Operação Lava Jato | PT repudia declarações de ex-diretor da Petrobras; PMDB e PP não se manifestam

Rui Falcão: “O PT desmente a totalidade das ilações de que o partido teria recebido repasses financeiros originados de contratos com a Petrobras. Todas as doações para o Partido dos Trabalhadores seguem as normas legais e são registradas na Justiça Eleitoral”.
Rui Falcão: “O PT desmente a totalidade das ilações de que o partido teria recebido repasses financeiros originados de contratos com a Petrobras. Todas as doações para o Partido dos Trabalhadores seguem as normas legais e são registradas na Justiça Eleitoral”.
Rui Falcão: “O PT desmente a totalidade das ilações de que o partido teria recebido repasses financeiros originados de contratos com a Petrobras. Todas as doações para o Partido dos Trabalhadores seguem as normas legais e são registradas na Justiça Eleitoral”.
Rui Falcão: “O PT desmente a totalidade das ilações de que o partido teria recebido repasses financeiros originados de contratos com a Petrobras. Todas as doações para o Partido dos Trabalhadores seguem as normas legais e são registradas na Justiça Eleitoral”.

O presidente nacional do PT, Rui Falcão, divulgou nota em que repudia as declarações do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa em depoimento à Justiça Federal. Na nota, Rui Falcão diz que repudia com “veemência e indignação” as declarações do ex-diretor e as chama de “caluniosas”.  Em depoimento à Justiça Federal, o ex-diretor disse que PP, PT e PMDB eram beneficiados com recursos de contratos superfaturados da estatal.

“O PT desmente a totalidade das ilações de que o partido teria recebido repasses financeiros originados de contratos com a Petrobras. Todas as doações para o Partido dos Trabalhadores seguem as normas legais e são registradas na Justiça Eleitoral”, diz a nota, assinada por Rui Falcão. A direção do PT, diz a nota, “estranha a repetição de vazamentos de depoimentos no Judiciário, tanto mais quando se trata de acusações sem provas”.

Em outra nota, a Secretaria Nacional de Finanças do PT diz que o secretário João Vaccari Neto nunca tratou sobre contribuições financeiras do partido ou de qualquer outro assunto com o ex-diretor da estatal. A secretaria afirma que o depoimento de Paulo Roberto está cheio de “afirmações distorcidas e mentirosas”.  De acordo com o partido, as contribuições financeiras recebidas “são transparentes e realizadas sempre de acordo com a legislação em vigor”.

O secretário João Vaccari diz, no documento distribuído à imprensa, que diante de “acusações infundadas”, irá processar civil e criminalmente aqueles que “têm investido contra sua honra e reputação”.  Enquanto isso, Rui Falcão diz que a direção nacional do PT, por meio dos seus advogados, analisa a adoção de medidas judiciais cabíveis.

O PMDB, que também foi apontado pelo ex-diretor da Petrobras de receber parte do valor dos contratos da estatal, informou, por meio da assessoria de imprensa, que não irá se manifestar, uma vez que não teve acesso aos autos e ao depoimento de Paulo Roberto Costa.

O PP, também citado pelo ex-diretor, informou em nota que desconhece as denúncias. “O Partido Progressista desconhece as denúncias, mas está à disposição para colaborar com todas as investigações”.

Empresas citadas por ex-diretor da Petrobras negam participação em esquema

As empresas Odebrecht e Camargo Corrêa negaram hna quinta-feira (09/10/2014) envolvimento no esquema em que parte do valor de contratos firmados com a Petrobras era repassada para partidos políticos. Elas foram citadas, juntas com outras empresas, no depoimento do ex-diretor da estatal, Paulo Roberto Costa, feito ontem (8) à Justiça Federal. Segundo o ex-diretor, empreiteiras repassavam 3% do valor de contratos superfaturados ao PP, PT e PMDB. Em nota, o PT repudiou “com veemência e indignação” as declarações “caluniosas” do ex-diretor. Já o PP informou desconhecer as denúncias. O PMDB, por sua vez, não comentou as acusações alegando que não teve acesso ao depoimento.

“A Odebrecht nega veementemente as alegações caluniosas feitas pelo ex-diretor da Petrobras e em especial ter feito qualquer pagamento a qualquer executivo ou ex-executivo da estatal. A Odebrecht mantém, há décadas, contratos de prestação de serviços com a Petrobras, todos conquistados de acordo com a lei de licitações públicas”, disse a empresa, em nota.

A Camargo Corrêa, também em nota, diz não ter feito qualquer pagamento a Youssef. “Em relação aos referidos depoimentos, o CNCC [Consórcio Camargo Corrêa] repudia as acusações sem prova contra o consórcio e seus executivos. O contrato em questão foi conquistado em licitação de menor preço. O Consórcio CNCC reafirma ainda que não realizou nenhum pagamento ao Sr. Alberto Yousseff, nem a quaisquer de suas empresas e não pode responder por pagamentos efetuados por terceiros”.

À Justiça, Costa disse que as empresas Odebrecht, Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez, Iesa, Engevix, Mendes Júnior, UTC Engenharia, Queiroz Galvão e Galvão Engenharia participavam do esquema de superfaturamento de contratos com a Petrobras e repasse de propina ao PP, PT e PMDB.

Procuradas pela reportagem, as empresas Andrade Gutierrez, Iesa, Engevix, Mendes Júnior, UTC Engenharia, Queiroz Galvão e Galvão Engenharia não foram encontradas para comentar o depoimento de Paulo Roberto Costa.

*Com informações da Agência Brasil.

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