Implantação da UFRB é discutida em audiência pública na Câmara de Municipal de Feira de Santana

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Audiência pública na Câmara de Municipal de Feira de Santana debateu processo de implantação da universidade federal em Feira de Santana.
Audiência pública na Câmara de Municipal de Feira de Santana debateu processo de implantação da universidade federal em Feira de Santana.
Audiência pública na Câmara de Municipal de Feira de Santana debateu processo de implantação da universidade federal em Feira de Santana.
Audiência pública na Câmara de Municipal de Feira de Santana debateu processo de implantação da universidade federal em Feira de Santana.

Em audiência pública, na manhã desta quinta-feira (27/11/2014), na Casa da Cidadania, autoridades políticas e acadêmicas, estudantes, representantes de entidades de classe e pessoas da comunidade debateram a implantação de um campus da Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB) em Feira de Santana, atendendo ao ofício de autoria das Comissões de Educação, Cultura, Saúde e Desportos e de Meio Ambiente, Direitos Humanos e Defesa do Consumidor.

O evento foi conduzido pelo vereador Pablo Roberto, que compôs a mesa juntamente com o reitor da UFRB, Paulo Gabriel Soledade Nacif; o reitor da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), José Carlos Barreto; o secretário municipal de Planejamento, Carlos Brito; além do deputado estadual Yulo Oiticica.

Após saudar e agradecer a presença de todo os cidadãos e cidadãs presentes na audiência pública, Pablo justificou a realização do evento, salientando que Feira de Santana precisava promover um debate amplo em torno da construção do campus da UFRB, uma vez que, segundo ele, trata-se de uma obra de grande interesse social, que fomentará o desenvolvimento da cidade.

No mês passado, a Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) aprovou o projeto de lei que autoriza a Fundação da Criança e do Adolescente (Fundac) a doar a UFRB o terreno de 33,2855 hectares, para a construção do núcleo universitário em Feira de Santana. Porém, a direção da universidade luta por uma área mais ampla, de pelo menos 100 hectares.

Alguns debatedores falaram, entre outras coisas, sobre a importância de investimentos em ensino superior público e de qualidade, criticaram, entre outras coisas, a morosidade no processo de implantação do campus e citaram áreas na cidade que, segundo eles, podem ser desapropriadas para atender as necessidades da UFRB. Apesar de haver algumas críticas ao poder público, houve consenso de que ninguém está contra a construção do núcleo universitário em Feira de Santana.

O ex-secretário de Relações Institucionais de Feira de Santana, Nivaldo Vieira, informou que “desde 2012 que Feira de Santana sabe do decreto presidencial da sua universidade federal e, até hoje, nós estamos protelando uma necessidade da juventude estudantil”, disse ele, ressaltando que vários estudantes feirenses têm que pagar faculdade particular ou se deslocar para outras cidades, porque a UFES não têm como suprir a demanda.

Segundo o professor e ex-vereador Marialvo Barreto, “área em Feira de Santana não falta”, para implantação do campus da Universidade Federal do Recôncavo Baiano. “Agora, não houve empenho do poder público municipal”, afirmou o petista, informando, por exemplo, que na BR 116 Norte, “mais ou menos três quilômetros depois da UEFS, tem uma área improdutiva, com 90 ou mais hectares, que pode ser desapropriada pela Prefeitura”.

Novamente com o uso da palavra, o vereador Pablo disse que deve ser levada também em consideração uma área com cerca de 100 hectares, localizada na BR 116 Sul, no fundo da Pousada da Feira.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, José Ferreira Sales (Zé Grande), também garantiu que terra em Feira de Santana não é problema. O que falta, segundo ele, é “habilidade e diálogo”, por parte dos representantes dos Governos Federal, Estadual e Municipal, para resolver essa questão da implantação do campus da UFRB. O sindicalista observa que muitas famílias de baixa renda almejam esse espaço de ensino superior e gratuito.

O deputado Yulo Oiticica disse que a ALBA fez o seu “dever de casa”, ao aprovar o projeto que autoriza a Fundac a doar a UFRB. O parlamentar informou que a proposição foi aprovada em regime de urgência e por unanimidade.
“Talvez o desejo de fazer o dever de casa tenha nos levado ao erro, porque acabamos não ouvindo as pessoas, achando que aquele projeto já tinha sido debatido aqui a exaustão e, aí, acabamos aprovando, quando não precisava ter sido aprovado tão rápido”, disse Yulo, se colocando à disposição da UFRB e comunidade feirense na busca de alternativas para a resolução do problema.

O reitor da UEFS, José Carlos Barreto, afirmou também que tem dado todo apoio para que o ensino superior público seja expandido. “Feira de Santana tem condições de abrigar mais de uma universidade pública”.

O secretário de Planejamento, Carlos Brito, garantiu que o Governo Municipal não está omisso à implantação do campus, argumentando que, inclusive, já sugeriu algumas áreas para a construção do equipamento, mas foram consideradas inadequadas.

“Quero reafirmar que o Município fará o possível. Infelizmente, não temos capacidade financeira para desapropriação de uma área para implantação do campus. Quero dizer, Pablo, que estamos às ordens, conte com o Governo Municipal no que for preciso tecnicamente. Não temos dinheiro, mas temos boa vontade para ajudar”, disse o secretário.

Após ressaltar a importância da educação superior e destacar a estrutura e a qualidade do ensino da UFRB, o reitor da instituição, Paulo Gabriel Soledade Nacif, trouxe alívio a todos quando informou que a Universidade Federal do Recôncavo Baiano já funciona em Feira de Santana, no bairro Sim, e não vai sair do município.

“Nós já estamos aqui e não sairemos daqui em nenhuma situação. É bom que fique muito claro isso”, disse Nacif, afirmando que caso não seja disponibilizada outra área, a UFRB será construída no terreno da Fundac, visando atender ao processo de ampliação da oferta de cursos de graduação e acesso ao ensino superior no interior do estado.

No entanto, o reitor demonstrou preocupação com o tamanho da área (33,2855 hectares) e sua localização, uma vez que está situada próximo ao Presídio Regional, o que, segundo ele, pode trazer risco aos estudantes, professores e demais funcionários, em eventual fuga de presos.

Também se pronunciaram sobre o tema os vereadores Correia Zezito e José Carneiro; os professores da UFRB, Suzana Pimentel e Geraldo Costa; além de estudantes e pessoas da comunidade.
O evento contou ainda com a presença dos vereadores Edvaldo Lima, Ronny e Eremita Mota;do secretário adjunto da OAB, Mussolini Ferreira de Lima; e do professor Adroaldo Oliveira (representando a Associação dos Docentes da Universidade Estadual de Feira de Santana (Adufs).

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