Em Feira de Santana, trabalhadores buscam articulação para manter fábrica da Yazaki no município, mas empresa decide encerrar atividades

Reunião com trabalhadores e membros da direção da Yazaky na Delegacia Regional do Trabalho.
Reunião com trabalhadores e membros da direção da Yazaky na Delegacia Regional do Trabalho.
Reunião com trabalhadores e membros da direção da Yazaky na Delegacia Regional do Trabalho.
Reunião com trabalhadores e membros da direção da Yazaky na Delegacia Regional do Trabalho.

Na manhã desta segunda-feira (07/07/2014), enquanto funcionários demitidos pela Yazaki realizavam manifestação em frente à Sede da Gerência Regional do Trabalho e Emprego de Feira de Santana, representantes do Governo, da Yazaki e sindicato dos trabalhadores se reuniram, no auditório da instituição,com o intuito de entrar num acordo para resolver a situação dos operários, em função da decisão da empresa de decretar seu fechamento na cidade.

O gerente Regional do Trabalho e Emprego e mediador da sessão João Batista, explicou que a empresa se comprometeu a cumprir todas as suas obrigações legais junto aos funcionários.  “A empresa (Yazaki) está decidida a encerrar suas atividades em Feira de Santana contudo,assume todo o cumprimento do que prevê a Legislação Trabalhista, e ainda propôs negociar com o sindicato outras vantagens pra os trabalhadores. A delegacia irá fiscalizar o cumprimento dessas atividades da empresa”, pontuou.

Na ocasião foi pedida a manutenção dos empregos na Yazaki e esclarecimentos da empresa sobre as demissões.  O assessor da Secretaria da Indústria, Comércio e Mineração do Estado da Bahia, Luiz Calmon Almeida afirmou que em momento algum o Estado foi comunicado sobre o fato da decisão do fechamento ou sobre a possibilidade de permanecia da empresa. “Gostaria de registrar que a Secretaria da indústria está aberta para conversar com a Yazaki no sentido de que ela permaneça ainda em Feira de Santana gerando os mesmos 1.200 empregos”, disse.

O advogado Tony Figueredo, representante da Yazaki, informou que desde o dia nove de junho notificou o sindicato e a sociedade sobre a possibilidade do fechamento da Unidade industrial no município, se dispondo a negociar previamente com o Sindicato a possibilidade de demissão de todos os funcionários, tendo feito desde então uma proposta específica para tal fim. A Yazaki prevê assegurar o cumprimento das disposições legais relativas ao desligamento de seus empregados, com especial atenção para aqueles que estejam aptos ao trabalho e que sejam portadores de estabilidade provisória prevista por lei.

Uma das funcionárias demitidas, Sônia de Oliveira declarou sua indignação quanto à situação.  “Infelizmente nós saímos perdendo, ela (Yazaki) nos aleijou, nos lesionou e simplesmente nos cuspiu fora porque para a empresa importa estar bem, produzindo, se não está produzindo não importa o que está acontecendo com você”, criticou.

Em nome da Secretaria do Trabalho, Pedro Marcelino disse que a Setre apoiará os trabalhadores. “O Governo Estadual criou mais de 500 mil empregos nesses últimos anos e a perda do emprego é sempre traumática para o trabalhador. O Governo faz todo um esforço no sentido de criar condições para que as empresas venham gerar renda para os trabalhadores e uma decisão como esta da Yazaki surpreende, aja vista os incentivos que recebeu e todo apoio logístico do Estado. Já que a decisão é essa, apoiaremos os trabalhadores no sentido da identificação dos operários lesionados e poderemos requalificar esses trabalhadores com cursos para que sejam reinseridos no mercado de trabalho”, afirmou.

Tarcísio Branco se responsabilizou por levar as questões apresentadas ao conhecimento do deputado estadual Zé Netoque tentará intermediara situação junto à empresa. O chefe de gabinete do Mandato da Luta afirmou que continuarão lutando até o fim por uma solução que impeça o encerramento das atividades da empresa em Feira.  “O mandato lamenta a posição da Yazaki, que teve todas as oportunidades abertas pelo Governo do Estado para sua instalação incluindo os incentivos fiscais, que, por sinal, são válidos até 2018. A empresa até então não apresentou uma justificativa plausível para sua saída, o que tem prejudicado sua própria imagem, no sentido de que, teve condições de lucratividade e agora, de uma maneira inexplicável, toma uma atitude unilateral,deixando de lado os interesses dos empregados e do Governo Estadual”, explicou.

Cedro da Silva, representante do Sindicato dos Trabalhadores pontuou que a CUT também continuará buscando os direitos dos funcionários demitidos. “A CUT sai daqui com a perspectiva de continuar lutando pela permanência da Yazaki, muito preocupados com a situação dos trabalhadores lesionados.

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