Cúpula de Quito pretende consolidar fortalecimento da Unasul, diz o secretário geral Ernesto Samper

Presidenta Dilma Rousseff participa da Cúpula Extraordinária da União das Nações Sul-Americanas (Unasul) no Equador.
Presidenta Dilma Rousseff participa da Cúpula Extraordinária da União das Nações Sul-Americanas (Unasul) no Equador.

A presidenta Dilma Rousseff participa, nesta sexta-feira (05/12/2014), da Cúpula Extraordinária da União das Nações Sul-americanas (Unasul), em Quito, no Equador. Na oportunidade, a nova sede do órgão será inaugurada.

Em entrevista exclusiva ao Blog do Planalto, o secretário-geral da Unasul, Ernesto Samper, analisou os principais temas a serem discutidos durante o encontro entre os chefes de Estado e de Governo dos países que compõem o grupo: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela. Para ele, esta cúpula deve marcar a consolidação da Unasul como liderança regional a partir da aprovação de importantes medidas, como a criação da cidadania sul-americana, por exemplo.

Segundo Samper, devem ser discutidos projetos de desenvolvimento multinacional, sobretudo na área de infraestrutura, como a revitalização do Rio da Prata, construção de ferrovias e rodovias para ligação com o Brasil. Parte desses projetos foram apresentados à presidenta Dilma durante reunião no mês passado, em Brasília. “Eu pedi apoio à presidenta Dilma para a aprovação desses projetos, pois o Brasil é um membro muito importante para a Unasul, posto que os interesses brasileiros contam muitíssimo em toda a região”, garantiu.

Para o secretário, também será o momento de discutir a aproximação dos países do grupo com outros parceiros comerciais, para enfrentar os desafios que vêm sendo impostos pela crise internacional.

“Nós não temos que buscar fora da América do Sul as possibilidades de enfrentar a crise. De alguma maneira, a América do Sul tem algumas condições mais favoráveis do que as que estão vivendo os Estados Unidos, ou que estão vivendo os países da União Europeia. Creio que os nossos parceiros naturais estão para o lado da Ásia, e dentro da Ásia, a China e outros países. Mas nesse sentido, a aproximação que os outros países têm feito pelo Oceano Pacífico, com a Ásia, ou pelo Oceano Atlântico, é uma aproximação que poderia ir em uma mesma direção, que é consolidar um bloco sul-sul, de países emergentes, entre os quais se colocam os países sul-americanos”, analisa.

Mas a principal discussão desta Cúpula, segundo o secretário-geral, deverá ser a criação da cidadania sul-americana, que pretende facilitar a circulação entre os 12 países que compõem a Unasul. Segundo estimativas da entidade, cerca de 400 milhões de cidadãos devem ser beneficiados com a medida.

“Temos que construir uma identidade futura e esta identidade futura é a cidadania sul-americana, por isso será um dos mais importantes temas deste encontro”, garantiu.

Samper também destacou a importância do encontro de hoje com a transferência da presidência da Unasul para o Uruguai. Segundo ele, José Mujica deverá contribuir muito para o fortalecimento da entidade.

“O presidente é uma figura muito querida na região, e tem inspirado com sua vontade, sua sabedoria, muitos dos progressos obtidos nos últimos anos”, avaliou.

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