumenta e pressiona ainda mais a presidente. Ele destaca que, se em algum momento o Congresso decidir fazer algo para um impeachment, “a Petrobras forneceria o pecado flagrante”. “Dilma foi presidente do conselho de administração, quando a maior parte da suposta corrupção aconteceu”, ponderou.

3. Confiança do consumidor: “Os consumidores estão extremamente saturados”, diz o jornal, ao mencionar um estudo da FGV que aponta a queda no índice de confiança do consumidor para o menor nível desde 2005.

4. Inflação: A publicação reitera que há 20 anos a inflação no Brasil já foi de cerca de 3000% ao ano. “Muitos são jovens demais para lembrar, mas outros não”, diz o texto, complementando que “alguns temem que o governo abandone a meta de inflação”, que está em 4,5% ao ano.

5. Desemprego: Segundo o Financial, a perda de 26 mil empregos em janeiro, além da recente greve de caminhoneiros pelo país, apontam que “o desemprego é um grande desafio de popularidade para Dilma”.

6. Confiança do investidor: O texto diz também que o governo está sendo forçado a vender cada vez mais títulos de contratos de dívida de curta duração, por conta da preocupação dos investidores com a capacidade do governo em cumprir metas orçamentárias.

7. Orçamento: O FT menciona o primeiro déficit orçamentário primário em mais de uma década em 2014, “efetivamente levando o país de volta aos dias sombrios antes de começar a implementar pelo menos uma aparência de disciplina fiscal”.

8. Economia: Os investidores esperavam que a nomeação de Joaquim Levy para o Ministério da Fazenda iria mudar, diz. “Mas a tarefa parece cada vez mais difícil”. “Levy tem aparecido como uma figura solitária”, completa.

9. Água: A seca na região Sudeste também é apontada como um motivo para o impeachment de Dilma: “a sensação de aproximação do apocalipse no Brasil é sublinhada por uma escassez de água que atinge a cidade de São Paulo”, diz.

10. Eletricidade: O FT cita a derrota do PSDB para o PT em 2002, dizendo que, “na última vez em que um governo foi derrubado (embora nas urnas, e não por impeachment), a principal causa foi o racionamento de energia elétrica”.

*Com informações do Financial Times.

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