337 casos da febre chikungunya são registrados no Brasil, Feira de Santana lidera ocorrências com 274 infectados

Feira de Santana lidera ocorrências da febre chikungunya com 274 infectados. Para tristeza do povo feirense, município é líder nacional.
Feira de Santana lidera ocorrências da febre chikungunya com 274 infectados. Para tristeza do povo feirense, município é líder nacional.
Feira de Santana lidera ocorrências da febre chikungunya com 274 infectados. Para tristeza do povo feirense, município é líder nacional.
Feira de Santana lidera ocorrências da febre chikungunya com 274 infectados. Para tristeza do povo feirense, município é líder nacional.

O número crescente de episódios da febre chikungunya, em Feira de Santana, evidência a incompetência com a qual a administração do prefeito José Ronaldo de Carvalho (DEM) conduz o processo de controle epidemiológico da doença, além de revelar, em segundo plano, a degradação ambiental do município, observado que doenças epidemiológicas proliferam em ambientes com baixa qualidade socioambiental.

No dia 1º de outubro de 2014, através de boletim, a secretária de saúde Denise Mascarenhas informava que foram confirmados 14 casos. No dia 10 de outubro, a Secretaria de Saúde de Feira de Santana apresentou novo boletim onde eram registrados 274 casos de Chikungunya.  O crescimento exponencial de casos confirmados da doença é uma demonstração da incapacidade técnica do controle epidemiológico da doença. Mais estarrecedor é o fato do município ser o campeão nacional em número de infectados, revelado uma triste marca para o povo feirense e uma trágica constatação da má gestão do município, observando que José Ronaldo está no terceiro mandato, com quase 10 anos ininterrupto de poder.

A febre chikungunya no Brasil

O Brasil registrou, até dia 11 de outubro, 337 casos de febre chikungunya, doença parecida com a dengue e transmitida pelo mesmo mosquito. Dos casos, 299 foram transmitidos dentro do país,  sendo 274 em Feira de Santana (BA), 17 em Oiapoque (AP), sete em Riachão do Jacuípe (BA) e um em Matozinhos (MG). Antes da confirmação das primeiras transmissões no Brasil, na primeira quinzena de setembro, haviam sido registrados 38 casos da doença em pessoas que tinham sido contaminadas em outros países, como República Dominicana, Haiti, Venezuela e Guiana Francesa.

Desde a semana passada, o Ministério da Saúde passou a adotar critérios clínicos para a confirmação da doença em locais onde foram confirmados por exames os primeiros casos. Desta forma, serão considerados os sintomas da doença, como febre, dores no corpo de cabeça, e se outras pessoas contraíram a doença nas redondezas.

Assim como a dengue, a febre chikungunya é transmitida pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictos, mas só tem um sorotipo, ou seja, cada pessoa só pega a doença uma vez. Os sintomas também são os mesmos da dengue: dor de cabeça, febre, dores musculares e nas articulações e podem durar de três a dez dias.

A doença costuma ser menos grave que a dengue e o paciente costuma ser tratado em casa. O tratamento consiste no alívio dos sintomas com Paracetamol, hidratação e repouso.

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Sobre Carlos Augusto 9606 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).