Eleições 2014: a celebração da Democracia começou. Brasileiros têm oportunidade de optar entre modelo neoliberal ou keynesiano-marxista de desenvolvimento

Dilma Rousseff e Lula. Políticas keynesiano-marxista de desenvolvimento promoveram a ampliação do emprego formal, com ampliação da mobilidade social, além do fortalecimento do ensino superior com a criação de novas universidades federais.
Dilma Rousseff e Lula. Políticas keynesiano-marxista de desenvolvimento promoveram a ampliação do emprego formal, com ampliação da mobilidade social, além do fortalecimento do ensino superior com a criação de novas universidades federais.
Dilma Rousseff e Lula. Políticas keynesiano-marxista de desenvolvimento promoveram a ampliação do emprego formal, com ampliação da mobilidade social, além do fortalecimento do ensino superior com a criação de novas universidades federais.
Dilma Rousseff e Lula. Políticas keynesiano-marxista de desenvolvimento promoveram a ampliação do emprego formal, com ampliação da mobilidade social, além do fortalecimento do ensino superior com a criação de novas universidades federais.

A inevitável polarização entre PT e PSDB nas eleições presidências de 2014, também implica uma polarização de modelos econômicos. Durante os governos de Fernando Henrique Cardoso (FHC), o PSDB optou por uma política neoliberal com maior presença do capital privado e menor intervenção do Estado na economia. O resultado desta política foi um lento processo de corrosão dos fundamentos da economia, culminando com baixíssima mobilidade social e baixa geração do emprego formal.

Ao final do primeiro governo FHC aplica uma maxidesvalorização do real, e ao final do segundo governo, teve que recorrer ao capital internacional, pedido empréstimo com a finalidade de evitar uma moratória e passar o governo ao sucessor. O país estava submerso no descontrole financeiro. Em um lance histórico, a pedido de FHC, todos os candidatos à presidência da república tiveram que beijar a mão dos barões de Wall Street para que o país recebesse o empréstimo.

De forma canhestra e pouco intelectual, FHC repete que isto ocorreu em função da ascensão de Luís Inácio Lula da Silva nas pesquisas. Mas os dados apontavam para um processo de corrosão das finanças públicas em decorrência do governo ter adotado uma postura a favor do capital internacional, o que permitiu elevada transferência da riqueza nacional para o exterior, um processo que se repetia desde o Golpe Militar de 1964, e cujo governo FHC foi incapaz de sanar.

O governo Lula

Com a assunção do petista Lula ao poder máximo da República, ocorreram uma série de mudas macroeconômicas e microeconômicas. O governo de Lula implantou políticas que privilegiavam a transferência de renda para aos mais pobres, aliado a uma política de fortalecimento da industria nacional, com a alavancagem via BNDES de recursos para formação de grupos nacionais com capacidade de competir no mercado internacional, aliado a um rígido controle das contas públicas, o que possibilitou a autonomia financeira do país em relação ao capital internacional. Como resultado, Lula conclui o primeiro mandato com elevada aprovação popular, em decorrência da significativa parcela da população ter alcançado positivamente a mobilidade social e o emprego formal.

Ao final do segundo mandato, Lula mantém as contas públicas sob controle, o emprego formal com viés de alta e o programa anticrise Minha Casa Minha Vida se torna importante elemento de transformação urbana e socioeconômica. A petista Dilma Rousseff é eleita com a finalidade de dar continuidade aos programas iniciados no governo Lula.

Protestos, corrupção e o PIG

Em meados de 2013, em diversas partes do país a população foi às ruas protestar contra a corrupção, problemas de mobilidade urbana, e baixa qualidade nos serviços de saúde e educação. O PIG, conhecido como Partido da Imprensa Golpistas, em decorrência de serem sempre os mesmos atores envolvidos no Golpe de 1964 à utilizarem a manipulação midiática como elemento de desestabilização de governos, criou fatos, ampliou problemas, e tentou criminalizar a gestão petista de Dilma Rousseff.

Não vai ter Copa, A Copa é um fiasco, O povo não lucra com a Copa, A Copa vai envergonhar o país, O PT é um partido de corruptos, foram tantas as mentiras disseminadas pelo PIG, que a população mergulhou em um clima de descontentamento e pouco entusiasmo. Mas os fatos mostraram o contrário, a Copa do Mundo no Brasil é reconhecida como a melhor Copa de todos os tempos, os serviços funcionaram dentro da capacidade do país, e várias obras de mobilidade urbana, financiados pelo governo Rousseff foram inaugurados, além de investimentos em portos, aeroportos, hospitais e universidades terem sido concretizados, ou estando em fase de conclusão.

Os indicadores de popularidade de Dilma Rousseff, que pouco antes da Copa de 2014 pontuavam com viés de baixa, com o sucesso da Copa e o anúncio e entrega de programas e equipamentos e serviços passou a pontuar com viés de alta alcançado percentual de aprovação. A oposição liderada por Aécio Neves (PSDB), e pelo ex-aliado Eduardo Campos (PSB) repetem que pretendem, caso eleitos, dar continuidade aos programas implementados pelo PT, em um claro reconhecimento que os projetos são um sucesso do ponto de vista socioeconômico. Mas sempre falam em um governo técnico, no fundo, dão a mensagem para os barões internacionais do capital que pretendem privilegiar, mais uma vez. O que significa, para a classe trabalhadora brasileira, a perda do emprego formal e do poder de compra do salário mínimo. No governo FHC o salário mínimo era o equivalente a US$ 70, no governo Rousseff equivale US$ 300.

Com relação à corrupção, foi justamente no governo do PT, que a República pode funcionar plenamente com todas as instituições atuando livremente no sentido de combater a improbidade, levando os próprios membros do partido para serem julgados pelos mecanismos de controle da República.

Corrupção no PSDB

A competência do PSDB foi colocada à prova, descobriu-se que um dos maiores casos de corrupção ocorre desde o momento que o PSDB assumiu o governo de São Paulo, com Mário Covas. A corrupção está ligada a um cartel que funciona através do metrô de São Paulo, e envolve altas personalidades do PSDB com pessoas do setor privado. Competência também não faltou para legar à atual geração grave crise, atingindo uma das mais famosas universidades do país, a Universidade de São Paulo (USP), corrupção, degradação aliado ao elevado grau de insatisfação dos servidores e alunos formam o dantesco quadro da incompetência do PSDB. Para fechar o cenário de desastrosa gestão, o governo de Geraldo Alckmin (PSDB) não promoveu os investimentos necessários à preservação e ampliação do sistema de águas do Cantareira, e São Paulo está mergulhada em uma grave crise hídrica.

Novos investimentos do PT

Dilma Rousseff vai colocar à prova o modelo keynesiano-marxista, uma fórmula bastante conhecida do meio socioeconômico. Para ampliar a política, Dilma anuncio o Minha Casa Minha Vida 3, a 2º fase do Programa Ciência Sem Fronteiras e mais investimentos para em mobilidade urbana. Sucesso no setor de saúde, o programa Mais Médicos venceu o preconceito do PIG e da direita golpista, atendendo milhões de brasileiros.

Apostando no aprimoramento das forças trabalhistas, a presidente Dilma Rousseff sancionou o programa de investimentos para pós-graduação, mestrado, e doutorado em instituições privadas. Novos modelos de concessão foram aprovados, e transferências ou parcerias entre o setor público e privado devem alavancar investimentos na infraestrutura do país, ampliando o mercado de trabalho, ao mesmo tempo em que moderniza a nação.

Com emprego em alta, mobilidade urbana, sucesso na copa, e controle inflacionário (a média de inflação no governo Rousseff é inferior ao governo FHC), Dilma vai disputar à reeleição com muito o que mostrar. O Brasil tem menos pobres em favelas, mais pobres nas universidades e até pobres estudando no exterior, com recurso público. Contra existe o PIG e a direita que quer ganhar dinheiro sem trabalhar, apostando no mercado financeiro. É muito pouco para derrotar um governo que tem transformado o país através do modelo keynesiano-marxista.

Eleições

O povo brasileiro tem a oportunidade, com as eleições de 2014, de definir qual modelo econômico é mais viável para o país, qual modelo pode elevar o padrão social do povo brasileiro, permitido que uma sociedade em permanente anomia possa ser inserida no patamar de nação plenamente desenvolvida. Comparar os dois modelos, neoliberal e keynesiano-marxista, com os resultados obtidos é uma boa forma de definir o voto. A presidente Dilma Rousseff em uma frase definiu o ideal de país, “país desenvolvido é país sem pobreza”. Enquanto não erradicar a pobreza, enquanto não tirar os brasileiros das favelas lhe proporcionando moradia, saúde e educação com dignidade, ainda o Brasil será um país pobre.

Foi justamente quando o governo dos Estados Unidos adotou o modelo keynesiano, que o país pode avançar socialmente. Desde do momento em que os Estados Unidos da América passaram a utilizar o receituário do neoliberalismo a nação se tornou ainda mais rica, porem o povo empobreceu substancialmente. Nunca tantos americanos viveram na pobreza e sem moradia.

Redação do Jornal Grande Bahia
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