Feira de Santana: Avenida Nóide Cerqueira corre risco de rápida deterioração

Caminhão pesado transita na Avenida Nóide Cerqueira em Feira de Santana. Integridade e vida útil do pavimento é comprometida.
Caminhão pesado transita na Avenida Nóide Cerqueira em Feira de Santana. Integridade e vida útil do pavimento é comprometida.
Caminhão pesado transita na Avenida Nóide Cerqueira em Feira de Santana. Integridade e vida útil do pavimento é comprometida.
Caminhão pesado transita na Avenida Nóide Cerqueira em Feira de Santana. Integridade e vida útil do pavimento é comprometida.
Veículo pesado estaciona na Avenida Nóide Cerqueira em Feira de Santana. Investimento do povo baiano no município corre risco de rápida deterioração.
Veículo pesado estaciona na Avenida Nóide Cerqueira em Feira de Santana. Investimento do povo baiano no município corre risco de rápida deterioração.

Inaugurada pelo governador Jaques Wagner no dia 28 de agosto de 2014, resultado de investimento da ordem de R$ 26 milhões, localizada em Feira de Santana e contando com 8,1 Km de extensão, a Avenida Nóide Cerqueira foi projetada para o fluxo de veículos urbanos, mas a falta de adequada sinalização e, principalmente, fiscalização por parte da Prefeitura de Feira de Santana, tem permitido que o tráfego de veículos pesados ocorra com frequência, comprometendo o pavimento e, o com isto, o milionário investimento do povo baiano no município.

A Avenida Nóide Cerqueira interliga a BR 324 nas imediações do Parque de Exposições João Martins da Silva, com o Anel de Contorno (Av. Eduardo Fróes da Motta), nas imediações do viaduto Deputado Francisco José Pinto dos Santos, diariamente, em horários distintos, veículos pesados transitam pela via sem que ocorra qualquer orientação ou sansão do município com a finalidade de preservar o patrimônio público e as normas de trânsito. O caso evidencia, mais uma vez, a incúria com a qual a gestão do prefeito José Ronaldo de Carvalho (DEM) trata a outrora “Princesa do Sertão”.

Risco para a população

A falta de disciplina no trânsito provoca situações em que a segurança de parte da população é comprometida. Por exemplo, diariamente caminhões utilizam as ruas da Vila Olímpia, empreendimento formado por conjunto de condomínios residenciais, como se fossem pátio de empresa, e até caminhões com tanque de combustível ficam estacionados em um local que é destinado apenas à moradia. A recorrente falta de capacidade de gestão do trânsito municipal é mais uma faceta de um governo que atua como se a população de Feira de Santana, formada por 600 mil habitantes, fosse uma Paripiranga, município com cerca de 30 mil habitantes. Falta gestão, visão e competência para pensar a sociedade em uma dimensão mais ampla.

Lei para regular

É urgente e necessário que uma Lei municipal discipline o acesso de caminhões na parte interna do Anel de Contorno. Ajudaria se os “muitos competentes” homens de confiança do prefeito começassem por sinalizar as vias de acesso ao município informando sobre limite de velocidade, limite de peso, e possibilidade de uso das vias urbanas, com a finalidade de orientar os motoristas que transitam nas rodovias que cortam o município.

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Carlos Augusto
Sobre Carlos Augusto 9382 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).