“O atual modelo político eleitoral está falido”, afirma deputado federal Cláudio Cajado

Cláudio Cajado: "o atual modelo político eleitoral está falido. Não trago em minha fala a dicotomia entre governo e oposição, e sim, a responsabilidade para podermos superar as divergências e ficarmos no debate das ideias, exclusivamente das ideias”.
Cláudio Cajado: "o atual modelo político eleitoral está falido. Não trago em minha fala a dicotomia entre governo e oposição, e sim, a responsabilidade para podermos superar as divergências e ficarmos no debate das ideias, exclusivamente das ideias”.
Cláudio Cajado: "o atual modelo político eleitoral está falido. Não trago em minha fala a dicotomia entre governo e oposição, e sim, a responsabilidade para podermos superar as divergências e ficarmos no debate das ideias, exclusivamente das ideias”.
Cláudio Cajado: “o atual modelo político eleitoral está falido. Não trago em minha fala a dicotomia entre governo e oposição, e sim, a responsabilidade para podermos superar as divergências e ficarmos no debate das ideias, exclusivamente das ideias”.

O deputado federal Cláudio Cajado (Democratas-BA) defendeu a reforma política como ação a ser priorizada pelo Congresso Nacional na próxima legislatura. Em discurso forte no plenário da Câmara dos Deputados, na tarde desta segunda-feira (28/10/2014), Cajado decretou a falência do atual modelo e propôs a ampliação do debate em torno do tema.

“Acredito que todos nós podemos tirar algo dessas eleições: o atual modelo político eleitoral está falido. Não trago em minha fala a dicotomia entre governo e oposição, e sim, a responsabilidade para podermos superar as divergências e ficarmos no debate das ideias, exclusivamente das ideias”, declarou Cajado.

O democrata baiano ressaltou o consenso inédito no país em torno do desejo pela reforma, o que torna o momento ideal para que ela se concretize. De acordo com ele, será preciso “coragem” dos parlamentares para que deixem de lado suas desavenças em torno do objetivo comum.

“Se nós não tivermos a coragem de fazer as reformas estruturantes que o Brasil precisa, não terá valido a pena o sacrifício do processo eleitoral que todos enfrentamos. Deixaremos para trás a espinha dorsal do modelo de gestão que perpassa pela representatividade popular e pelos cargos do Poder Executivo. Isso tudo se inicia no processo eleitoral e é daí que vem o vício que faz com que se deturpe a atividade fim: o exercício dos mandatos”, alegou.

Justiça Eleitoral

Cláudio Cajado lembrou que, enquanto o Congresso adia a aprovação de um projeto de reforma, o papel de legislador tem sido tomado pela Justiça Eleitoral, que transcende a sua função de modo a tentar organizar o processo cada vez mais obsoleto da eleição.

“Ao tratar da reforma política, também tratamos da reforma eleitoral e do código eleitoral. Não podemos mais vacilar no enfrentamento de questões que não consensualizamos, de modo a permitir por muitas vezes os tribunais legislem por nós”, explicou.

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