Faltam gestores competentes em Feira de Santana | Por Alberto Peixoto

Grande carreta transportando trator em plena Av Getúlio Varga, às 07.00 horas - início do horário de pico FOTO: Apeixoto

Como se não bastassem os jegues que invadiram o centro de Feira de Santana, o favelaço em que se transformaram as praças e principais artérias da Cidade Princesa, o trânsito bagunçado que tomou conta de toda a cidade, chega-se à conclusão de que faltam gestores competentes que, pelo menos, façam serem cumpridas as leis municipais já existentes; que os infratores, principalmente, do trânsito, sejam punidos.

Aliado a tudo isso, há má pavimentação em grande parte das ruas – é buraco por todo lado – faixa de pedestre que não são pintadas há “anos luz”, condutores de veículos irresponsáveis que não respeitam as leis do trânsito, estacionando em fila dupla e invadindo semáforos, pedestres que, por sua vez, também desconhecem e desrespeitam as leis, atravessando as ruas de qualquer maneira, fora das faixas a eles destinadas, causando muitas vezes acidentes que poderiam ser evitados.

Por outro lado, necessário dizer que a maioria dos semáforos não possui tempo para os pedestres. Pode-se dizer que um dos mais perigosos – senão o mais perigoso – é o situado no cruzamento da Avenida Senhor dos Passos com a Presidente Dutra – Casa de Saúde Santana – local que já está sendo conhecido como “a garganta do diabo”. Se alguém resolvesse falar sobre os desmandos e até comportamento irresponsável de alguns motociclistas, editaria um livro de no mínimo, 200 páginas.

Com a inauguração da Avenida Nóide Cerqueira, frequentemente, nos deparamos com carretas britem, e todo tipo de veículos pesados, transitando ou fazendo manobras em plena Avenida Getúlio Vargas, em horário de pico, tornando o trânsito uma antessala do inferno. Sem comentarmos os prejuízos causados à pavimentação, proporcionada pela alta tara dos veículos.

A Nova York do nordeste – como o grande jornalista Tanúrio de Brito costuma denominar a cidade Princesa – está agonizando na UTI do descaso e da irresponsabilidade de seus gestores. Precisamos, em caráter de urgência urgentíssima, de gestores competentes e que tenham um mínimo de responsabilidade e compromisso para com a nossa Princesa do Sertão. Jegues e burros estão povoando os espaços do trânsito, da saúde, da educação enfim, estão espalhados por toda a cidade.

 A impunidade, em qualquer segmento, causa danos incalculáveis, inclusive estimulando os infratores a não se preocuparem com as consequências da suas ações e omissões, permitindo que continuem praticando desordem que ao final nós teremos que arcar com o grande ônus advindo do descaso de infratores e gestores.

*Alberto Peixoto, escritor.

Caminhão de carga pesada nas imediações do EMEC às 1745, horário de pico.
FOTO: Apeixoto
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Sobre Alberto Peixoto 488 Artigos
Antonio Alberto de Oliveira Peixoto, nasceu em Feira de Santana, em 3 de setembro de 1950, é Bacharel em Administração de Empresas pela UNIFACS, e funcionário público lotado na Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia, atua como articulista do Jornal Grande Bahia, escrevendo semanalmente, é escritor e tem entre as obras publicadas os livros de contos: 'Estórias que Deus Dúvida', 'O Enterro da Sogra, 'Único Espermatozóide', 'Dasdores a Difícil Vida Fácil', participou da coletânea 'Bahia de Todos em Contos', Vol. III, através da editora Òmnira. Também atua como incentivador da cultura nordestina, sendo conselheiro da Fundação Òmnira de Assistência Cultural e Comunitária, realizando atividades em favor de comunidades carentes de Salvador, Feira de Santana e Santo Antônio de Jesus. É Membro da Academia de Letras do Recôncavo (ALER), ocupando a cadeira de número 26. E-mail para contato: reyapeixoto@yahoo.com.br.