Programação do 2º Encontro de Graffiti é divulgada. Evento ocorre em Feira de Santana

Cartaz do 2º Encontro de Graffiti em Feira De Santana.
Cartaz do 2º Encontro de Graffiti em Feira De Santana.
Cartaz do 2º Encontro de Graffiti em Feira De Santana.
Cartaz do 2º Encontro de Graffiti em Feira De Santana.
Programação do 2º Encontro de Graffiti em Feira De Santana.
Programação do 2º Encontro de Graffiti em Feira De Santana.

Depois da bem sucedida edição inaugural do Encontro de Graffiti de Feira de Santana em maio de 2012, Graffiteiros, B-boys, MC’s e outros artistas estão de volta para realizar e consolidar na agenda cultural do Portal do Sertão o maior evento artístico do gênero. O Encontro de Graffiti de Feira de Santana visa reunir não somente a efervescência artística local, mas também promover intercâmbio e o diálogo com a produção nacional do campo das artes plásticas e de rua, associando os já tradicionais mutirões de Graffiti (pinturas coletivas em áreas comunitárias) a outras iniciativas como mesas de debates, workshops e apresentações musicais durante toda programação do evento.

2. O que é? 

Desde do surgimento do Graffiti, arte típica dos grandes centros urbanos, que a sua maior e principal interface é a rua, ou melhor, os muros! Os encontros de graffiti, cada um a sua medida, vêm para afirmar esse lugar da arte como palco principal do colorido das cidades, na dura batalha contra o cinza e toda a poluição visual que nos bombardeiam muro afora.

Aqui em Feira de Santana, desde meados de 2008, que o graffiti tem criado tradição. Hoje além da mancha de concreto no Portal do Sertão, existem marcas e tintas por toda parte, aqui ali em muros, ruas, orelhões, caixas telefônicas. Os maiores nomes como “Kbça”, “Che”, “Magrello Graffiti”, “Coelho” “Don Guto”, “Rael Max”, “M. JR”, “Zuretta”, “GOT”, “BAL”, “Pipino”entre outros, muitos deles compondo a H2F – Associação Hip Hop de Feira de Santana.

Toda essa trajetória foi celebrada em 2012 no 1º Encontro de Graffiti de Feira de Santana, que abriu  as portas do Brasil para a arte urbana baiana, e começou também o intercâmbio, a troca típica entre os artistas feirenses e os demais do nordeste e do resto do país. As calçadas da Rua Salmo 23 ficaram estreitas, todos se amontoavam para ver os muros da Escola Uyara Portugal ganharem novas cores e vida pelas mãos dos Graffiteiros.

Esse ano o desafio é outro.Vamos cobrir mais e 400m de muro de 26 a 28 de Setembro, no Colégio Ferreira Pinto, Feira VI. Queremos consolidar o 2º GFSA como um evento da agenda cultural de Feira de Santana e Região. Trazer para o evento a referência de um Encontro que promove a exposição não só feirense, mas também do Portal do Sertão e de todo o Recôncavo da Bahia, um grande pólo com potencial de expansão da arte urbana, em especial da arte dos muros, o Graffiti.

Assim além de celebrarmos essa ebulição de sprays com , iremos promover mesas de debates e workshops, e também programação musical.

Muito se fala do incentivo à cultura, mas pouco se discute o papel que o artista local tem nesse incentivo à cultura. A idéia de que os pólos culturais estão apenas situados nas capitais fecham os olhos da mídia e do público para à produção cultural que borbulha nos interiores do nosso estado da Bahia e porque não dizer do nosso Brasil inteiro. Aqui de produz de janeiro a janeiro muita coisa, mas infelizmente muitas vezes a produção é custeada pelos próprios artistas, e quando as condições não ajudam muito é muito mais fácil o artista abandonar as ruas. Mas na insistência e resistência do dia-a-dia é que fazemos arte, e por isso a realização desse 2º Encontro de Graffiti de Feira e Santana é uma conquista e uma mensagem para os que ainda criminalizam nosso trabalho: “A Arte está na Rua!”.

Apesar da recente prática do Graffiti em Feira e Região, a arte já tem muitos adeptos, fruto do interesse que provoca nos seus admiradores, fazendo daqueles que se apaixonam, logo menos, mais um praticante da arte de rua. Fazer o bem cultural local circular entre seus conterrâneos, além de aumentar a relevância da produção amplia o reconhecimento e a possibilidade de trabalho para os artistas, que trabalham com estampas de roupa, telas, ilustração e hoje são requisitados até para compor ambientes de decoração, como foi o caso da edição da Casa Cor de Feira de Santana de 2013 que em um dos ambientes do seu showroom contou com a presença inconfundível do traço de Kbça.

Fazer Graffiti é também a luta pela construção de um ambiente urbano mais agradável, menos visualmente poluído, mais humano. O incentivo e o crescimento da produção desta arte tem uma relevância muito grande para a proposta de uma cidade menos indiferente com aqueles que vivem nela. Nos muros se encontram, além de anúncios, cores, paisagens, reflexões, mensagens de força, luz, novas idéias. Isso é o Graffiti. A arte que pulsa e ilumina os muros das cidades, humanizando.

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