Embasa intensifica combate a furto de água em Serrinha

Ligação clandestina de água potável é identificada pela Embasa.
Ligação clandestina de água potável é identificada pela Embasa.
Ligação clandestina de água potável é identificada pela Embasa.
Ligação clandestina de água potável é identificada pela Embasa.

A Empresa Baiana de Águas e Saneamento – Embasa realizou nesta quarta-feira (11/02/2015), no município de Serrinha, uma operação de “caça” a fraudes em ligações de água – os famosos “gatos”. Numa ação conjunta que envolveu técnicos da empresa e policiais civis, foi preso em flagrante um agricultor que furtava água e prejudicava o abastecimento da comunidade de Morro do Fundo, na zona rural da cidade.

O agricultor foi denunciado pelos vizinhos, que sofriam com a falta de água na localidade. Através de uma ligação clandestina feita diretamente na rede de distribuição da Embasa, ele estava desviando água para sua propriedade há cerca de oito meses.

Uma moradora do local, que não quis ser identificada, conta que começou a desconfiar da irregularidade quando viu a conta de água do vizinho, com um valor muito baixo. “Enquanto nas nossas casas não tinha água, na casa dele sempre jorrava. Parecia que Deus só passava lá, na casa dele”, revela. A água desviada estava sendo armazenada em tanques, além de ser usada para irrigar uma plantação de hortaliças, para dessedentação de animais e abastecer a casa.

Os técnicos da Embasa estimam que estavam sendo roubados, em média, 120 mil litros de água por mês. O agricultor foi levado para delegacia de Serrinha, onde o delegado Mozart Cavalcanti relatou que ele já tinha sido advertido por técnicos da empresa em outubro. “O pessoal da Embasa desligou a água e ele ligou novamente”. O delegado informou que, pelo crime de furto qualificado, o agricultor pode pegar uma pena de dois a oito anos.

Combate aos “gatos” de água – Segundo o gerente comercial da Unidade Regional da Embasa de Feira de Santana, Lucas Araújo, foram identificados 256 casos de furto de água na região de Serrinha em 2014. O volume furtado (estimado em 11,5 mil m³) daria para abastecer com água tratada cerca de 800 imóveis com quatro moradores durante um mês. “Quem furta água não se preocupa com o desperdício. Além de prejudicar os consumidores regulares, porque as ligações clandestinas prejudicam muito a distribuição de água, este tipo de ligação também pode levar impurezas à rede, comprometendo a qualidade da água”, explica.

O gerente regional da Embasa em Feira, Raimundo Bezerra Neto, informou que a empresa vai intensificar a fiscalização das irregularidades em toda região. “Furtar água é crime, previsto no Código Penal Brasileiro. Muitas pessoas ignoram a lei e cometem irregularidades, chegando inclusive a danificar tubulações para se abastecer de forma fraudulenta. Não é justo que a maioria que paga pelo serviço de abastecimento seja prejudicado por quem adota esta prática criminosa”, argumenta.

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