A falta de politização dos brasileiros

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Pavilhão Nacional
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A carência de conhecimento político dos jovens brasileiros e de grande parte da população dita “mais experiente” é alarmante. Os resultados do último pleito que reelegeu a presidenta Dilma Russeff para governar por mais quatro anos, infelizmente expôs a falta de conhecimento político de, pelo menos, metade da população com idade em torno dos trinta e cinco anos para menos. .

Infelizmente nos bate papos informais das mesas dos “barzinhos”, rede sociais e nas mensagens do  whatsApp, são veiculados todo tipo de  “heresias”, algumas até pedindo a intervenção militar no país; chegam ao cúmulo de reivindicar a Obama, Presidente dos Estados Unidos da América, para invadir o Brasil e libertá-lo da ditadura “Pêtista”, que segundo estes, é um comunismo Bolivariano.

Com certeza absoluta quem faz reivindicações absurdas como estas, não vivenciaram os anos negros e sangrentos do golpe de 64, proporcionados pela ditadura no Brasil e, com certeza, não sabem qual o significado de “comunismo” muito menos o que venha a ser uma ditadura militar.

Todos estes despautérios indicam que a velha disciplina EPB – Estudos dos Problemas Brasileiros – ou a mais antiga EMC – Educação Moral e Cívica – devem voltar ao currículo escolar o mais rápido possível, tamanha a falta de conhecimentos políticos dos estudantes e até mesmo dos já acadêmicos e pós graduados. A cegueira política está levando-os a praticarem e falarem todo tipo de asneiras. É triste… não possuem ideias próprias!!! São meros papagaios repetidores do que escutam nos jornais e telejornais do PIG – Partido da Imprensa Golpista e de textos veiculados por folhetins irresponsáveis que tem como carro chefe a Veja, Folha de São Paulo, Rede Globo, entre outras de igual irresponsabilidade.

O Golpe Militar de 1964, que alguns chamam de “Revolução”, submeteu o Brasil a uma ditadura que durou 21 anos -1964 a 1985 – e que administrou o país através de um regime de exceção. Foi criado o AI-5 – Ato Institucional número 5 – sob o cognome de “A liberdade assassinada”.

O Famigerado AI-5, foi o mais cruel dos Atos Institucionais decretados pelo então regime ditatorial – Regime Militar. Assinado pelo presidente Arthur Costa e Silva e que se colocou acima da Constituição de 1967 dando poderes supremos ao chefe do Executivo, ou ao general-presidente de plantão para fazer e acontecer.

 Atualmente, após meio século do Golpe Militar, este período ainda é lembrado como os “anos de chumbo”, sempre cercado de diversos pontos obscuros, tempos de torturas, assassinatos e uma grande mancha na reputação social que ainda influem na sociedade brasileira nos dias atuais. Famílias de militantes ainda buscam desaparecidos e lutam para o reconhecimento dos crimes cometidos pelo governo militar durante este período.

Custo a acreditar que seja isto que os “revoltados” de hoje, queiram ressuscitar, dando como desculpa sua derrota no último pleito, o que não justifica este ódio exacerbado.

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Sobre Alberto Peixoto 487 Artigos
Antonio Alberto de Oliveira Peixoto, nasceu em Feira de Santana, em 3 de setembro de 1950, é Bacharel em Administração de Empresas pela UNIFACS, e funcionário público lotado na Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia, atua como articulista do Jornal Grande Bahia, escrevendo semanalmente, é escritor e tem entre as obras publicadas os livros de contos: 'Estórias que Deus Dúvida', 'O Enterro da Sogra, 'Único Espermatozóide', 'Dasdores a Difícil Vida Fácil', participou da coletânea 'Bahia de Todos em Contos', Vol. III, através da editora Òmnira. Também atua como incentivador da cultura nordestina, sendo conselheiro da Fundação Òmnira de Assistência Cultural e Comunitária, realizando atividades em favor de comunidades carentes de Salvador, Feira de Santana e Santo Antônio de Jesus. É Membro da Academia de Letras do Recôncavo (ALER), ocupando a cadeira de número 26. E-mail para contato: reyapeixoto@yahoo.com.br.