Abranet debate expansão dos OTTs em congresso internacional

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O crescimento da distribuição de conteúdo audiovisual através de plataformas IP, os chamados OTT services (over-the-top), a exemplo da Netflix, é uma tendência irreversível que acarretará no rompimento do modelo de negócio convencional e trará novos competidores. “No Brasil, um dos indicativos desta tendência é que o pico do uso da banda larga, antes restrito aos horários comerciais, agora se dá no período da noite ou até mesmo aos finais de semana”, afirmou o presidente da Associação Brasileira de Internet (Abranet), Eduardo Neger, no painel “Qual o Futuro da TV por Assinatura com o Crescimento do Uso da Internet e dos OTT Services”, realizado no último dia (15/10), durante o congresso internacional do Futurecom, em São Paulo.

Segundo Neger, o consumo de conteúdo audiovisual pela internet é algo inevitável e haverá uma migração rápida de demanda dos consumidores nos próximos anos. “O gargalo para a expansão dos OTTs é a infraestrutura, limitada em muitas regiões do País. A falta de capilaridade dificultará essa expansão”, ressaltou. “O fato é que os OTTs têm sido bem aceitos pelo consumidor”, afirmou. “Vinte e cinco por cento dos internautas já consomem mais vídeos pela internet do que pela TV”, observou.

Tomando como parâmetro países que vivem essa transição com mais intensidade, Neger cita como exemplo os Estados Unidos. “As tevês pagas de lá já não se preocupam tanto com os consumidores que desistem da assinatura, mas sim com aqueles que nunca irão pagar para ter acesso ao seu conteúdo.” A Netflix, é o exemplo mais emblemático.

Neger lembra que a Abranet, por ser a associação que representa a cadeia de valor da internet, tem associados dos dois lados do balcão. De provedores de conteúdo e aplicações, que podem ter interesse em expandir seus negócios com OTTS, a provedores de acesso, que investiram em infraestrutura e não participam diretamente nas receitas dos OTTs. “O fato é que o Marco Civil da Internet garante a neutralidade da rede”, lembra. Ou seja, provedores de conexão não poderão impor barreiras para qualquer tipo de conteúdo. Se haverá um equilíbrio regulatório ou tributário, como defenderam outros debatedores do painel, isto é algo para o futuro.

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