Petrobras vai reduzir o ritmo de investimentos em 2016, diz Graça Foster

Publicidade

Banner da Gujão: Campanha com o tema ‘Tudo fresquinho é melhor’, veiculada em 3 de junho de 2022.
Petrobras tentará manter os combustíveis com preços atuais, diz Graça Foster.
Petrobras tentará manter os combustíveis com preços atuais, diz Graça Foster.
Petrobras tentará manter os combustíveis com preços atuais, diz Graça Foster.
Petrobras tentará manter os combustíveis com preços atuais, diz Graça Foster.

A  Petrobras pretende reduzir investimento e evitar contratar novas dívidas em 2016, segundo a presidenta da companhia, Graça Foster, que participou na quinta-feira (29/01/2015), ao lado de diretores, de uma teleconferência, na sede da empresa, com investidores e analistas para o detalhamento das demonstrações contábeis do 3º trimestre de 2014 sem o relatório de revisão do auditor externo.

“Se a área de exploração era prioritária, hoje ela toma uma dimensão muito maior. É prioritária e seletiva, dentro da própria área do AIP [Acordos de Individualização da Produção]. Projetos de menor atratividade, também dentro do AIP, vão para o final da fila. Então 2016 vai estar dentro do PNG [Plano de Negócios e Gestão] 2015/2019 e a essência é a revisão do crescimento da Petrobras nos próximos anos”, disse, acrescentando que a empresa precisava refazer a sua carteira de investimentos e isto já está em andamento.

Para a presidenta, o objetivo da companhia no PNG 2015/2019, que, segundo ela, será divulgado em junho deste ano, é a avaliação do tamanho da Petrobras. “O grande mote do nosso plano 2015/ 2019 é o redimensionamento da Petrobras, em nível da nossa financiabilidade e do que é factível objetivamente ser construído no Brasil ou no exterior. Esse é o mote”, destacou na entrevista que se seguiu à teleconferência.

O diretor de Abastecimento, José Carlos Cosenza, informou que tanto a Refinaria de Abreu e Lima, em Pernambuco, quanto o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), localizado no leste fluminense, estão passando por uma reavaliação dos contratos. “A Abreu e Lima está em processo semelhante ao Comperj e estamos em função da reavaliação dos contratos das empresas, inclusive das envolvidas na Operação Lava Jato, reestudando”, informou.

Já o diretor Financeiro e de Relações com Investidores, Almir Barbassa, disse que, para a divulgação do balanço anual da empresa de 2014, estão sendo considerados os prazos de 120 dias a partir do fim do ano, mais 30 ou 60 dias, dependendo da natureza da dívida. Segundo ele, a ampliação do prazo é uma possibilidade que qualquer empresa leva em consideração. “Nós não descartamos, se enxergamos que é necessário. É uma das alternativas disponíveis e que, se não progredirmos como estamos planejamentos dentro dos prazos que temos, sem dúvida é uma consideração a ser feita”, disse.

O diretor de Exploração e Produção, José Formiglio, informou que a participação da Petrobrás em leilões também vai ser reduzida. “Terá que ser de uma seletividade imensa para avaliar se vale a pena participar. Mas a realização dos leilões é de decisão do governo”, completou.

Sobre o pré-sal, Formigli assegurou que não há alterações nos planos da empresa. Ele explicou que atualmente a empresa e parceiros estão alcançando resultados melhores na perfuração de poços, com menos custos e maior produtividade. “Não há nenhum indicativo neste momento de mudança de plano no pré-sal, seja na Bacia de Santos, seja Bacia de Campos”, analisou.

Petrobras tentará manter os combustíveis com preços atuais, diz Graça Foster 

A presidenta da Petrobras, Graça Foster, disse na quinta-feira (29/01/2015) que os preços dos combustíveis no Brasil estão acima dos valores do mercado internacional, mas estiveram abaixo durante os últimos meses e a intenção é manter o patamar atual.

“Vou trabalhar intensamente para que a gente mantenha esses preços, porque é muito importante para o caixa da companhia. Sabemos que perdemos parte do nosso market share (participação no mercado), porque alguma gasolina e diesel vão entrar no Brasil através de outras distribuidoras, mas, ainda assim, é extremamente importante para o caixa da companhia, principalmente nos anos de 2015 e 2016, que a gente tenha essa diferença a favor para o caixa da Petrobras”, explicou Graça Foster em coletiva na sede da empresa, após participar de teleconferência com investidores e analistas para detalhar as demonstrações contábeis do terceiro trimestre de 2014, sem revisão da auditoria externa.

Graça Foster considerou compreensível a preocupação do governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, que pretende suspender o regime especial de recolhimento de impostos da Petrobras, por causa de queda na arrecadação do estado. A executiva adiantou que vai ter um encontro com o governador para discutir a questão, que segundo ela, foi levada à reunião que teve ontem (28), em Brasília, com a presidenta Dilma Rousseff.

“É compreensível a preocupação do governador Pezão. Nós conversamos recentemente, por telefone, e tenho uma agenda na semana que vem com o governador, e é compreensível. A gente paga menos participações especiais. Preço do petroleo a US$ 50, US$ 48 dólares por barril, entendo que os estados estarão todos fazendo esforços para que fechem suas próprias contas. Nós temos uma reunião na próxima semana para conversar inclusive sobre o Comperj”, adiantou.

Graça Foster afastou qualquer desentendimento com o governador sobre a questão. “Não há estranhamento com o governo do Rio. A Petrobras e o governo do estado sempre foram parceiros, em especial, talvez, nos últimos dez anos. Tenho certeza que vamos encontrar soluções interessantes para os dois lados”, completou.

Trabalhadores terceirizados da empresa Alumini protestam contra falta de pagamento de salários    Fernando Frazão/Agência Brasil

Enquanto a conferência e a coletiva aconteciam na sede da empresa, do lado de fora do prédio uma manifestação organizada por integrantes do Sindicato dos Petroleiros do Estado do Rio de Janeiro pedia que a empresa resolvesse o atraso no pagamento de salários e direitos trabalhistas, por parte da empresa Alumini Engenharia, a empregados das obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), da Petrobras, em Itaboraí.

A Petrobras já se posicionou em relação ao caso, dizendo que a dívida é da Alumini, mas o diretor do sindicato Brayer Grudka Lira contestou. Ele explicou que no acordo coletivo dos petroleiros, de 2013, foi estabelecida a criação de um fundo garantidor para separar o percentual de até 5% destinado a cobrir eventuais problemas que possam surgir em contratos com outras empresas. “A Petrobras teria que acionar este fundo, que vem do dinheiro do contrato”, disse.

Na manifestação, colocaram nas grades do prédio uniformes de empregados da Alumini e um caixão representando a morte da empresa.

*Com informações da Agência Brasil.

Banner do JGB: Campanha ‘Siga a página do Jornal Grande Bahia no Google Notícias’.
Sobre Redação do Jornal Grande Bahia 121606 Artigos
O Jornal Grande Bahia (JGB) é um portal de notícias com sede em Feira de Santana e abrange as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador. Para enviar informações, fazer denúncias ou comunicar erros do jornal mantenha contato através do e-mail: editor@jornalgrandebahia.com.br.