Revista Veja publica reportagem que revela um dos maiores casos de corrupção do país, envolvendo Petrobras, empresas privadas, partidos políticos, governadores, senadores e deputados

Exclusivo: Paulo Roberto Costa começa a revelar nomes dos beneficiários do esquema de corrupção da Petrobras. Sergio Cabral, Roseana Sarney, Eduardo Campos, Renan Calheiros e Edison Lobão estão entre os citados nos depoimentos do ex-diretor da Petrobras.
Exclusivo: Paulo Roberto Costa começa a revelar nomes dos beneficiários do esquema de corrupção da Petrobras. Sergio Cabral, Roseana Sarney, Eduardo Campos, Renan Calheiros e Edison Lobão estão entre os citados nos depoimentos do ex-diretor da Petrobras.
Exclusivo: Paulo Roberto Costa começa a revelar nomes dos beneficiários do esquema de corrupção da Petrobras. Sergio Cabral, Roseana Sarney, Eduardo Campos, Renan Calheiros e Edison Lobão estão entre os citados nos depoimentos do ex-diretor da Petrobras.
Exclusivo: Paulo Roberto Costa começa a revelar nomes dos beneficiários do esquema de corrupção da Petrobras. Sergio Cabral, Roseana Sarney, Eduardo Campos, Renan Calheiros e Edison Lobão estão entre os citados nos depoimentos do ex-diretor da Petrobras.

A revista Veja, edição nº 2390, de 5 de setembro de 2014, revela partes do depoimento do ex-diretor de Abastecimento e Refino da Petrobras Paulo Roberto Costa, ao Ministério Público Federal. (MPF). A reportagem revela um dos maiores esquemas de desvio de dinheiro público envolvendo a Petrobras, empresas privadas, partidos políticos, governadores, senadores e deputados. O porcentual da propina estipulado nas transações era de 3%.

O esquema pôde ser revelado através do recurso da ‘Delação Premiada’ oportunidade em que um indiciado tem de revelar o funcionamento de esquema criminal envolvendo demais membros da organização, e reduzindo a pena ou sendo anistiado. A ‘Delação Premiada’ de Paulo Roberto Costa deve ser sancionada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki.

Costa decidiu fazer uma delação premiada no último dia 22 de agosto de 2014, depois que a Polícia Federal fez buscas em empresas das filhas, dos genros e de um amigo, todas as ações ocorreram no Rio de Janeiro. Em uma das empresas, a Polícia Federal encontrou indícios de que Costa tem mais contas no exterior.

Folha e Estadão

Segundo reportagens dos Jornais Folha de São Paulo e Estadão, foram divulgados os nomes do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), do tesoureiro do PT, João Vaccari; dos deputados André Vargas (sem partido-DF), Luiz Argôlo (SD-BA) e do senador Fernando Collor (PTB-AL), como arrolados no processo de investigação, observando-se que até o momento não se pode precisar o efetivo envolvimento dos mesmos.

Os jornais também informaram que Paulo Roberto Costa deu o nome de 12 senadores, 49 deputados federais e um governador através da delação premiada que trata de políticos. Segundo a Folha, os envolvidos seriam de três partidos PT, PMDB e PP. Também segundo reportagem da Folha, “Costa dizia, na cela em que está preso na Polícia Federal em Curitiba (PR), que não teria eleições neste ano se ele revelasse tudo o que sabe. Ele revelou que políticos recebiam 3% do valor dos contratos da Petrobras na época em que ele era diretor de distribuição da estatal, entre 2004 e 2012.”.

As investigações também identificaram em contas secretas de bancos Suíços cerca de R$ 23 milhões, como recursos financeiros de Paulo Roberto Costa. O jornal Folha de São revelou que a prioridade dos procuradores da Operação Lava Jato era descobrir como o esquema de desvio na Petrobras alimentava políticos e como as empreiteiras operavam para fazer os recursos chegaram até os parlamentares.

Histórico da prisão de Paulo Roberto Costa

1ª prisão – Em 20 de março de 2014, Costa foi preso pela Polícia Federal por tentar ocultar documentos e provas que o incriminavam em esquema bilionário de lavagem de dinheiro comandado pelo doleiro Alberto Youssef (foto). Em 19 de maio, ele foi solto por ordem do STF.

Indícios de propina – A PF apreendeu na casa do ex-diretor uma tabela contendo nomes de empresas e executivos, com anotações que indicam possíveis pagamentos a campanhas eleitorais

2ª prisão – Em 11 de junho de 2014, a Suíça bloqueou US$ 23 milhões em contas atribuídas ao ex-diretor e seus familiares. As contas estavam em nome de empresas estrangeiras sediadas em paraísos fiscais. Costa foi preso novamente.

Delação Premiada – O ex-diretor da Petrobras deu o nome de 12 senadores, 49 deputados federais e um governador –ligados ao PT, PMDB e PP– a quem ele teria repassado 3% do valor dos contratos da estatal

Acordo – Em 22 de agosto de 2014, a PF cumpriu mandados em empresas ligadas ao ex-diretor. Costa aceitou fazer um acordo de delação premiada com o Ministério Público para atenuar sua pena.

Confira trecho da reportagem da revista Veja

Preso em março pela Polícia Federal, sob a acusação de participar de um mega esquema de lavagem de dinheiro comandado pelo doleiro Alberto Youssef, o ex-diretor de Abastecimento e Refino da Petrobras Paulo Roberto Costa aceitou recentemente os termos de um acordo de delação premiada – e começou a falar.

No prédio da PF em Curitiba, ele vem sendo interrogado por delegados e procuradores. Os depoimentos são registrados em vídeo — na metade da semana passada, já havia pelo menos 42 horas de gravação. Paulo Roberto acusa uma verdadeira constelação de participar do esquema de corrupção.

Entre eles estão os presidentes da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), além do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB-MA). Do Senado,  Ciro Nogueira (PI), presidente nacional do PP, e Romero Jucá (PMDB-RR), o eterno líder de qualquer governo. Já no grupo de deputados figuram o petista Cândido Vaccarezza (SP) e João Pizzolatti (SC), um dos mais ativos integrantes da bancada do PP na casa. O ex-ministro das Cidades e ex-deputado Mario Negromonte, também do PP, é outro citado por Paulo Roberto como destinatário da propina. Da lista de três “governadores” citados pelo ex-diretor, todos os políticos são de estados onde a Petrobras tem grandes projetos em curso: Sérgio Cabral (PMDB), ex-governador do Rio, Roseana Sarney (PMDB), atual governadora do Maranhão, e Eduardo Campos (PSB), ex-governador de Pernambuco e ex-candidato à Presidência da República morto no mês passado em um acidente aéreo.

Paulo Roberto também esmiúça a lógica que predominava na assinatura dos contratos bilionários da Petrobras – admitindo, pela primeira vez, que as empreiteiras contratadas pela companhia tinham, obrigatoriamente, que contribuir para um caixa paralelo cujo destino final eram partidos e políticos de diferentes partidos da base aliada do governo.

Sobre o PT, ele afirmou que o operador encarregado de fazer a ponte com o esquema era o tesoureiro nacional do partido, João Vaccari Neto, cujo nome já havia aparecidao nas investigações como personagem de negócios suspeitos do doleiro Alberto Youssef.

*Com informações de Rodrigo Rangel, da Revista Veja Online, dos jornais Folha de São Paulo e O Estado de São Paulo.

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Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).