Eleições 2014 – Bahia: “Maior controle da violência teria evitado a morte de 20 mil baianos nos últimos oito anos”, diz Paulo Souto

Paulo Souto critica política de segurança do governo Jaques Wagner.
Paulo Souto critica política de segurança do governo Jaques Wagner.

“Seria evitada a morte de 20 mil baianos dos 37 mil assassinados nestes últimos oito anos petistas, se, pelo menos, fosse mantida a média de homicídios do período anterior com uma política eficiente de segurança pública”, afirmou o candidato a governador, Paulo Souto, da coligação “Unidos pela Bahia”, ao ouvir reclamações de moradores da Ribeira sobre o descontrole da violência na Bahia.

Na avaliação de Paulo Souto, a falta de percepção da importância do problema da segurança pública logo no primeiro mandato do governador Jaques Wagner resultou na epidemia de violência que a Bahia vivencia hoje. “Reduziram a capacidade operacional das companhias especializadas de polícia, criadas no meu governo, e interromperam as forças-tarefas instituídas para combater grupos de extermínio, assaltos a bancos e tráfico de entorpecentes”, criticou.

O candidato oposicionista a governador entende que o abandono pela administração petista de ações e projetos iniciados por outros governadores ocorre porque o PT acredita que a Bahia só foi descoberta em 2007. “Para eles, nada foi feito antes disso. Daqui a pouco vão colocar uma estrelinha na Carta de Pero Vaz de Caminha, escrita em 1500, no descobrimento do Brasil, e dizer que esse foi o primeiro programa de governo do PT”, ironizou.

É preciso, segundo Paulo Souto, melhorar a qualidade dos gastos em segurança pública, já que os investimentos anunciados pelo atual governo não resultaram na queda dos índices de violência no estado. De acordo com o democrata, a média anual de assassinatos cresceu 96%, passando de 2,6 mil, até 2006, para 5,1 mil homicídios por ano, na gestão de Jaques Wagner.

Paulo Souto destacou a necessidade de manter um diálogo sincero e resgatar a relação de confiança entre o governo e a polícia. Ele defendeu a ampliação do programa de prevenção e contenção da criminalidade, estabelecendo mudanças no atual modelo de segurança pública, e o fortalecimento dos serviços policiais nas delegacias de bairros populosos e nas cidades com mais de 100 mil habitantes.

“Para prevenir a violência, é preciso também investir em melhorias urbanísticas em territórios com altos índices de criminalidade, ampliar a permanência de estudantes nas escolas e formar uma rede de proteção, envolvendo assistentes sociais, polícias e conselhos tutelares”, propôs o candidato a governador.

De acordo com Souto, medidas operacionais também devem ser tomadas para inibir a ação dos bandidos, como melhorar a distribuição territorial dos policiais, levando em consideração o mapa criminal de cada localidade, além de criar um quadro civil dentro da PM e investir em tecnologia e inteligência.

A descentralização do Grupamento Aéreo, com unidades no interior, é uma das medidas que o candidato oposicionista pretende colocar em prática, caso seja eleito, para combater os assaltos a bancos. “É preciso ter uma força de reação contra esse tipo de crime, que deixa as cidades completamente rendidas quando ocorrem”.

Para Souto, o crescimento galopante da criminalidade reflete a falha do governo em setores essenciais da gestão pública, que atingem também  a saúde e a educação. “Ao invés de estarmos agora preocupados em continuar reduzindo nossa taxa de homicídios para chegar a um índice médio brasileiro, vamos ter que trabalhar para recuar a uma taxa de 2006”, frisou.

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