Ex-presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli reafirma que Pasadena foi bom negócio à época

José Sérgio Gabrielli sobre a compra da refinaria de Pasadena responde: "Foi bom negócio no momento. O preço pela capacidade de refino foi de US$ 5,54 mil, um pouco mais da metade do preço médio de aquisição de refinarias americanas naquele período. Compramos uma refinaria barata, abaixo do preço de mercado.".
José Sérgio Gabrielli sobre a compra da refinaria de Pasadena responde: "Foi bom negócio no momento. O preço pela capacidade de refino foi de US$ 5,54 mil, um pouco mais da metade do preço médio de aquisição de refinarias americanas naquele período. Compramos uma refinaria barata, abaixo do preço de mercado.".
José Sérgio Gabrielli sobre a compra da refinaria de Pasadena responde: "Foi bom negócio no momento. O preço pela capacidade de refino foi de US$ 5,54 mil, um pouco mais da metade do preço médio de aquisição de refinarias americanas naquele período. Compramos uma refinaria barata, abaixo do preço de mercado.".
José Sérgio Gabrielli sobre a compra da refinaria de Pasadena responde: “Foi bom negócio no momento. O preço pela capacidade de refino foi de US$ 5,54 mil, um pouco mais da metade do preço médio de aquisição de refinarias americanas naquele período. Compramos uma refinaria barata, abaixo do preço de mercado.”.

O ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli voltou a afirmar que a compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, em 2006, foi um bom negócio. Em depoimento à CPI Mista da Petrobras, nesta quarta-feira (25/06/2014), Gabrielli repetiu o que já havia dito em sua última visita ao Congresso, em maio, ao ser ouvida pela CPI da Petrobras exclusiva do Senado.

– Foi bom negócio no momento. O preço pela capacidade de refino foi de US$ 5,54 mil, um pouco mais da metade do preço médio de aquisição de refinarias americanas naquele período. Compramos uma refinaria barata, abaixo do preço de mercado – declarou, admitindo que hoje não tomaria a mesma decisão de compra, uma vez que tanto o mercado brasileiro quanto o americano mudaram daquela época para cá.

Gabrielli também voltou a corrigir os valores apresentados como sendo de compra da refinaria no Texas. Segundo ele, Pasadena custou US$ 1,23 bilhão, somando-se a compra da refinaria, da comercializadora de derivados de petróleo e as custas judiciais. Ele explicou que, para atuar no mercado norte-americano (o que era parte da estratégia da Petrobras à época), era preciso comprar não apenas a refinaria, mas também uma comercializadora para intermediar as compras e vendas.

O ex-executivo da estatal reafirmou ainda que a aquisição de Pasadena foi tomada por consenso e de forma colegiada pelos membros do Conselho de Administração, que tinha então à frente a atual presidente Dilma Rousseff, em atendimento à estratégia da empresa de buscar refino no exterior.

Outro ponto tratado pelo ex-presidente foi a ausência de descrição das cláusulas put option (referente à saída da empresa de uma das suas sócias) e Marlim – que garantia rentabilidade mínima ao sócio – no resumo do contrato entre a Petrobras e a Astra Oil analisado pelo Conselho de Administração. Questionado pelo deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) sobre eventuais falhas técnicas e jurídicas no contrato, Gabrielli garantiu que o documento foi perfeitamente legal e que a omissão das cláusulas foi apenas uma opção da diretoria nacional, em razão das características próprias de transações como aquela.

Abreu e Lima

Gabrielli também refutou as suspeitas de superfaturamento nas obras da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. Em resposta ao deputado Sandro Mabel (PMDB-GO), ele admitiu que os custos da refinaria, orçados inicialmente em US$ 2 bilhões e hoje estimados em quase US$ 20 bilhões, não são “econômicos” e que ele pensaria duas vezes antes de construi-la, mas negou a exigência de corrupção ou incompetência no processo.

José Sérgio Gabrielli esclareceu que o valor de US$ 2 bilhões foi estimado numa fase bem inicial do projeto, quando a discussão ainda é conceitual e os valores não são detalhados. Só depois de desenvolvida a parte de engenharia, com especificação de equipamentos, identificação das questões tributárias e dos valores necessários para investimentos, é possível fechar uma estimativa real. Nesse processo, acrescentou, ocorre uma variação de menos 30% a mais 50% do orçamento.

– A refinaria é fundamental para o Nordeste, para a expansão do Centro-Oeste, do Norte e do Centro-Oeste, a localização dela era importante, era importante aumentar a produção de diesel. Agora, evidentemente que os valores de Abreu e Lima não são valores que estejam nas faixas mais econômicas de uma refinaria, não é possível dizer isso. Portanto, provavelmente, eu pensaria duas vezes antes de fazer esse investimento – afirmou.

Ele ressaltou, porém, que Abreu e Lima é necessária pois desde 1980 o país não constrói nenhuma refinaria e corria o risco de passar por um “apagão de refino”.

Mesmas respostas

Para o deputado Mendonça Filho (DEM-PE), presente na oitiva, a vinda de Gabrielli à CPI Mista não acrescentou nada de novo ao que os parlamentares já sabiam.

– O depoimento não acrescentou muito, apenas reforçou a convicção de que a operação de aquisição de Pasadena foi uma operação danosa ao patrimônio público, principalmente à Petrobras, que houve parecer jurídico alertando, inclusive, com relação a uma das cláusulas mais danosas, a put option, que não foi considerada – lamentou.

O senador Humberto Costa (PT-PE) concordou que não houve novidades no depoimento do ex-presidente da Petrobras. Mas argumentou que isso é natural, já que esta é a quarta vez que ele vem ao Congresso falar do mesmo assunto.

– As perguntas são as mesmas, as respostas e os esclarecimentos não podem ser diferentes dos que já foram dados. As críticas da oposição não variam e o que nós observamos, como sempre, é uma tentativa de requentar alguns temas que já foram explicados à exaustão e de fazer um embate político cujo objetivo é claramente eleitoral – criticou.

Requerimentos

Antes de encerrar a reunião, o vice-presidente da CPI Mista, senador Gim (PTB-DF), convocou novo encontro para a próxima quarta-feira (2), para apreciação dos mais de 400 requerimentos já apresentados à comissão. Entre os pedidos há convites para depoimentos, solicitação de quebra de sigilo bancário e pedidos de informações.

*Com informações da Agência Senado.

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