Eleições 2014 | Durante visita a Salvador, Aécio Neves tenta conciliar divisão social proposta por FHC ao afirmar que “O Brasil é de todos os brasileiros”

Aécio Neves durante visita ao Pelourinho em Salvador.
Aécio Neves durante visita ao Pelourinho em Salvador.
Aécio Neves durante visita ao Pelourinho em Salvador.
Aécio Neves durante visita ao Pelourinho em Salvador.

O candidato à Presidência da República pela Coligação Muda Brasil, Aécio Neves, afirmou, nesta sexta-feira (17/10/2014), no bairro histórico do Pelourinho em Salvador que seu governo acabará com toda e qualquer divisão no país e entre os brasileiros. Referindo-se às eleições, Aécio disse que está próxima a “libertação dos brasileiros”.

“O Brasil é preto e pardo, é branco e índio, ele é de todos os brasileiros”, destacou ele, sendo aplaudido e ao som de palavras de ordem: “Aécio Presidente”. “[O Brasil] não é de apenas uma parcela da população. Não aceitarei o discurso de nos dividir ao meio, entre os brasileiros do Norte e do Sul, dessa ou daquela crença.”.

Em carro aberto, que mal conseguia circular pelas ruas lotadas, Aécio destacou que a partir da sua vitória o país viverá um novo momento histórico. “Estamos a pouquíssimos dias da libertação dos brasileiros”, ressaltou.

Em seguida, o candidato acrescentou: “Vamos permitir que o Brasil volte a ser de todos os brasileiros, não mais de um grupo político, que se apoderou do poder como se fosse de sua propriedade. A nossa proposta é da generosidade e de respeito à diversidade”.

Emocionado, Aécio agradeceu a votação que teve na Bahia e o apoio do prefeito de Salvador, ACM Neto, e da ex-corregedora do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) Eliana Calmon. Também participaram do ato político o líder do PSDB na Câmara, Antonio Imbassahy, o ex-ministro Geddel Vieira Lima, o deputado federal Mendonça Filho (DEM-PE), entre outros.

“Não aceitamos que queiram dividir o Brasil. Não existe um Brasil do Sul e outro do Nordeste. O Brasil é um só e por isso não se divide”, afirmou ACM Neto ao lado de Aécio.

Ofensas 

Aécio reiterou que reagirá às calúnias e difamações por parte da candidata do PT à reeleição, a presidente Dilma Rousseff.

“A minha adversária optou por discutir o passado e focar a campanha em ofensas e denúncias. É triste ver uma campanha em que se busca a desconstrução daqueles que ousem disputar com eles. Só que eu não me abato com isso. A cada infâmia, redobra em mim a disposição de debater o futuro”, afirmou.

Aécio ressaltou que sugeriu à Dilma para que prevaleça nos debates a discussão sobre propostas e ideias. “Ela [a presidente] própria diz que são dois projetos distintos. E são realmente dois projetos absolutamente distintos. Mas obviamente as ofensas e calúnias não ficarão sem resposta.”

O candidato lembrou que o PT não faz o “jogo da boa política”, pois ultrapassa os limites da ética. “Os nossos adversários não têm limites. Não fazem o jogo da boa política. Portanto, temos que estar prontos e preparados para o bom combate, onde quer que ele se dê”, afirmou.

Denúncias 

Questionado sobre as denúncias que relacionam o ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra com desvios na Petrobras, segundo acusações do ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa, Aécio defendeu as apurações.

“Defendo o mesmo tratamento para todos, que as investigações avancem e, se tenha alguém envolvido, deve responder pelos seus atos. Pela primeira vez, ela [Dilma Rousseff] agora parece crer nas denúncias do Paulo Roberto Costa, mas não vimos ainda nenhuma atitude dela em relação a pessoas próximas a ela que são citadas”, destacou o candidato.

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