As falácias de Marta | Por José Virgílio Leal de Figueiredo

José Virgílio Leal de Figueiredo é presidente do Instituto Arte no Dique.
José Virgílio Leal de Figueiredo é presidente do Instituto Arte no Dique.
José Virgílio Leal de Figueiredo é presidente do Instituto Arte no Dique.
José Virgílio Leal de Figueiredo é presidente do Instituto Arte no Dique.

Nesta segunda-feira (12/01/2015), tive a honra de presenciar, em Brasília, o retorno do meu amigo e supercompetente Juca Ferreira à pasta a qual não deveria ter saído. O conheço há muitos anos (décadas, aliás), e sempre acompanhei de perto sua postura ética e profissional em prol da cultura. Basta olharmos os avanços do segmento na gestão Gilberto Gil, quando Juca foi secretário-executivo do ministério, e depois, quando Juca assumiu o cargo. Foi nesse período que muitos projetos de grande relevância para a democratização da cultura e acesso às artes foram realizados. Entre eles, o Instituto Arte no Dique, que atende a centenas de famílias em Santos. Por isso, é com certa indignação e tristeza que vejo a postura da senhora Marta Suplicy, que destilou uma série de bobagens à imprensa e nas redes sociais, nas últimas semanas.

Quando Marta ataca, publicamente, a gestão de Juca, está sendo injusta e desonesta. Na gestão de Juca, a cultura brasileira tinha com quem contar: além de experiência no ramo, o que é fundamental, é um gestor respeitado. Aliás, respeito é essencial. E Marta não obteve respeito: nem da classe artística, nem da política. Enquanto Juca batalhou seu espaço na área cultural, Marta foi alçada ao Ministério como prêmio de consolação. Falar de problemas orçamentários na gestão Juca é outro equivoco: foi com ela que o Arte no Dique, para ficar num exemplo local, está esperando R$ 360 mil que foram acordados. Estamos a ver navios. Não fossem os governos estadual e municipal, do partido opositor ao dela, a situação da instituição estaria bastante prejudicada.

Marta era uma pessoa de coragem. Foi boa prefeita. Mas tanto sua gestão à frente do Ministério, assim como a de Ana de Holanda, foi muito irregular. De positivo, somente a continuidade de projetos propostos e concebidos por Gil e Juca. Ela não deixou uma assinatura. Não propôs nada inovador que tenha dado certo. E agora se atém a declarações que visam constranger o novo comandante da pasta: algo que soa como subterfúgio para ser mandada embora do seu partido e justificar sua inoperabilidade enquanto Ministra.

Com Juca, a cultura do país pode retomar seu crescimento. Ao lado dele, estarão pessoas capacitadas para desenvolver projetos, a exemplos dos Pontos de Cultura, entre os quais está o Arte no Dique e tantos outros espaços que trabalham a inclusão social através da arte.

Aliás, é preciso ressaltar: para que tenhamos um maior desenvolvimento cultura, é preciso deixar certas rusgas de lado. Especialmente no que tange ao fator partidário. Para que projetos deem certo, é preciso que o diálogo seja aberto, sem preconceitos, sem picuinhas, pois só assim podemos ter uma nação melhor, mais desenvolvida, culturalmente fortalecida e democrática.

* José Virgílio Leal de Figueiredo é presidente do Instituto Arte no Dique.

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