Empresa de Pesquisa Energética avalia que Brasil será único grande exportador de petróleo com matriz energética limpa

Maurício Tolmasquim disse que as fontes renováveis deverão manter a participação do país na matriz energética em cerca de 42%, superando a média mundial de 13%.
Maurício Tolmasquim disse que as fontes renováveis deverão manter a participação do país na matriz energética em cerca de 42%, superando a média mundial de 13%.
Maurício Tolmasquim disse que as fontes renováveis deverão manter a participação do país na matriz energética em cerca de 42%, superando a média mundial de 13%.
Maurício Tolmasquim disse que as fontes renováveis deverão manter a participação do país na matriz energética em cerca de 42%, superando a média mundial de 13%.

O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, disse no dia 10 de setembro (2014) que o Brasil será o único grande exportador de petróleo com uma matriz energética limpa. A afirmação foi feita durante a divulgação do novo Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE).

Tolmasquim disse que as fontes renováveis deverão manter a participação do país na matriz energética em cerca de 42%, superando a média mundial de 13% e mesmo a dos países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), de 9%.

O PDE prevê que a participação das fontes renováveis na capacidade de geração elétrica do Sistema Interligado Nacional (SIN) permanecerá em torno de 84%, destacando a expansão do parque eólico (geração de energia a partir dos ventos) de 3%, em 2014, para 11,5%, em 2023.

Em relação à geração hidrelétrica, embora o estudo aponte perda de participação na matriz de 66,9% para 59,7% no período de dez anos,  ainda haverá um crescimento  de mais de 28 mil megawatts de capacidade.  Já as fontes não renováveis deverão mostrar redução na matriz energética, passando  de 17%, em 2014, para 16,2%, em 2023.

O PDE projeta um volume de investimentos  na expansão de energia geral no Brasil  de R$ 1,2 trilhão na próxima década. Do total, 62% serão associados à exploração e produção de petróleo e gás natural, 24% caberão ao setor elétrico e 14% serão a soma dos investimentos nas áreas de derivados de petróleo e biocombustíveis.

Em relação  ao etanol, o  PDE 2023 prevê que a produção crescerá cerca de 75% em dez anos, subindo de 27 bilhões de litros, em 2014, para algo em torno de 48 bilhões de litros, em 2023. Para o gás natural, a projeção decenal é um aumento de 150% na produção líquida potencial, que subirá para 134 milhões de metros cúbicos diários. Já o consumo total de gás natural deverá evoluir à média de 3,7% ao ano nos próximos dez anos, alcançando 128 milhões de metros cúbicos por dia, em 2023.

*Com informações da Agência Brasil.

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