Vandalismo e roubos causam prejuízos para a Prefeitura de Salvador e à população

Salvador, nem sempre bela, quase sempre maltratada.
Salvador, nem sempre bela, quase sempre maltratada.
Salvador, nem sempre bela, quase sempre maltratada.
Salvador, nem sempre bela, quase sempre maltratada.

Os problemas de vandalismo e depredação continuam causando uma série de prejuízos à Prefeitura de Salvador e à população, pois, além de comprometerem a prestação de serviços, exigem novos investimentos para reposição de peças e equipamentos, consumindo recursos que seriam aplicados em novas obras ou projetos. Só a Secretaria Municipal da Ordem Pública (Semop) já gastou, este ano, cerca de R$ 250 mil para repor a fiação e lâmpadas destruídas com o objetivo de minar a segurança em locais em que bandidos costumam atuar.

Segundo o coordenador de Iluminação da Semop, Hélder Campos, os cabos de energia são levados para retirada do fio de cobre que tem um bom valor no mercado. O crime em geral é cometido por usuários de drogas que vendem o material para depósitos de ferro-velho. Os locais onde os roubos ocorrem com mais freqüência são as avenidas Contorno, Mário Leal Ferreira (Bonocô), Vasco da Gama, Anita Garibaldi e Carybé (ligação Aeroporto/Paralela). E ainda Ladeira da Fonte (Fonte Nova), Vale de Nazaré, Complexo Viário Dois de Julho (Aeroporto) e Orla do Subúrbio Ferroviário (Plataforma).

Para o diretor, uma das soluções para o roubo de fios de cobre é combater o interceptador. “Se quem roubou não tiver para quem vender o material que pegou, ele provavelmente não cometerá mais esse tipo de crime. Já no caso das lâmpadas, só mesmo o aumento do policiamento para coibir essa prática”, afirmou.

Na Superintendência de Trânsito e Transporte de Salvador (Transalvador) ocorrem problemas semelhantes com a fiação dos semáforos. Em 2013, o órgão teve mais de 1,3 mil metros de fios de cobre roubados, o que resultou em um prejuízo de R$ 25 mil e uma série de transtornos para os condutores e pedestres, por conta do não funcionamento dos equipamentos. Além disso, o órgão também tem que arcar com outros custos referente a roubos e pichações de placas de sinalização.

A Limpurb também sofre com o problema. Os vândalos destroem, em média, 62 papeleiras e 73 contentores por mês. Também são freqüentes os ataques a sanitários químicos. Na semana passada, dois deles foram queimados na Baixa do Bonfim, causando prejuízos para a Prefeitura e para a população que ficará privada do uso dos equipamentos até que outros sejam repostos.

Os roubos das tampas de poços de visita do sistema de drenagem pluvial e destruição em obras de construção de passeios e calçadas são os danos mais comuns enfrentados pela Superintendência de Conservação e Obras Públicas do Município (Sucop). As tampas de PV de ferro fundido custam em média R$ 400, mas são levadas por usuários de drogas que as vendem por até R$ 10. A Sucop já iniciou a substituição das tampas de ferro fundido por outras polipropileno de alta densidade, sem valor comercial relevante. A estimativa é que todas as tampas serão trocadas ao longo dos próximos anos.

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