Artista Pedro Magalhães participa de eventos na Bahia

Santíssima Trindade da MPB, obra de Pedro Magalhães.
Santíssima Trindade da MPB, obra de Pedro Magalhães.
Santíssima Trindade da MPB, obra de Pedro Magalhães.
Santíssima Trindade da MPB, obra de Pedro Magalhães.
Obra de Pedro Magalhães.
Obra de Pedro Magalhães.

Definir se algo tem grande valor artístico ou é de baixa qualidade estética é uma tarefa que Pedro Magalhães propõe para os seus mais de 14 mil seguidores na rede social Facebook. Formado em Letras Vernáculas pela Universidade Federal da Bahia, o jovem, natural de Ilhéus, é o artista por trás da fanpage “Pendurado no Firmamento”.

A produção artística e livre, que começou como um projeto pessoal ultrapassou as redes sociais e hoje, é requisitada por revistas, artistas, faculdades e organizações do movimento social. Nos próximos dias 18 e 20 de dezembro de 2014, Pedro participa do Festival de Artes LGBT “Feshaação”, no Cine Teatro Solar Boa Vista com uma intervenção artística utilizando a técnica do Lambe-Lambe. Ainda no dia 20, é a vez do artista “pendurar” seus desenhos no movimento artístico-cultural “LOMBRA – Frutificando Devaneios”, na Casa de Cultura do Campo Grande, das 14h às 22h.

A “arte mixuruca” – adjetivo com o qual Pedro define seu trabalho – vai desde imagens que fazem referência a trechos da música popular brasileira a desenhos que remetem à liberdade sexual. O processo de produção artística do autodidata consiste em uma técnica chamada por ele de “dedo sobre tablet”, que nada mais é do que a utilização do dispositivo como tela e do uso dos dedos das mãos como caneta ou pincel.

Através do modo intuitivo do touchscreen, Pedro vem criando, desde 2013, ilustrações que têm ganhado cada vez mais admiradores. Seus desenhos apresentam uma linguagem estética muito particular que, por sua vez, dialogam com suas interpretações carregadas de humor sarcástico e representações cômicas.  “Quando desenho no tablet consigo um resultado mais próximo ao que seria uma ‘arte final’ e me proponho a publicá-la de uma vez, construindo assim a leitura e interpretação de outro modo, ou seja, em conjunto com as pessoas que acompanham o desenvolvimento desse jogo pelas redes sociais”, afirma.

O conceito de arte mixuruca trabalhado pelo artista reflete questionamentos muito atuais que se enquadram nas reflexões sobre a arte contemporânea, e sobre o fazer artístico e suas possibilidades. “É exatamente sobre isso que falo ser mixuruca: É não sofrer tanto com o labor artístico ‘difícil’, suado, por muitas vezes classicista/classista, já que esse, para ser validado, exige décadas de análises academicistas”, explica.

Alguns dos seus principais trabalhos foram: a capa da segunda edição da revista impressa Crítica da Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB) lançada em 2013; arte visual de pré-produção do filme Marida y Mujer, do diretor argentino Marcelo Briem Stam; capa da segunda edição da revista Afirmativa; ilustrações do livro Pèrègún e outras fabulações da minha terra (contos cantados ioruba-africanos) publicado pela EDUFBA, campanhas institucionais do Centro Estadual de Combate à Homofobia, do Governo do Estado de Pernambuco, entre outros.

Redação do Jornal Grande Bahia
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