Artesanato faz parte da identidade sociocultural do Baixo São Francisco sergipano e gera renda para população local

Artesanato do São Francisco gera emprego e renda.
Artesanato do São Francisco gera emprego e renda.
Artesanato do São Francisco gera emprego e renda.
Artesanato do São Francisco gera emprego e renda.
Artesanato do São Francisco preserva identidade cultural.
Artesanato do São Francisco preserva identidade cultural.

O artesanato é uma importante manifestação da cultura popular dos sergipanos e uma atividade econômica de grande alcance no estado. De acordo com o Aracaju Convention & Visitors Bureau, existem mais de 4.700 artesãos cadastrados em Sergipe e quase 90% dos 75 municípios apresentam algum tipo de produção artesanal. No Baixo São Francisco sergipano, o artesanato se exibe em diferentes formas e cores, utilizando variadas matérias-primas, e constitui-se um elemento da identidade sociocultural da população local.

O maior exemplo da força do artesanato na região é o antigo povoado Carrapicho, atual município de Santana do São Francisco. A cerâmica em barro é o principal atrativo da pequena cidade às margens do Velho Chico, onde milhares de peças são encontradas até mesmo nas janelas e portas das casas. Estima-se que 70% dos moradores trabalham com a cerâmica em Santana do São Francisco, um dos mais conhecidos é o artista José Roberto Freitas, o ‘Beto Pezão’, conhecido por representar em suas obras de argila os traços da gente nordestina.

Mas não é somente do barro que é criada a rica produção local. Em Pirambu e Pacatuba, no litoral norte do estado, é da palha do coqueiro – material encontrado em abundância na área – que são confeccionados cestos, bolsas e chapéus. Em Canindé de São Francisco, no Alto Sertão de Sergipe, a madeira serve de base para esculturas, chaveiros e peças decorativas. Perto dali, em Poço Redondo, dezenas de artesãs mantêm a tradição da renda de bilro, técnica utilizada por várias gerações de rendeiras e que foi uma das principais atividades das mulheres ribeirinhas na época do cangaço.

A produção artesanal também se revela na culinária local. No povoado Saramém, em Brejo Grande, um grupo de doceiras produz cocadas de sabor marcante, comercializadas próximo à foz do rio São Francisco e também em feiras e exposições. Biscoitos, queijadas e produtos caseiros à base de mel ou leite também fazem parte das delícias do Baixo São Francisco sergipano e a fabricação desses produtos constitui uma importante alternativa econômica para a região.

Materializada pelas mãos de gente simples, essa produção tem como uma de suas principais vitrines a capital do estado, Aracaju. É possível enxergar a arte do Baixo São Francisco sergipano em diferentes espaços, como o Mercado Municipal, o centro de artesanato da Rua do Turista ou as feiras na Orla de Atalaia. É ali que se comercializam a preços populares estatuetas, peças de vestuário e os mais diferentes tipos de souvenir, que encantam diariamente centenas de visitantes, especialmente os turistas que visitam a capital. Um ciclo que garante renda na zona rural e fortalece as manifestações culturais em Sergipe.

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