Menos de 22% das escolas baianas tem bibliotecas, avalia deputado federal Severiano Alves

Severiano Alves (PMDB-BA) diz que dados sobre educação são alarmantes.
Severiano Alves (PMDB-BA) diz que dados sobre educação são alarmantes.
Severiano Alves (PMDB-BA) diz que dados sobre educação são alarmantes.
Severiano Alves (PMDB-BA) diz que dados sobre educação são alarmantes.

Os dados são alarmantes quando o assunto é a falta de biblioteca nas escolas brasileiras. De acordo com o censo escolar de 2013, a Bahia aparece no ranking nacional em 22º lugar, com apenas 21,6% das escolas com bibliotecas. Logo atrás vem Amazonas, Piauí, Acre, Pará e Maranhão. A média nacional do país é de 35% de bibliotecas nas escolas e, com exceção de São Paulo, todos os estados abaixo desta média são das regiões Norte e Nordeste do país. Apesar de ter entrado em vigor em 2010, a lei 12.244, que obriga todos os gestores a providenciar espaços de leituras até 2020, está longe de ser cumprida. Uma prova disso, é que até o ano passado o número de bibliotecas nas unidades de ensino do país havia subido apenas 2,9%, constata o candidato o deputado federal Severiano Alves (PDT) ao avaliar os dados do censo.

Uma das maiores representações políticas a favor da educação no país, Severiano Alves (PDT), disse que a defasagem da Bahia é reflexo da falta de priorização do ensino. “Infelizmente ainda não temos uma política que priorize o conhecimento. Por conta disso, os recursos da educação não são usados de forma correta e as bibliotecas estão sendo cada vez mais relegadas”, afirmou o pedetista. Severiano ressalta o impacto disso na formação dos alunos. “Sem um espaço destinado à leitura, os alunos de hoje correm o risco de serem os profissionais de amanhã sem qualquer capacidade de interpretação e criatividade”, disse Severiano que é autor da Lei do Piso Salarial dos professores.

Segundo dados divulgados pela Prova Brasil, o uso e o aceso às bibliotecas vão caindo conforme o tempo as etapas ultrapassadas pelos alunos no currículo acadêmico. Segundo o grupo, no Brasil, 57,4% dos alunos do 5º ano utilizam bibliotecas sempre ou quase sempre. Já quando se trata dos alunos do 9º ano, este número cai para 29, 9%. “Não pode haver quedas quando o assunto é conhecimento. Os professores precisam estimular os alunos a ler, escrever, raciocinar, questionar e emitir opiniões de valores. Se educarmos da forma adequada teremos uma formação desejável”, disse Severiano Alves.

Redação do Jornal Grande Bahia
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