“Fui reconduzida para continuar as grandes mudanças do País”, declara presidentea Dilma Rousseff durante posse

Plenário da Câmara dos Deputados durante solenidade de posse da Presidente da República, Dilma Rousseff.
Plenário da Câmara dos Deputados durante solenidade de posse da Presidente da República, Dilma Rousseff.
Plenário da Câmara dos Deputados durante solenidade de posse da Presidente da República, Dilma Rousseff.
Plenário da Câmara dos Deputados durante solenidade de posse da Presidente da República, Dilma Rousseff.
Presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN); presidente do Senado Federal, Renan Calheiros (PMDB-AL); e apresidente da República Dilma Rousseff, durante posse de Rousseff.
Presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN); presidente do Senado Federal, Renan Calheiros (PMDB-AL); e apresidente da República Dilma Rousseff, durante posse de Rousseff.
Vice-presidente Michel Temer cumprimenta a Presidente da República, Dilma Roussef
Vice-presidente Michel Temer cumprimenta a Presidente da República, Dilma Roussef
Brasília, durante posse da Presidente da República, Dilma Rousseff.
Brasília, durante posse da Presidente da República, Dilma Rousseff.

No primeiro discurso à nação como presidenta reeleita, Dilma Rousseff defendeu o compromisso de avançar com as transformações iniciadas no governo Lula (2002-2010) por meio de uma combinação de esforços na macroeconomia sem abrir mão de investimentos sociais. Dilma chegou acompanhada de sua filha ao Congresso Nacional, onde recebeu as honras militares e acompanhou a execução do Hino Nacional. Após ser recebida pelos presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados, disse que volta à Casa “cheia de alegria, responsabilidade e esperança”.

“Este ato de posse é, antes de tudo, uma cerimônia de reafirmação e ampliação de compromissos. É a inauguração de uma nova etapa neste processo histórico de mudanças sociais do Brasil. É hora de melhorar o que está bom, corrigir o que é preciso e fazer o que o povo espera de nós”, declarou para convidados.

No pronunciamento iniciado às 15h40 em ponto, Dilma defendeu uma combinação de esforços na macroeconomia para fomentar o desenvolvimento do País, citando o controle da inflação, manutenção das taxas de emprego, queda nos índices de desigualdade e disciplina fiscal .

“As mudanças que o País espera para os próximos quatro anos dependem muito da estabilidade e da credibilidade da economia. Sempre orientei minhas ações pela convicção sobre o valor da estabilidade econômica, a centralidade do controle da inflação, o imperativo da disciplina fiscal e a necessidade de conquistar e merecer a confiança dos trabalhadores e dos empresários.”

A cerimônia oficial teve início na Esplanada dos Ministérios, onde Dilma e o vice-presidente, Michel Temer, embarcaram em carros abertos, por volta das 15 horas, na altura da Catedral de Brasília. Dilma seguiu no Rolls-Royce presidencial acompanhada da filha, Paula Rousseff Araújo.

Escoltados por batedores e pela cavalaria do Batalhão da Guarda Presidencial, as duas autoridades seguiram até a rampa do Palácio do Congresso Nacional.

No discurso, a Presidenta destacou que o aporte de investimentos na educação, cujo deve crescer nos próximos anos com recursos do pré-sal, é a “prioridade das prioridades” do governo federal visando “abrir às portas de um futuro próspero” à população: “Gostaria de anunciar agora o novo lema do meu governo. Ele é simples, direto e mobilizador. Reflete com clareza qual será a nossa grande prioridade e sinaliza para qual setor deve convergir o esforço de todas as áreas de governo. Nosso lema será : Brasil, Pátria Educadora!”, declarou sob aplausos dos presentes.

PAC3

Citando o PAC3 e o Programa de Investimentos em Logística 2, iniciativas com início programado para 2015, Dilma Rousseff defendeu desenvolvimento da malha urbana nacional como objetivo para alcançar um país mais competitivo: “A partir de 2015 iniciaremos a implantação de uma nova carteira de investimento em logística, energia, infraestrutura social e urbana, combinando investimento públicos e parcerias privadas.”

Dilma também defendeu o compromisso de reduzir os índices de desigualdades regionais, por meio de investimentos em políticas transversais e projetos estruturantes, lembrando nominalmente o Nordeste e a região Amazônica: “Foi decisivo mitigar o impacto desta prolongada seca no semi-árido nordestino, mas mais importante será a conclusão da nova e transformadora infraestrutura de recursos hídricos perenizando 1.000 km de rios, combinada com o importante investimento social em mais de um milhão de cisternas.”

Ao citar sua disposição para “combater energicamente a corrupção”, a presidenta declarou que a luta que vem sendo empreendida contra o desvio de recursos públicos e contra a impunidade “ganhará ainda mais força com o pacote de medidas que me comprometi durante a campanha, e me comprometo a submeter à apreciação do Congresso Nacional ainda neste primeiro semestre.”

Habitação e Saúde

A presidenta reafirmou a meta de contratar três milhões de novas moradias pela 3ª fase do Minha Casa Minha Vida. As habitações serão somadas às 2 milhões de casas já entregues até 2014, além de outras 1 milhão e 750 mil moradias em construção, com previsão de entrega até o fim de 2018. Na sequência, citou os esforços para fortalecer o Serviço Único de Saúde (SUS), mencionando o Mais Médicos, programa responsável por levar atendimento básico de saúde a 50 milhões de brasileiros moradores de áreas vulneráveis do País, como uma das principais marcas de seu primeiro mandato.

“Neste segundo mandato, vou implantar o Mais Especialidades para garantir o acesso resolutivo e em tempo oportuno aos pacientes que necessitem de consulta com especialista, exames e os respectivos procedimentos”, acrescentou a presidenta.

No encerramento do discurso, Dilma defendeu os compromissos firmados por seu governo dentro dos próximos quatro anos como objetivo para concluir a transformação do Brasil de uma nação em desenvolvimento para um País “desenvolvido e justo”, com iguais oportunidades para toda população que nele habita:

“O Brasil não será sempre um país em desenvolvimento. Seu destino é ser um País desenvolvido e justo, e é este destino que estamos construindo.Uma nação em que todas as pessoas tenham as mesmas oportunidades: de estudar, trabalhar, viver em condições dignas na cidade e no campo. Um País que respeita e preserva o meio ambiente e onde todas as pessoas possam ter os mesmos direitos: à liberdade de informação e de opinião, à cultura, ao consumo, à dignidade, à igualdade independentemente de raça, credo, gênero ou sexualidade.”

Roteiro da posse

Na sequência, Dilma e Temer voltarão para a área externa do Congresso para mais uma execução do Hino e a salva de 21 tiros. Eles irão dirigir-se à Bandeira Nacional para prestar-lhe reverência e, Dilma, como comandante-chefe das Forças Armadas, passará em revista as tropas da Marinha, do Exército e da Aeronáutica. Em seguida, partirá com Temer para o Palácio do Planalto.

Como não haverá transmissão da faixa presidencial, por se tratar de reeleição, Dilma poderá receber a faixa do cerimonial ou já chegar ao Parlatório com a faixa no peito, para então fazer o discurso à população.

Um coquetel para os chefes de Estado e delegações estrangeiras encerrará a cerimônia de posse, no Palácio do Itamaraty. Está confirmada a presença de 27 chefes de Estado e de 66 delegações.

Devem comparecer a presidente do Chile, Michelle Bachelet, e os presidentes do Uruguai, José Mujica, e da Venezuela, Nicolás Maduro, além do vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, do primeiro-ministro da Suécia, Stefan Löfven, e da diretora geral da Unesco, Irina Bokova.

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