Operação Lava Jato: relator do Conselho de Ética apresenta pedido de cassação do deputado federal Luiz Argôlo

Reunião da Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara Federal debate casação do deputado federal João Luiz Correia Argôlo dos Santos.
Reunião da Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara Federal debate casação do deputado federal João Luiz Correia Argôlo dos Santos.
Reunião da Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara Federal debate casação do deputado federal João Luiz Correia Argôlo dos Santos.
Reunião da Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara Federal debate casação do deputado federal João Luiz Correia Argôlo dos Santos.
Situação do deputado federal Luiz Argôlo é de extrema fragilidade.
Situação do deputado federal Luiz Argôlo é de extrema fragilidade.

Relator do Conselho de Ética defende cassação de Luiz Argôlo

O relator do processo contra o deputado Luiz Argôlo (SD-BA), deputado Marcos Rogério (PDT-RO), defendeu agora há pouco na reunião do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar a perda do mandato do parlamentar baiano. Em seu parecer, o relator afirma que Argôlo teve conduta incompatível com o decoro parlamentar.

De acordo com o relatório, as provas demontram que Argôlo atuava como cliente do doleiro Alberto Youssef, “recebendo dinheiro para si próprio e outros beneficiários, ora como sócio, intermediando contados dele com empresas e tendo suas operações financiadas pelo doleiro. Ele mesmo pedia a favores a Yousseff”, apontou Marcos Rogério.

O relator também disse que as relações de Argôlo com o doleiro, longe de serem referentes a venda de um imóvel, envolvem tráfico de influencia, a prática de negócios e pagamentos ilícitos.

Relator diz haver registros de pagamentos de doleiro a Luiz Argôlo

O relator do processo contra o deputado Luiz Argôlo (SD-BA), deputado Marcos Rogério (PDT-RO), disse há pouco que, pelas conversas interceptadas pela Polícia Federal entre o parlamentar baiano e o doleiro Alberto Youssef a respeito de um imóvel em Camaçari (BA), os valores pagos a Argôlo não são para quitar dívidas, e sim para repassar dinheiro a outras pessoas.

Segundo o parecer de Marcos Rogério, que defende a perda de mandato de Argôlo, “há registros de diversos pagamentos ao parlamentar em datas muito anteriores ao da suposta avaliação do imóvel.”

O relator também afirmou que as denúncias da ex-contadora do doleiro, Meire Poza, têm credibilidade. Poza admitiu que emitiu mais de R$ 7 milhões em notas frias a pedido de Youssef e que, desse valor, R$ 1 milhão teria ido para a empresa Grande Moinho Cearense, a pedido do deputado Luiz Argôlo. Segundo o relator, “está claro que a relação não se restringia a negócios privados”.

Conforme o relatório, Argôlo chamou Youssef para atuar e retirar duas empresas de um processo licitatório em curso na cidade de Fortaleza. As conversas interceptadas entre Argolo e o doleiro sobre esse assunto foram permeadas por cobranças relacionadas a um depósito no valor de R$ 400 mil para a empresa Bombaim. Na conversa, Argolo fala que a saída da empresa “é essencial para que o resultado não atrapalhe a vida dos dois”.

Em seu depoimento ao Conselho de Ética, Luiz Argôlo negou ter negócios fora do Estado da Bahia.
Conversas entre Argôlo e Youssef só acabaram com a prisão do doleiro, diz relator

O relator do processo contra o deputado Luiz Argôlo (SD-BA), deputado Marcos Rogério (PDT-RO), disse há pouco no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar que as conversas entre o doleiro Alberto Youssef e o parlamentar baiano eram frequentes (até diárias) e que só se encerraram com a prisão do doleiro, em 17 de março.

Segundo o relator, que defendeu a perda do mandato de Argôlo, “a par do tráfico de influência, estou convencido de que houve pelo parlamentar o recebimento de altas quantias de dinheiro que representaram vantagens indevidas e cuja motivação era ilícita.”

Rogério acrescentou ainda que os valores cobrados, apenas a partir do exame das mensagens trocadas em 2014, são muitos superiores a R$ 330 mil, preço pelo qual supostamente teria sido vendido o terreno de seu irmão, em Camaçari.

Para relator, falta de documento sobre imóvel enfraquece defesa de Argôlo

O relator do processo contra o deputado Luiz Argôlo (SD-BA), deputado Marcos Rogério (PDT-RO), disse há pouco no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar que o contrato e a escritura relativa à propriedade e à venda do imóvel do irmão de Argôlo ao doleiro Alberto Yousseff não foram apresentados. Rogério defendeu a perda do mandato do parlamentar baiano.

Segundo o relator, a ausência do documento enfraquece e retira a credibilidade do depoimento de Argôlo em sua defesa no Conselho de Ética.

Argôlo havia afirmado que todas as conversas dele com Alberto Youssef vazadas à imprensa se referem à venda de um terreno do irmão dele para Youssef. O deputado disse que intermediou a transação, feita em 2013, no valor de R$ 375 mil. Desse total, segundo ele, Youssef teria pagado cerca de R$ 200 mil antes de ser preso na operação Lava Jato, da Polícia Federal.

Em sua defesa, Argôlo também sustentou que o doleiro pagaria o terreno com depósitos em conta corrente. Depois, sugeriu pagar diretamente para os fornecedores a quem o irmão do deputado devia, o que também não ocorreu.

Advogado nega acusação de que assessor de Argôlo teria recebido R$ 120 mil de Youssef

O advogado de defesa do deputado Luiz Argôlo (SD-BA), Aluisio Lundgren, afirmou há pouco no Conselho de Ética que as acusações contra o parlamentar, de que um assessor teria recebido R$ 120 mil do doleiro Alberto Yousseff, não foram comprovadas.

Ele disse que encaminhou ao conselho extratos bancários que mostram que esse depósito não ocorreu. Ele disse que o parlamentar tem sido perseguido diariamente pela imprensa. Segundo o advogado, Argôlo se envolveu na política para ajudar as pessoas e que sempre teve o respeito da população baiana, inclusive citou a tradição de sua família de promover festas populares e doar objetos para pessoas carentes, como cadeiras de rodas e óculos.

Argôlo responde a processo por quebra de decoro parlamentar em razão de suposta ligação com negócios ilegais de Alberto Youssef, preso na operação Lava Jato da Polícia Federal.

Petrobras
Ludgren também negou envolvimento de Argôlo com irregularidades da Petrobras.Na semana passada, em depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga denúncias envolvendo a Petrobras, a ex-contadora de Alberto Yousseff Meire Poza declarou que emitiu mais de R$ 7 milhões em notas frias a pedido do doleiro e que, desse valor, R$ 1 milhão teria ido para a empresa Grande Moinho Cearense, a pedido de Luiz Argôlo.

Poza também informou que fez pagamentos para familiares do parlamentar e que ele também recebeu de presente de Youssef um helicóptero no valor de R$ 800 mil.

Conselho de Ética: pedido de vista adia votação de processo contra Luiz Argôlo

Os deputados Sérgio Brito (PSD-BA) e Pastor Eurico (PSB-PE) solicitaram vista conjunta do processo contra o deputado Luiz Argôlo (SD-BA) no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar. Isso impediu a votação do relatório do deputado Marcos Rogério (PDT-RO), que defende a perda de mandato de Argôlo, por quebra de decoro parlamentar.

O deputado Wladimir Costa (SD-PA) contestou o relatório de Marcos Rogério e disse que pretende derrubar 70% do parecer do relator após o pedido de vista.

Bethlem

Com relação ao processo contra o deputado Rodrigo Betlhem (PMDB-RJ), acusado de desvio de recursos enquanto ocupava a Secretaria de Assistência Social da Prefeitura do Rio de Janeiro, a votação do parecer preliminar do deputado Paulo Freire está marcada para o dia 22.

Com informações da Agência Câmara

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