Eleições 2014 | Pesquisa Datafolha aponta liderança de Dilma Rousseff, com 47% das intenções de voto

Pesquisa Datafolha de intenção de voto para presidente da república foi realizada em 21 de outubro de 2014.
Pesquisa Datafolha de intenção de voto para presidente da república foi realizada em 21 de outubro de 2014.
Pesquisa Datafolha de intenção de voto para presidente da república foi realizada em 21 de outubro de 2014.
Pesquisa Datafolha de intenção de voto para presidente da república foi realizada em 21 de outubro de 2014.

Um dia após mostrar Dilma (PT) numericamente à frente de Aécio (PSDB) na disputa presidencial, com 46% e 43% das intenções de voto, respectivamente, o Datafolha voltou às ruas do país para uma nova pesquisa, que confirma a tendência previamente registrada. Com 47% das intenções de voto, a candidato do PT manteve vantagem numérica sobre o tucano (43%), mas a disputa permanece empatada no limite da margem de erro. Há ainda 5% que declaram votar em branco ou nulo, e 4% que ainda não decidiram o voto (ante 6% na pesquisa realizada ontem).

Considerando somente os votos válidos, os índices dos candidatos e a distância entre eles permanecem iguais: Dilma tem 52%, ante 48% de Aécio, o que também configura um empate técnico dentro da margem de erro da pesquisa. Para o cálculo dos votos válidos são excluídos da amostra os votos brancos, os nulos e os eleitores que se declaram indecisos. O procedimento é o mesmo utilizado pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado oficial da eleição. No 1º turno, Dilma teve 42% dos votos válidos, e Aécio, 34%.

Nesse levantamento, realizado em 21 de outubro, o Datafolha entrevistou 4.355 eleitores em 256 cidades em todas as regiões do Brasil. A margem de erro máxima é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, para o total da amostra.

Entre os eleitores que declaram intenção de votar, 89% sabem o número de seu candidato à Presidência. Tanto entre os eleitores de Dilma como entre os que votam em Aécio o índice de conhecimento do número é o mesmo: 91%. Há ainda 7% que não sabem o número de seu candidato, 2% que citam um número incorreto, e outros 2% que pretendem votar nulo mas não sabem qual número irão digitar na urna eletrônica.

O nível de rejeição e aceitação das duas candidaturas mostra que Aécio não seria escolhido de jeito nenhum por 41% (ontem, 40%), enquanto Dilma enfrenta a rejeição de 39% (mesmo resultado do levantamento anterior).

A taxa de rejeição do tucano cresceu ao longo do 2º turno: na primeira pesquisa desta etapa da eleição, realizada entre 08 e 09 de outubro, 34% declaravam não votar de jeito nenhum em Aécio; na semana seguinte, entre 14 e 15 de outubro, a taxa de rejeição do candidato subiu para 38%; ontem, chegou a 40%, e hoje oscilou para 41%. No mesmo período, a taxa de rejeição da candidata Dilma Rousseff passou de 43% para 39%, com em estabilidade entre ontem e hoje.

Uma parcela de 45% votaria com certeza em Dilma, 15% poderiam votar, e 1% não tem opinião sobre sua candidatura. O índice de certeza do voto na atual presidente supera o registrado por Aécio, em quem 40% votariam com certeza, 18% poderiam votar, e 1% não tem opinião.

A inclinação dos indecisos também foi mensurada novamente e, se o 2º turno fosse hoje, Dilma teria mais chance de receber o voto de 29% deles, e Aécio, de 23%. Devido à base menor de entrevistados, a margem de erro para esses resultados é maior do que a do total da amostra, o que coloca os percentuais da petista e do tucano em um patamar similar. Há ainda 40% neste grupo que reafirmam não ter uma opção de voto, e 7% indicam que não votariam em nenhum deles.

Neste momento da campanha eleitoral, a expectativa de vitória da candidata do PT, compartilhada por 48% dos eleitores, supera a expectativa de vitória no candidato do PSDB (40%). Uma fatia de 12% não tem opinião sobre quem sairá vitorioso da disputa. Entre os que declaram votar em Dilma, 82% acreditam que ela será reeleita, 7% veem vitória de Aécio, e 10% não souberam responder. No grupo de eleitores de Aécio, 78% avaliam que ele será eleito no próximo domingo, 13% acreditam que a vitoriosa será a candidata do PT, e 10% não opinaram. Entre os indecisos, resultados iguais: 33% acreditam em vitória da petista, outros 33%, em vitória do tucano, e 34% não souberam responder.

Metade dos eleitores (50%) tem grande interesse na eleição, e 28% têm interesse médio. Há ainda 7% que tem um pequeno interesse, 14% que estão desinteressados, e 1% não tem opinião sobre o assunto. Entre os eleitores de Dilma, 54% têm grande interesse, índice igual ao verificado entre os que preferem Aécio Neves.

36% apontam Aécio como mais agressivo

A maioria dos eleitores (71%) rejeita a agressividade na campanha eleitoral, e 27% avaliam que a agressividade faz parte da disputa e é natural. Uma fatia de 2% não tem opinião sobre o assunto. Entre os mais jovens, fica acima da média a fatia de eleitores que avaliam a postura agressiva na campanha como natural (32%). Esse índice cai conforme avança a idade do eleitor, e atinge 20% entre os mais velhos. No Nordeste, 25% acreditam que a agressividade faz parte da disputa; no Sul, 34%.

Na opinião de 63%, os candidatos que disputam o 2º turno da campanha presidencial estão sendo muito agressivos, e 29% avaliam que estão sendo um pouco agressivos. Apenas 4% apontam que não estão sendo agressivos, e 4% não têm opinião sobre o assunto. Entre os eleitores menos escolarizados, 56% acreditam que a campanha entre Dilma e Aécio tem sido muito agressiva, índice inferior ao registrado entre os que estudaram até o ensino médio (65%) ou possuem ensino superior (72%).

Questionados sobre quem tem sido mais agressivo neste 2º turno, 36% apontaram Aécio Neves, e 24%, Dilma Rousseff. Para 32%, os dois estão têm sido agressivos, 1% avalia que nenhum deles, e 7% não souberam responder. Entre os que declaram votar em Dilma, 60% apontam o tucano como mais agressivo, 26%, ambos, e 5%, a própria petista. Entre os eleitores de Aécio, 46% avaliam a candidata do PT como mais agressiva, 35% indicam ambos, e 12% citam o próprio tucano. Na fatia de eleitores indecisos, 24% acreditam que Aécio é o mais agressivo, e 13% apontam Dilma.

47% não votariam se voto não fosse obrigatório

Se o voto não fosse obrigatório no Brasil, 46% dos eleitores do país não iriam votar no próximo domingo, e 53% compareceriam às urnas. Quanto mais baixa a escolaridade do eleitor, menor sua disposição para votar: entre os eleitores com ensino fundamental, 46% iriam votar se não houvesse obrigatoriedade; entre aqueles que estudaram até o ensino médio, o índice sobe para 52%; e entre os que estudaram até o ensino superior, alcança 68%. Entre os eleitores de Dilma, 58% iriam votar se o voto não fosse obrigatório, índice similar ao registrado entre os eleitores de Aécio (56%).

A fatia do eleitorado que não votaria se não houvesse obrigatoriedade alcançou 57% em maio deste ano, e desde então vem caindo. Em julho, recuou para 54%; no final de agosto, foi a 50%; e agora, com a proximidade da eleição, fica em 47%.

A obrigatoriedade do voto tem o apoio, atualmente, de 40% dos eleitores brasileiros. A maioria (55%) é contrária, 4% são indiferentes, e 1% não tem opinião sobre o tema. Na comparação com levantamento realizado no final de agosto, o apoio à obrigatoriedade ficou igual (40%) e posição contrária teve oscilação negativa (era de 56%).

Governo Dilma é aprovado por 42%

O governo da presidente Dilma Rousseff (PT) é aprovado, atualmente, por 42% dos eleitores, resultado que confirma tendência de ligeira alta verificada ontem (42%) na comparação com pesquisa realizada na semana passada (40%). Os demais eleitores de dividem entre os que reprovam a gestão atual (20%) e aqueles que a consideram regular (37%). Esses índices também ficaram estáveis na comparação com o último levantamento. Uma fatia de 1% não opinou.

De 0 a 10, a nota média atribuída atualmente ao governo Dilma Rousseff é 6,3.

A presidente consegue aprovação acima da média entre aqueles que acreditam que a inflação ficará estável nos próximos meses (50%), na fatia dos que avaliam que o desemprego irá diminuir (51%), entre os eleitores que preveem aumento no poder de compra (49%) e entre aqueles que acreditam que irá melhorar a situação econômica do país (50%) ou a situação econômica pessoal (48%).

Contratada pelo jornal Folha de S.Paulo, a pesquisa Datafolha ouviu 4.355 eleitores nesta terça-feira (21) em 256 municípios brasileiros. O nível de confiança é 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01160/2014.

*Com informações do Datafolha.

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Datafolha – Pesquisa de intenção de voto para presidente da república, realizada em 21 de outubro de 2014

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