Transporte coletivo deve beneficiar o usuário e não apenas os empresários e o cofre municipal, afirma vereador soteropolitano Hilton Coelho

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Terminal de ônibus em Salvador. Sistema de transporte público é caro e ineficiente.
Terminal de ônibus em Salvador. Sistema de transporte público é caro e ineficiente.
Terminal de ônibus em Salvador. Sistema de transporte público é caro e ineficiente.
Terminal de ônibus em Salvador. Sistema de transporte público é caro e ineficiente.

O vereador Hilton Coelho (PSOL) demonstra sua insatisfação com o rumo que tomou a discussão do transporte coletivo em Salvador com a licitação encaminhada pela prefeitura. “Que o sistema de transporte público de nossa cidade é precário, caro, injusto e de péssima qualidade não é nenhuma novidade para o trabalhador soteropolitano. Bastam alguns minutos nas estações da Lapa, Pirajá e Mussurunga para se perceber a gravidade do problema que assola o cotidiano de todos que necessitam do transporte coletivo”, avalia.

Suas críticas são mais incisivas contra o Sindicato das Empresas de Transporte Público de Salvador (SETPS), sindicato patronal que reúne as empresas de transporte público da cidade. Para Hilton Coelho “a máfia que controla, sem licitação, a concessão do serviço há mais de 30 anos e que dita as cartas na cidade, organizada em torno do SETPS, precisa ser desarticulada, para que a mobilidade urbana na cidade siga os caminhos dos interesses da população, e não os lucros dos empresários. Por tudo isto, a licitação dos transportes é algo mais do que necessário desde que de forma clara e transparente”.

Hilton Coelho critica a forma como está sendo conduzida a licitação e que pode ser prejudicial para a cidade. “A escolha do modo de licitação, em que o vencedor será aquele que apresentar a maior valor da proposta financeira à prefeitura, demonstra o descaso do prefeito ACM Neto com a população de Salvador. Ao optar por essa modalidade a prefeitura coloca foco no quanto de retorno financeiro terá pela concessão dos serviços. Em minha opinião, para beneficiar a maioria da população, o ideal seria a modalidade de licitação que levasse em conta a menor tarifa, o que significaria em possível redução do preço da passagem de ônibus para o trabalhador”, avalia.

“Com a menor tarifa o trabalhador veria de imediato o impacto deste processo de organização do transporte público. Esta modalidade de licitação estaria em maior conformidade com o que dispõe a Política Nacional de Mobilidade Urbana, lei federal criada para ser a norma geral modelo para todo Brasil”, enfatiza Hilton Coelho acrescentando que “com relação à Política Nacional, não foi elaborado um Plano Diretor de Mobilidade Urbana para a cidade de Salvador, como obriga o art. 24 da referida lei. Sem esse, podemos transformar esta licitação em verdadeiro enxugar de gelo, pois o caos do transporte poderá continuar a existir. Vale ressaltar que a elaboração do Plano é condição para o recebimento de recursos do governo federal para a mobilidade urbana, a partir de 2015. Fica claro ser prioritário focar na elaboração de um plano de mobilidade, com ampla participação popular, e só depois realizar a licitação”.

Hilton Coelho finaliza afirmando que “a estratégia adotada pela prefeitura para ampliar a arrecadação não tem sido o combate à sonegação fiscal dos grandes devedores do Município, cuja dívida supera os R$ 9 bilhões. Como se sabe, esses grandes devedores têm vínculos políticos e pessoais com o governo municipal. A proposta de ACM Neto é ampliar a arrecadação onerando os trabalhadores ou privatizando o patrimônio público. Foi assim com o IPTU, com o escandaloso projeto de vender as praças públicas da cidade. E é assim, agora, com a licitação dos transportes”.

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