Deputado oposicionista ao governo Wagner cobra respeito à Constituição Estadual e investimento nas propostas orçamentarias

Carlos Geilson diz que não troca mandato por ônibus. Deputado protestou contra matéria que diz que oposição aprovaria orçamento em troca de ônibus.
Carlos Geilson diz que não troca mandato por ônibus. Deputado protestou contra matéria que diz que oposição aprovaria orçamento em troca de ônibus.
Carlos Geilson diz que não troca mandato por ônibus. Deputado protestou contra matéria que diz que oposição aprovaria orçamento em troca de ônibus.
Carlos Geilson diz que não troca mandato por ônibus. Deputado protestou contra matéria que diz que oposição aprovaria orçamento em troca de ônibus.

“Não vou entregar o meu mandato por um ônibus”, disparou o deputado estadual Carlos Geilson (PTN) ao tomar conhecimento da publicação de uma matéria afirmando que a oposição entraria em acordo com os governistas para votar, nesta segunda-feira (29/12/2014), a Lei Orçamentária do Estado em troca de um ônibus para cada deputado. Segundo a matéria o veículo no valor de R$ 200 mil seria referente a emenda impositiva, que teria o restante (R$ 1 milhão) pagos em 2015, juntamente com os R$ 1,2 milhão que determina cada emenda.

Geilson afirmou que independente de orçamento, o que a oposição pede é que seja cumprida a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que foi aprovada na Assembleia Legislativa. “O líder do governo, Zé Neto, sabe muito bem que fomos discriminados. Nós queremos o que nos é de direito, o que foi aprovado nesta Casa, ou então rasga a Constituição do Estado, porque é uma emenda constitucional. Se o governo não respeita a sua bancada, dê pelo menos tratamento digno e igualitário, pois todos aqui têm o mesmo direito”, pontuou.

O parlamentar disse que só ficou sabendo dessa matéria ao chegar no plenário. “Me sinto ofendido ao ler uma coisa dessa. As coisas precisam ficar esclarecidas, é preciso colocar os pingos nos ‘is’”, afirmou. Geilson lembrou que o governo fez acordo em 2012, para liberar as emendas, mas em nenhum momento cumpriu. “Eles são categóricos em não cumprir acordo. As emendas impositivas de 2014 só foram liberadas para os deputados governistas, e em época de campanha e de forma discriminatória”, criticou.

Geilson ainda ressaltou que não haverá acordo da parte dele, e que ninguém da oposição pode fazer acordo sem consultar a bancada. “Vamos estar aqui até janeiro se necessário, até mesmo emendando com a próxima legislatura. Mas esse projeto do orçamento será votado obedecendo os trâmites regimentais”, finalizou.

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