Eleições 2014 | Institutos preveem que PT e PMDB farão as maiores bancadas na Câmara Federal e que número de partidos com representação deve aumentar

Projeção de bancadas na Câmara Federal para as Eleições de 2014.
Projeção de bancadas na Câmara Federal para as Eleições de 2014.
Projeção de bancadas na Câmara Federal para as Eleições de 2014.
Projeção de bancadas na Câmara Federal para as Eleições de 2014.

Nas eleições de 5 de outubro de 2014, PT e PMDB devem eleger as maiores bancadas na Câmara dos Deputados, de acordo com projeções do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) e da Akro Advice.

Segundo o analista político do Diap, Antônio Augusto Queiroz, os levantamentos do instituto apontam que no próximo pleito haverá a redução das bancadas dos principais partidos em relação a 2010 e o aumento de agremiações com representação na Câmara, que deve passar os atuais 22 para 28.

De acordo com Queiroz, a provável redução pode ser explicada pela criação de novos partidos, como PSD, Pros e SD, que tiveram importantes adesões e ocasionaram a perda de quadros em todos os grandes e médios partidos.

Já para a Akro, a tendência de redução das bancadas dos principais partidos também pode ser explicada pela desvinculação entre as campanhas presidenciais e as de deputados e pelo alto custo das campanhas levando a uma maior dificuldade para conseguir financiamento.

Bancadas

Conforme o prognóstico do Diap, apesar de menores em relação às atuais bancadas, o PT e o PMDB continuarão, respectivamente, como primeira e segunda maiores bancadas. O PSDB continuará em terceiro lugar. O PSD e o PP disputam a quarta ou quinta posição. O PR e o PSB disputam a sexta, seguidos do DEM, do PTB, do Pros, do SD, do PDT e do PCdoB.

A Akro Advice também prevê que a próxima legislatura (2015-2018) na Câmara será de maior pulverização partidária. Segundo o instituto, dos atuais 32 partidos registrados na Justiça Eleitoral, apenas quatro agremiações (PSTU, PCB, PCO e PPL) não devem eleger representantes.

Base aliada

O estudo da Akro mostra ainda que, se for reeleita, Dilma Rousseff (PT) terá a maior base de apoio entre os três principais candidatos à Presidência da República. A coligação de Dilma deve eleger entre 240 e 355 deputados. Atualmente, a base governista conta com 340 deputados.

Já o candidato Aécio Neves (PSDB), se eleito, terá uma base de sustentação que pode variar entre 100 a 135 deputados. Hoje, os partidos que apoiam o tucano na Câmara somam 118 parlamentares.

Marina Silva (PSB), caso se eleja, terá entre 35 a 50 deputados. Hoje, Marina tem o apoio de 32 deputados.

Esse apoio é importante para o presidente da República aprovar reformas constitucionais, que precisam de quórum de 3/5 dos votos dos parlamentares (ou seja, 308 deputados). Já para aprovação de uma lei complementar, é preciso maioria absoluta da Casa, o que significa 257 deputados.

Negociação

De acordo com estudo publicado pela Akro, o presidente eleito, seja ele quem for, terá que negociar a adesão de outras legendas à base governista para poder aprovar projetos. “Diante da previsão de que haverá nove legendas médias, com bancadas de 20 a 40 parlamentares, o governo estará nas mãos deles”, aponta o levantamento do instituto.

Para o analista do Diap, a julgar pelos aspectos apontados, o próximo presidente da República irá negociar com vários partidos caso a caso para formar maioria pontual. “Num cenário desses, as chances de reformas estruturais são praticamente nulas. Ou haverá pressão popular ou o ‘toma-lá-dá-cá’ tende a aumentar”, afirma Queiroz.

*Com informações da Agência Câmara.

Redação do Jornal Grande Bahia
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