Eleições 2014: Deputado Carlos Gaban destaca votação expressiva de Aécio Neves e analisa processo eleitoral

Carlos Gaban: "Tivemos nessa eleição uma divisão terrível que nada contribui para a democracia e para a união de um país”.
Carlos Gaban: "Tivemos nessa eleição uma divisão terrível que nada contribui para a democracia e para a união de um país”.
Carlos Gaban: "Tivemos nessa eleição uma divisão terrível que nada contribui para a democracia e para a união de um país”.
Carlos Gaban: “Tivemos nessa eleição uma divisão terrível que nada contribui para a democracia e para a união de um país”.

O deputado Carlos Gaban (DEM), em discurso proferido na sessão ordinária da Assembleia Legislativa da Bahia, nesta segunda-feira (27/10/2014), analisou a eleição presidenciável deste domingo, e destacou a expressiva votação do candidato Aécio Neves (PSDB), que teve 51 milhões de votos, o equivalente a 48% dos votos válidos.

O líder do Democratas na Casa, afirmou que é preciso refletir o acirramento desse pleito. “Temos que refletir sobre o resultado dessa eleição. Aécio ganhou disparado nos países em que residem brasileiros, ganhou disparado em São Paulo, que é a máquina que proporciona o desenvolvimento econômico do nosso país. Temos que analisar que em Belo Horizonte, Aécio teve 500 mil votos de frente. E quando chega no Semiárido, acontece o que aconteceu no Norte – Nordeste. Tivemos nessa eleição uma divisão terrível que nada contribui para a democracia e para a união de um país”, avaliou o deputado.

O parlamentar disse ainda que a maioria da população que elegeu Dilma Roussef (PT) teve medo de perder os benefícios sociais. “Os lugares onde as pessoas são mais politizadas, que têm um nível de informação maior, desejaram a mudança e a alternância do poder, mudança que não foi confirmada porque aqueles que moram no Norte-Nordeste e no Semiárido de Minas Gerais tinham medo de perder as conquistas sociais. Foi o voto daqueles amedrontados, contra aqueles que queriam mudança, onde venceu a presidente Dilma com menos de 3 milhões de votos a mais, que não representa nada num país como o Brasil”, disse.

Gaban, criticou o modelo de gestão do atual presidente. “Mas será que é isso que a gente quer para o nosso país?, apenas assistências sociais sem um treinamento adequado para dar perspectiva de um emprego, e não só um Bolsa Família. Queremos uma fábrica de filhos para aumentar o Bolsa Família ou dar uma perspectiva de dias melhores para a sociedade, sobretudo, Nordestina?”, indagou.

O líder do Democratas na Assembleia pontuou as principais reformas que a presidente eleita deve fazer.  “Temos dois temas de fundamental importância. A reforma política, pois esse modelo político já esgotou e a reforma monetária, pois não é justo pagar tantos impostos como pagamos. Temos também que ter combate efetivo da corrupção do país”, ressaltou. Para finalizar, Gaban disse que o momento é de reestabelecer a paz no país, que foi instalada no período eleitoral. “A presidenta tem que ter uma habilidade política, muito jogo de cintura, para que o país tenha a paz necessária e essa guerra que foi instalada nessa eleição, sobretudo no 2º turno, se acalme, e que o Brasil volte a crescer com todo mundo ajudando nas reformas que devem ser feitas”, afirmou.

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Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).