Eleições 2014: Entrevista coletiva concedida pela presidenta Dilma Rousseff, durante visita a Salvador

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Dilma Rousseff ao lado de baianos. Presidenta foi recebida com carinho pelo povo baiano.
Dilma Rousseff ao lado de baianos. Presidenta foi recebida com carinho pelo povo baiano.
Dilma Rousseff ao lado de baianos. Presidenta foi recebida com carinho pelo povo baiano.
Dilma Rousseff ao lado de baianos. Presidenta foi recebida com carinho pelo povo baiano.

A presidenta Dilma Rousseff visitou Salvador no dia 29 de agosto de 2014, oportunidade em que concedeu entrevista coletiva. 

Confira a entrevista

Dilma Rousseff – Uma das, dos Centros de Inovação e Pesquisa que eu já visitei, sem dúvida nenhuma, um dos melhores do Brasil e acho que tá em padrão internacional, a importância desse Centro é porque dentro do Programa Pronatec não é só cursos que nós estamos financiando de forma gratuita para esses oito milhões que hoje já estão ou já concluíram o curso ou estão matriculados ainda. Nós atingimos oito milhões graças a essa parceria que o governo fez com os Sistemas S, a diferença do que existia antes é que primeiro nós aumentamos o número de vagas, segundo nós asseguramos que todos possam fazer independentemente da renda, e terceiro a diversidade dos cursos, são 836 cursos divididos entre curso de formação de nível técnico e de qualificação profissional.

Então a cadeia seria mais ou menos a seguinte, a pessoa faz um curso de qualificação profissional, depois pode fazer um curso técnico se tiver participado de alguma forma no segundo grau, se ele tiver o já fez ou está fazendo ele pode fazer o curso técnico. Aí ele, esse curso técnico, dura em torno de um ano e meio, e na sequência ele pode fazer também aquilo que é um curso de tecnólogo, nós ampliamos muito as Escolas Técnicas, os Institutos Federais de Educação que tinham no Brasil, então o Pronatec é fruto dessa parceria, uma parceria com o Sistema S, as Instituições Federais de Educação Técnica e onde houver Escolas Estaduais ou Escolas até privadas. E a ideia é essa: tem de ter escala, porque o Brasil precisa de uma quantidade muito grande de técnicos tanto qualificados de nível de Ensino Fundamental quanto de Ensino de Nível Médio, e precisa também de Institutos como esse aqui que é o Cimatec, Cimatec, por quê? Porque aqui você tem um nível de laboratórios que é para de fato modernizar a nossa indústria e criar uma nova, um novo padrão industrial no Brasil.

Então nós financiamos o SENAI em dois tipos de instituição: o chamado Instituto SENAI de Inovação e o Instituto SENAI de Tecnologia, o Instituto SENAI de Inovação são 26 centros, já o Instituto SENAI de Tecnologia são bem mais, é muito mais numeroso, esse aqui nesse Cimatec aqui ele foi feito em duas fases, tem uma fase que é antes de 2002 que é a fase um, tem a fase dois que foi feita na época do Presidente Lula e tem a fase três e quatro que foi feita durante o meu governo e que além disso, ela inclui os Institutos SENAIs de Educação e de SENAI, o Instituto SENAI de, os dois Institutos SENAI de Inovação, um em automação e um em conformação de materiais, aliás, conformação mecânica e união de materiais.

Eu visitei os dois, eu visitei os dois e eu quero dizer para vocês o seguinte, eu fiquei extremamente impressionada com a unidade lá de Polímeros, fiquei extremamente, porque na unidade de Polímeros? Porque tem transformação, na Polímeros eles estão criando materiais, então eles combinam plástico com sisal e dá um material que pode ser usado, por exemplo, nas casas do Minha Casa Minha Vida, tanto na parte de cerâmica quanto na parte de revestimento, quanto inclusive, dependendo do que eles combinam, porque além de sisal pode combinar plástico com arroz, por exemplo, com casca de arroz, pode combinar plástico com casca de coco. Então esse instituto ele pesquisa novos materiais, o que é muito importante para a indústria brasileira, nós somos um país agroindustrial, por exemplo, uma indústria que produz arroz, uma das, dos resíduos que ela tem complicadíssimos é casca de arroz. Então invés de jogar casca de arroz fora o que é dificílimo, ao invés de queimar a casca de arroz e tentar produzir energia, se agrega mais valor produzindo novos materiais, inclusive, me deram lá um exemplo importantíssimo de uma cerca que estava sendo exportada para os Estados Unidos, porque eles usam muita cerca baixa nas suas casas, e ele além de ter alta resistência, ele tem um componente que é, que impede que ele seja inflamável e, portanto, é bastante seguro também. Tô dando esse exemplo como tem na área de automação, eu vi um robô, vi dois robôs importantes, eu vi mais de, não, vi três, vou falar de três muito importantes, um que é que faz todo o monitoramento no fundo do mar, por exemplo, no Pré-Sal que tem profundidades de até entre cinco e sete mil metros, ele faz todo o monitoramento das linhas dos dutos e de todo o equipamento sem subir a superfície, ele transmite esse equipamento, é um robozinho.

Outro muito importante considerando que o Brasil é um país que tem muito mais de 100 mil quilômetros de linhas de transmissão, ele faz o monitoramento das linhas de transmissão, porque hoje é feito como? Helicóptero com gente olhando a linha, no detalhe, esse robô mostraria onde havia o defeito ou qualquer outro acontecimento e faria, providenciaria a modificação, então é de fato algo muito importante, num outro caso é uma experiência que eles fazem com Manguinhos com Farmanguinhos que é a respeito da re… Do efeito de medicamentos sobre o coração, sobre a taquicardia, então precisaria de um aparato muito grande e eles têm um aparato pequeno desenvolvido aqui que permite avaliar o que acontece com o coração quando ele é submetido a certos medicamentos, isso na área de pesquisa é muito importante e diminui, eu acho, o preço da pesquisa, e vamos lembrar bem que essa é uma área, a chamada Indústria da Saúde no Brasil ela é uma área que gasta bilhões e bilhões de reais bilhões e bilhões de dólares importando.

E, portanto, é uma área de grande atratividade para exploração da indústria nacional e da pesquisa nacional, da inovação, enfim, de todas as tecnologias que a gente puder incorporar, então eu estou, é algo extremamente atraente, inclusive, eu tô atrasada, eu devia já, até houve um comentário muito interessante do Governador dizendo o seguinte: “Eles inventaram muito coisa aqui, só não inventaram como a gente adia o por do sol, porque eles inventassem como eles adiavam o por do sol eu ficava aqui mais tempo, porque eu tenho de ir lá, eu tenho um compromisso lá com um Olodum que são de outros movimentos culturais aqui da Bahia.” Eu queria só dizer para vocês que, além disso, eu fiquei encantada com o padrão de ensino aqui, porque aqui do Cimatec vocês vejam que aquela frase que a gente sempre disse do Pronatec, o que nós providenciamos para os alunos do Pronatec, para a formação do jovem, da mulher é o seguinte, e dos homens e dos adultos, não é só jovem, mas dominantemente o Pronatec é assim, aqui na Bahia pelo menos tá? Mas é parecido com o Brasil, quase, eu vou até dar o dado exato para vocês, aqui na Bahia é interessante o Pronatec nesse aspecto, as mulheres gente, é 61%, os negros 89,4 e os jovens são 65,6, é interessante porque é justamente essas, esses setores que emergiram quando o Brasil se transformou nesses últimos 12 anos num país que era um para um país muito mais restritivo, muito menos inclusivo, quem foi incluído? Jovens, mulheres e negros, e aí está claro isso aqui no Pronatec. A mulheres, vocês vejam só que as mulheres, estão correndo atrás da oportunidade, os negros também e os jovens, esses três segmentos são segmentos importantíssimos para o país, as mulheres porque elas sempre tiveram uma situação mais atrás no que se refere as oportunidades masculinas. Os negros pelo proverbial, pelo proverbial racismo, pelo redução das oportunidades que agora se ampliaram e os jovens, porque é fundamental que os nossos jovens tenham formação técnica.

Então eu fiquei muito feliz por esse aspecto aqui na Bahia, porque eu acho que na Bahia nós temos um recorte que mostra como a vida do povo melhorou, mas, sobretudo, o Pronatec ele é o futuro, ele é o caminho do futuro, por isso que nós, que chegamos a oito milhões agora, vamos, temos a proposta de fazer mais 12, mais 12 milhões porque ele é o caminho do futuro. E aqui como eles não inventaram como a gente atrasa o por do sol, eu, desculpa a vocês, eu responderei duas perguntas, duas perguntas. (Intervenções simultâneas)

Jornalista – Presidenta, a senhora pode comentar o resultado do PIB…

Dilma Rousseff – Olha, eu acredito que é esse resultado do PIB é momentâneo, é desse trimestre, um dos motivos pelo fato, que pode ser atribuído a esse resultado do PIB, explica esse resultado do PIB um dos motivos é o número de feriados que nós tivemos. Nós por conta da Copa do Mundo tivemos o maior, a maior quantidade de feriados em toda a história do Brasil dos últimos anos, foi esse trimestre, o próximo trimestre tem uma situação oposta, mas eu acredito que também é uma situação momentânea, nós estamos vendo que o único país que se saiu bem no segundo trimestre no mundo, têm três países que saíram bem no seguinte trimestre no mundo, um é a China, outro é os Estados Unidos e o outro foi o Reino Unido, um pouco menos, mas saiu melhor. Nos demais países você tem uma redação drástica dos crescimentos, inclusive, aqui na América Latina se verifica isso, um dos, uma das explicações foi a queda nos preços das commodities, isso explica porque alguns países aqui da nossa vizinha como: o Chile, o Peru e mesmo a Colômbia tiveram uma grande redução no seu crescimento.

Agora, eu acredito que o próximo, o próximo trimestre, ou seja, o segundo semestre do ano de 2014 nós teremos uma grande recuperação, agora, eu acredito, sobretudo numa coisa: o Brasil hoje tem todas as condições para ter uma grande retomada, por quê? Porque nós estamos criando essas condições, aqui está um dos vetores dessa retomada que é o fato que nós temos de apostar na ampliação da capacidade produtiva do povo brasileiro, homens e mulheres, essa é uma das condições para a retomada. Segunda condição: é grandes investimentos em infraestrutura, isso prepara o Brasil para um novo ciclo em que nós queremos um Brasil mais moderno, mais inclusivo, a educação talvez seja a maior forma de inclusão que qualquer país tem, segundo, mais produtivo, a infraestrutura é crucial para aumentar a nossa produtividade assim como a inovação praticada aqui nesse instituto. E eu acredito também que nós teremos um Brasil muito mais competitivo, porque nós precisamos levar a cabo uma grande reforma na estrutura de atuação do estado, nós temos de criar um Brasil sem burocracia, sem burocracia e também sem custos elevados, por isso que nós viemos, apesar de algumas críticas, perseguindo sistematicamente a redução de impostos, nós reduzimos impostos sobre a cesta básica, reduzimos os impostos sobre a folha de pagamento das empresas. Por quê? Porque um país que precisa de empregar não pode tributar o emprego, se quer aumentar o emprego tem de reduzir a tributação, nós também vamos precisar de uma grande reforma política, o Brasil precisa sem dúvida de uma reforma política uma vez que a situação que nós enfrentamos é uma situação extremamente defasada, o Brasil moderno e uma estrutura política ainda de 20 anos atrás.

Nós temos de atualizar a nossa representação política, eu acredito que isso será feito só se o povo brasileiro for ouvido, se o povo brasileiro mostrar a sua força nos seus projetos e nós precisamos disso, porque o Brasil precisa de atualizar a sua governabilidade, a reforma política é condição, ninguém, ninguém por mais bem intencionado que seja consegue mudar as condições, a regra do jogo político no Brasil se não tiver uma reforma política profunda que preserve a ética, que garante a transparência, que garanta melhor gestão dos recursos públicos, mas também que discuta como é que é o financiamento das campanhas, que discuta como é que é a representação, se vão ser 30 Partidos que disputa enfim, e tenha o Referendo Popular através de uma consulta de um Plebiscito para dar para nós as indicações e a força para fazer a reforma política. Então pra mim eu tô falando aqui bem rapidamente e queria concluir, mais uma pergunta, por favor, pra mim poder concluir, porque o por do sol não espera. (Intervenções simultâneas)

Jornalista – Presidenta, a candidata Marina Silva acha que o pré-sal deveria ser uma coisa secundária no governo dela. Isso a senhora acha… (Ininteligível).

Dilma Rousseff – Olha, eu acho que quem acha, eu estou indo embora daqui a pouco, eu acho gente que quem acha que o Pré-Sal tem que ser reduzido não tem uma verdadeira visão do Brasil, isso é um retrocesso e é uma visão obscurantista, porque o Pré-Sal é uma grande descoberta do Brasil e eu sempre falo o seguinte: o Pré-Sal dependendo da política que você faça transforma uma riqueza finita, uma riqueza finita em um passaporte para o futuro. E por que ele faz isso? Por dois motivos, primeiro, nós apoiamos, nós aprovamos no Congresso por ampla, teve gente que discordou, mas por ampla maioria que 75% dos royalties do Pré-Sal e 50% do Fundo Social do Pré-Sal ia ser destinado à educação.

Pra vocês terem uma ideia o montante disso eu vou me referir aos 50% dos royalties, tudo o que foi de royalties para trás, royalties do Governo Federal, porque o do governo dos estados e municípios não foi possível destinar, mas do Governo Federal, tem 125 bilhões, tem 125 bilhões de reais, está bom, 50 % do Fundo Social se você considerar que integra o Fundo Social Libra. E isto que nós agora, esses quatro blocos de petróleo que nós destinamos, porque a Lei assim o permite, diretamente a Petrobras pra explorar, se você considerar só esses dois dá o seguinte, de Libra em 35 anos, 550 bilhões de reais, do que nós destinamos para a Petrobras explorar que é Búzios em torno de Iara, Florin e parte de Lula, isso dá 600 bilhões de reais, você soma tudo vai dar em torno de um trilhão e 300, isso será destinado à educação por Lei, será destinado a educação por Lei. Isso é a forma de você pegar uma riqueza finita que é o petróleo e transformar numa riqueza perene que é a educação, porque a educação cada um de nós carrega, leva pra onde quiser, é uma riqueza que você tem porque você conquistou.

Além disso, é uma, eu não sei se é um desconhecimento da realidade supor que haja hoje entre várias fontes alternativas, alguma para substituir o petróleo no campo da matriz de combustíveis que é aquela matriz que move o transporte, vamos distinguir a matriz, que é a do transporte da matriz que é a matriz do consumo de energia elétrica. Na matriz que move o transporte você tem algumas alternativas, por exemplo, a gasolina você tem o etanol, agora, o etanol da conta da gasolina, o diesel que é todo o transporte de carga quem dá conta é o biodiesel, no Brasil o biodiesel a fonte do biodiesel é o soja, nenhum dos dois, nem o etanol nem o biodiesel são alternativas de fato concretas ao uso do petróleo, não substitui o petróleo, complementa, mas não substitui, a logística inclusive, a logística do petróleo, tem no mundo outras fonte e que eu acho que o Brasil tem de adotar, tem carros que são chamados híbridos que você utiliza outras fontes junto com a gasolina, mas sempre tem a gasolina no meio, teria uma fonte que substituiria o petróleo que era as chamadas célula de carbono, só que ela não é comerciável, ela é caríssima e não tem comercialidade. Então se a gente não vai ter petróleo ninguém vai andar com base nem na solar nem na eólica, a solar e eólica eu acredito que é uma alternativa, uma energia alternativa, também ela complementar, aí dentro da matriz elétrica, complementar a quê? Ela é complementar a hidrelétrica, no Brasil quem não investir na hidrelétrica está alienando uma das fontes de competividade do país, porque a alternativa a energia hidrelétrica não é solar e eólica, não é, a solar e eólica é complementar a energia hidrelétrica se a sua opção, como é o caso do governo é por energia limpa, a alternativa a hidrelétrica vamos ter clareza, é a energia de origem do petróleo, as térmicas a gás, a carvão, ou no pior dos casos além do carvão é óleo combustível.

Não existe essa hipótese de um país que precisa de 70 mil megawatts nos próximos 20 anos, não tem a hipótese dele fornecer esses 70 mil megawatts dominantemente com energia solar e eólica, isso é uma fantasia, é uma irresponsabilidade com o país, até porque o país precisa de energia para crescer. Eu acho que a energia que nós temos e que todos os outros países do mundo exploraram, nunca deixaram de explorar, os Estados Unidos exploraram tudo o que tinha de energia hidrelétrica, os estados, todos os países da Europa idem, nós ainda temos o que explorar, não vejo o porquê não explorarmos, não vejo, a não ser que a gente tenha uma posição fundamentalista a priori. Eu sou a favor, e acho que o Brasil provou, que é possível se respeitar o meio ambiente e crescer, tanto que é possível que a ONU apontou o Brasil como o país que mais reduziu os gases de efeito estufa do mundo, nós somos um país que mostrou que tem uma matriz das mais, das mais renováveis, das mais ambientalmente corretas, que emitem menos gases de efeito estufa. E ao mesmo tempo crescemos, e aí eu vou falar pra vocês, vou terminar dizendo qual era o lema da Rio+20 que o Brasil sediou e que o Brasil conduziu, do meu ponto de vista muito bem, o lema era o seguinte, que é possível crescer, incluir, conservar e proteger, é possível porque a tecnologia te permite, você usa a melhor tecnologia disponível. Obviamente a mais renovável, mas também porque nós mostramos que é mais efetivo, por exemplo, na agricultura, é melhor plantar sobre a palha e é uma forma muito mais ecológica, é melhor fazer a rotação lavoura, pecuária, floresta, é melhor recompor pastagem, acabar com o desmatamento, sobre todos os aspectos isso é melhor. Quem defende desmatar não fixar o nitrogênio no solo está fazendo uma Política de Conservação, não está fazendo uma Política de Conservação, além de não tá fazendo uma Política de Conservação está desperdiçando recursos naturais, está sendo pouco eficiente, está sendo menos produtivo.

Eu acredito que usar devidamente a natureza respeitando o bio, o meio ambiente é o melhor caminho para a produtividade, ao contrário do que muita gente pensa, então quero dizer o seguinte, não olhar o petróleo como sendo uma das riquezas importantes para o Brasil, não olhar o Pré-Sal como sendo um grande ganho que esse país teve, e ganho também, vamos lembrar, porque nós criamos toda uma indústria naval, aqui na Bahia tem o Estaleiro Paraguaçu e da onde que ele sai, sai da demanda com plataforma sonda e navios em geral que a Petrobras tem para atender ao Pré-Sal, no Rio Grande do Sul tem o Estaleiro Rio Grande, têm mais três estaleiro. Além do Rio grande têm mais três estaleiros, lá em Pernambuco tem o Atlântico Sul, no Rio de Janeiro tem três ou quatro estaleiros, Espírito Santo tem estaleiro, tem toda uma indústria naval que nós fomos o maior, o país com maior produção na área naval em mil, não, segunda maior, segunda maior, não era a maior não, em 1982, aí de lá pra cá nós tivemos uma queda vertiginosa, chegamos a não ter quase indústria naval, e agora nós estamos em quarto lugar, quarto ou quinto lugar, porque recompusemos a indústria naval. Então essa história de: “Eu vou acabar com o petróleo.” Primeiro que eu acho que ela não é real, esse país não aguenta isso, e mais, além disso, eu acredito que seja fruto de uma, ou de uma má compreensão ou de um grande retrocesso e obscurantismo, muito obrigada.

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