Jacobina ganha fábrica de torres eólicas. Região concentra maioria dos 165 projetos de energia eólica na Bahia

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Fábrica de torres eólicas é implantada em Jacobina.
Fábrica de torres eólicas é implantada em Jacobina.

A Bahia conta atualmente com 165 usinas de energia eólica, sendo 33 já em operação. E por estar liderando a corrida pela energia renovável e limpa, novas indústrias de equipamentos e componentes industriais para a energia gerada pela força dos ventos continuam chegando ao Estado. No próximo dia 30, em Jacobina, a 340 quilômetros de Salvador, será inaugurada a TEN, Torres Eólicas do Nordeste, com investimentos de cerca de 30 milhões de euros, fruto da joint venture entre a brasileira Andrade Gutierrez e o grupo francês Alstom. A solenidade contará com as presenças do governador Rui Costa, do secretário de Desenvolvimento Econômico, James Correia, e do presidente da Alstom Brasil, Marcos Costa.

Com a fábrica, serão criados 250 empregos diretos e mais 600 indiretos em Jacobina e região. A planta industrial da TEN, instalada em uma área de 140 mil m2, terá capacidade para produzir 200 torres de aço para aerogeradores por ano. “Escolhemos Jacobina porque o município está localizado bem próximo aos principais projetos eólicos da Bahia. Vamos garantir mais eficiência nos processos de implantação das usinas, reduzindo os custos logísticos e aumentando a garantia de segurança do transporte destes gigantescos equipamentos”, explica Marcos Costa, presidente da Alstom Brasil.

Para o secretário de Desenvolvimento Econômico, James Correia, a energia eólica vai garantir uma nova dinâmica na economia do Nordeste – 80% dos parques eólicos estão nessa região, e mais especificamente ao semi-árido baiano. “É uma região com pouca diversidade econômica, que agora ganha uma nova fonte de riquezas. Quando todos os projetos estiverem em operação, em 2020, serão gerados cerca de R$ 30 milhões mensais para os proprietários rurais do semi-árido. Além disso, ainda tem os empregos gerados na operação do sistema e, agora, na nova fábrica de torres da Alstom/Camargo Correia”, diz o secretário.

LIDERANÇA

A Bahia terminou o ano de 2014 na liderança da corrida pela energia eólica, sendo o único Estado a ter mais de 4 GW contratados, distribuídos em 165 empreendimentos. Desse total, 33 já estão em operação, o que representa 841 MW espalhados em diversos municípios baianos: Brotas de Macaúbas, Sobradinho, Guanambi, Igaporã, Caetité, Sento Sé, Casa Nova, Bonito, Morro do Chapéu, Cafarnaum, Pindaí, Gentio do Ouro, Licínio de Almeida, Campo Formoso, Riacho de Santana, Itaguaçu, Umburanas, Mulungu do Morro e Xique-Xique.

A expectativa para 2015 é que seja superada a marca de 1 GW em operação. “Em 2015, caso projetos eólicos contratados venham a se equiparar aos de hidrelétricas em funcionamento, os ventos se tornarão a maior fonte da matriz energética da Bahia até o ano de 2020”, diz o secretário de Desenvolvimento Econômico.

Com investimentos de R$ 3,4 bilhões, a Bahia concentra a maior parte dos parques de energia eólica e solar a serem instalados no país, a partir de 2015 – com previsão de entrada em operação em 2017. O estado foi o principal destaque do penúltimo leilão de energia, realizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), em fins de outubro de 2014. Dos 62 projetos vencedores, 30 serão instalados em solo baiano (14 solares e 16 eólicos). Juntos, eles serão responsáveis pela geração de 773,1 MW.

CADEIA PRODUTIVA

A Bahia é líder de investimentos na cadeia produtiva eólica, fruto de uma política agressiva na captação de projetos e de indústrias para o setor. Na área de pesquisa e suporte à cadeia produtiva, o governo estadual realizou, em 2013, a atualização do Atlas Eólico do Estado da Bahia, utilizando novas tecnologias para indicar as melhores áreas de potencial eólico no território baiano e as principais características do vento a até 150 metros de altura. O estudo identificou sete áreas com grande potencial eólico – Serra do Sobradinho, Serra Azul, Morro do Chapéu, Serra da Jacobina, Serra do Estreito, Caetité e Novo Horizonte, este último o ponto mais alto da Bahia.

A TEN será a terceira unidade eólica da Alstom na América Latina. A empresa possui uma fábrica em Camaçari – para a fabricação de nacelles – e outra em Canoas (RS). A unidade de Camaçari, inaugurada em 2011, com capacidade de produção de 300 MW dobrou sua capacidade já no ano seguinte. Ano passado, com a adoção do terceiro turno, a capacidade local de fabricação e montagem subiu de 600 MW para 900 MW por ano.

A planta da espanhola Gamesa em Camaçari vai atingir a marca de 500 empregos diretos após a conclusão da sua ampliação este ano. A nova unidade vai fabricar nacelles (caixa do rotor do aerogerador) com capacidade instalada de 400 MW/ano. A planta existente monta turbinas para aerogeradores. A empresa iniciou suas atividades na Bahia em 2011 e já investiu um total de R$ 450 milhões na fábrica.

Já a Torrebras, primeira fábrica de torres eólicas da Bahia será ampliada, aumentando sua capacidade de produção de 200 para 300 unidades ao ano. A empresa do grupo espanhol Daniel Alonso investirá R$ 47,5 milhões e vai gerar 125 novos empregos diretos. A unidade, inaugurada em maio de 2013 no Polo Industrial de Camaçari, emprega atualmente 278 pessoas.

A Acciona Windpower, filial da espanhola Acciona, conta desde março de 2013 com uma planta em operação para a fabricação de cubos e, no final do ano passado, foi complementada com uma fábrica de nacelles. A unidade, localizada em Simões Filho, tem capacidade para a montagem anual de 135 cubos eólicos (peças que concentram as hélices das torres geradoras de energia) e gera 210 empregos diretos e indiretos.

Em Camaçari, a Tecsis está implantando uma unidade industrial para fabricação de pás e acessórios para geradores eólicos, com investimento total estimado em R$ 100 milhões, previsão de faturamento anual de R$ 400 milhões e capacidade de produção de 4 mil pás/ano. Ao final de sua implantação total, em 2018, a fábrica deverá empregar diretamente 3.500 trabalhadores.

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Relação de projetos na Bahia de Energia eólica de janeiro 2015

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