Legados da civilização Bantu marcam debate em audiência pública na ALBA

Deputado Bira Corôa promove debate.
Deputado Bira Corôa promove debate.
Deputado Bira Corôa promove debate.
Deputado Bira Corôa promove debate.

Nesta terça-feira (10/06/2014), o deputado estadual Bira Corôa, presidente da Comissão de Promoção da Igualdade da Assembleia Legislativa da Bahia, conduziu a audiência pública “O Legado do Povo Bantu no Processo Civilizatório Brasileiro”. A ação fora realizada em celebração ao Dia de África, comemorado originalmente no dia 25 de maio. Para o parlamentar,  “falar da cultura do povo Bantu é quebrar paradigmas, pois seus modos de vida estão presentes no vocabulário, na agricultura e na própria forma de organização social brasileira.”

A  presença de palavras de origem Bantu no dicionário brasileiro foi destacado como um dos principais legados desse povo à formação da sociedade brasileira. De acordo com Taata Lubitu Konmannajy, da Acbantu, pesquisas revelam que cerca de 30% do dicionário brasileiro é de origem linguística Bantu. Destacam-se portanto, “candomblé”, “quitanda”, “sacana”, “moqueca”, entre outras.  A professora doutora Yeda Pessoa, do Núcleo   de Estudos da Uneb, trouxe à discussão um caráter histórico e especificações. “Bantu é exatamente uma determinação linguística e ocupa e região da África localizada abaixo da Linha do Equador. É um grupo que engloba uma média de 500 línguas”, esclareceu.

Além da influência vocabular, a audiência discutiu outros legados importantes nas áreas da agricultura, na forma de organização social, na matalurgia e na matemática.

Marca Histórica

As comemorações do Dia de África foram iniciadas em 1963, em Adis Adeba – Etiópia, pela Organização de Unidade Africana (OUA) e representa a manifestação do desejo de aproximadamente 800 milhões de africanos que, à época, assinaram uma carta, a qual manifestou o desejo de 32 Estados africanos. O ato de assinatura configurou-se no maior compromisso político dos líderes africanos, que visaram a aceleração do fim da colonização do continente e do Apartheid.

Em sua fala, Ataíde Lima, secretário estadual da Promoção da Igualdade Racial, falou sobre a importância de Bira Corôa realizar anualmente um momento especial de celebração. “Parabenizo o trabalho deste Mandato e ressalto como referência para o povo baiano e para o reconhecimento do trabalho da Sepromi, a exemplo dos esforços implantados para a aprovação do Estatuto da Igualdade Racial e de Combate à intolerância Religiosa na Bahia”, afirmou.

A audiência contou ainda com a presença do professor Camilo Afonso, diretor da Casa de Angola; dos professores Múleka Ditoka Wa Kalenga e Mwewa Lumbwe. Participaram também o representante da Secretaria de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, Ailton Ferreira; Marcelo Santos, da Federação Nacional do Culto Afrobrasileiro, e Eurico Alcântara, presidente do Conselho Municipal das Comunidades Negras.

Além da apresentação artístico-cultura da Escola de Capoeira Angola, comandada por Mestre Curió, a audiência contemplou ainda premiações e homenagens entre os presentes.

Banner do JGB: Campanha ‘Siga a página do Jornal Grande Bahia no Google Notícias’.
Sobre Redação do Jornal Grande Bahia 112836 Artigos
O Jornal Grande Bahia (JGB) é um portal de notícias com sede em Feira de Santana e abrange as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador. Para enviar informações, fazer denúncias ou comunicar erros do jornal mantenha contato através do e-mail: [email protected]