Operação Lava Jato | Ministro Gilberto Carvalho diz que denúncias são “boataria” e têm caráter eleitoreiro

Gilberto Carvalho desqualifica denuncias.
Gilberto Carvalho desqualifica denuncias.
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Gilberto Carvalho desqualifica denuncias.

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, classificou como “boataria” as denúncias de envolvimento de parlamentares em esquema de pagamento de propina na Petrobras. Segundo, o ministro, as acusações têm caráter eleitoreiro.

“Não posso tomar como denúncia contra a base aliada uma boataria de um vazamento sobre um procedimento que não sei qual é. Só vamos falar depois que houver o inteiro teor das denúncias”, disse ao final do desfile de 7 de Setembro de 2014. “Estão tentando usar a notícia de delação premiada para, no desespero, mudar o rumo da campanha. O vazamento é sempre condenável”, completou.

Para Carvalho, só após a confirmação das denúncias o governo fará a apuração do caso. “As apurações serão feitas como sempre ocorreram”, afirmou.

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, lembrou que o inquérito corre em sigilo, mas que as apurações estão sendo feitas. “É importante que se faça a investigação e se esclareça. O inquérito corre em sigilo, portanto não se pode fazer nenhuma valoração a respeito. A Polícia Federal, em conjunto com o Ministério Público, está fazendo as apurações dentro daquilo que a lei determina”, disse.

Denúncias publicadas na revista Veja desta semana afirmam que o ex-diretor de Refino e Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa revelou, por meio da delação premiada, nomes de mais de 30 pessoas, entre parlamentares, ministros e ex-governadores que teriam participado do esquema. Os políticos teriam recebido 3% de comissão sobre o valor dos contratos da Petrobras durante a gestão de Paulo Roberto, que está preso desde junho.

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), também se manifestou sobre as declarações de Costa e disse “repudiar as especulações” do ex-diretor da Petrobras. Renan destacou que suas “relações com todos os diretores da estatal nunca passaram os limites constitucionais”. O nome do Senador está entre os citados pelo ex-diretor da Petrobras. “É dever do Supremo Tribunal Federal e do Ministério Público apurar a veracidade das declarações do ex-servidor a fim de esclarecer se ele merecerá ou não o benefício da delação premiada”, informou Renan no texto, ao acrescentar que o mau uso do instituto da delação premiada “deve redundar em um agravamento de pena daquele que tentou manipular os rumos da apuração.”

*Com informações da Agência Brasil.

Redação do Jornal Grande Bahia
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