Deputada Graça Pimenta cobra política ambiental de portos baianos

Deputada Graça Pimenta cobra política ambiental para portos na Bahia.
Deputada Graça Pimenta cobra política ambiental para portos na Bahia.
Deputada Graça Pimenta cobra política ambiental para portos na Bahia.
Deputada Graça Pimenta cobra política ambiental para portos na Bahia.

No último fim de semana, um jornal de circulação estadual divulgou uma matéria informando que os portos baianos devem adotar práticas ambientais. O veredicto foi dado por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em parceria com a Universidade Federal da Bahia (UFBA), através de uma pesquisa encomendada pela Secretaria Especial de Portos (SEP). O estudo avaliou 22 portos brasileiros, em 14 estados.

Para adequar os três portos públicos baianos às boas práticas ambientais foram sugeridas algumas ações, a exemplo de reaproveitar resíduos sólidos, controlar a população de animais nocivos e criar um sistema de tratamento para evitar contaminações da água. A pesquisa analisa cada porto individualmente; no de Salvador, a proliferação de pombos, atraídos pelo transporte de trigo a granel, pode trazer prejuízos à saúde dos trabalhadores, uma vez que essas aves são transmissoras de doenças.

O estudo interessa a deputada estadual Graça Pimenta (PMDB), autora de um projeto de Lei apresentado na Assembleia Legislativa (AL) que busca criar medidas que beneficiem o meio ambiente e a saúde pública. Trata-se da proposição nº 19.444/2011, a qual visa proibir a liberação e/ou descarte de águas de lastro de embarcações e navios quando em trânsito ou aportado na Baía de Todos os Santos e outras áreas portuárias do estado.

“Temos que promover o bem estar da sociedade em todos os seus aspectos, inclusive através da preservação do meio ambiente. Cuidar dos nossos portos é uma questão de saúde pública. Água de lastro é aquela que as embarcações de grande porte necessitam para se equilibrar. Quando a mercadoria é descarregada, os tanques da embarcação devem ser ocupados com água que, se estiver infestada por larvas de espécies típicas da região, poderá prejudicar o porto de destino, onde provavelmente ela vai ser despejada. O que contribui para a poluição, gerando danos à flora e à fauna da região costeira, ainda podendo trazer doenças à população e gerar impactos econômicos e sociais”, afirma a parlamentar.

Foi por meio das águas de lastro que o mexilhão dourado chegou ao país. O molusco, vindo da Ásia, ocupou o lugar das espécies nativas e transformou o ecossistema brasileiro. O impacto gerado no Brasil pela espécie é grande como, por exemplo, problemas de saúde pública, e entupimento de tubulações, filtros de usinas hidroelétricas e bombas de aspiração. “Para termos uma ideia, notícias dão conta de que a direção de uma usina no Rio Iguaçu, no estado do Paraná, gasta R$ 500 mil por ano com a limpeza de maquinário e medidas de controle do mexilhão”, pontua Graça Pimenta.

A parlamentar destaca ainda que o molusco, surgido em Buenos Aires em 1991, hoje está nas bacias dos grandes rios do Sul do país e já é encontrado em Mato Grosso. Outra ameaça aos rios brasileiros é a tilápia, peixe que veio da África e é predador de espécies nativas. Mais informações sobre o projeto de Lei de Graça Pimenta em http://gracapimenta.com.br/noticias.php?id=449#conteudo.

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