Em Feira de Santana, gestão da saúde da administração prefeito José Ronaldo é contestada por vereadores que cobram investimentos e transparência

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Pablo Roberto: "Estamos acompanhado com frequências denúncias relacionadas à saúde de Feira de Santana. Vemos a secretária de Saúde sendo denunciada pelo Ministério Público.".
Pablo Roberto: "Estamos acompanhado com frequências denúncias relacionadas à saúde de Feira de Santana. Vemos a secretária de Saúde sendo denunciada pelo Ministério Público.".
Pablo Roberto: "Estamos acompanhado com frequências denúncias relacionadas à saúde de Feira de Santana. Vemos a secretária de Saúde sendo denunciada pelo Ministério Público.".
Pablo Roberto: “Estamos acompanhado com frequências denúncias relacionadas à saúde de Feira de Santana. Vemos a secretária de Saúde sendo denunciada pelo Ministério Público.”.

Pablo critica situação da saúde em Feira de Santana

Em discurso proferido na sessão ordinária desta segunda-feira (02/06/2014), o vereador Pablo Roberto (PT) fez críticas ao Governo Municipal, enfatizando problemas na saúde do município de Feira de Santana. O pronunciamento do petista foi motivado pela repercussão de um parto ocorrido na recepção do Hospital da Mulher, na última quinta-feira.

O edil também ressaltou que, na semana passada, a secretária municipal de Saúde, Denise Mascarenhas, foi acusada pelo Ministério Público de improbidade administrativa. Em sua opinião, se o fato acontecesse em outro tempo, ela já teria sido exonerada do cargo. Pablo classificou a saúde como caótica.

“Estamos acompanhado com frequências denúncias relacionadas à saúde de Feira de Santana. Vemos a secretária de Saúde sendo denunciada pelo Ministério Público. Por muito menos, o prefeito exonerou um secretário. É preciso haver ajuste na saúde, porque está um caos. Não vemos investimento. Era para o Governo Municipal investir mais. Eu gostaria de saber quantos leitos foram acrescidos nesses mais de 10 anos no governo. As parturientes estão pagando um preço muito caro pela falta de investimentos”, disse.

Em aparte, o também petista Beldes Ramos acrescentou mais críticas ao Governo Municipal.  Para ele, é preciso que o prefeito esteja mais aberto ao diálogo e aumente a quantidade de leitos no Hospital da Mulher, por exemplo. “É preciso que José Ronaldo deixe de lado as obras eleitoreiras e pense em investimentos na saúde. Ele tem que abrir diálogos, aumentar os leitos e ter um olhar sensível e humano para a saúde na nossa cidade”, sugeriu.

O líder do governo na Casa, vereador Carlito do Peixe (DEM), fez a defesa do Município, garantindo que a saúde municipal está bem melhor do que a saúde do Estado. “A saúde de Feira de Santana está bem melhor que a do Estado. Aqui não faltam medicamentos, não atrasa salários e faz investimentos muito mais que o Governo do Estado. E os investimentos vão crescer”, afirmou o democrata.

Neinha afirma que faltou humanização de equipe do Hospital da Mulher 

Após analisar o parto de Michelle Dias de Souza, 22 anos, que deu luz na recepção do Hospital Inácia Pinto dos Santos (Hospital da Mulher), na noite da última quinta-feira, a presidente da Comissão de Saúde, vereadora Aldney Bastos Marques – Neinha (PMN), em discurso na sessão ordinária desta sgunda-feira (2), afirmou que a equipe daquela unidade hospitalar deixou a desejar, no momento do nascimento do bebê .

“Como presidente da Comissão de Saúde, com o olhar social que eu tenho, eu quero dizer: faltou sim, naquele momento, a humanização da equipe que estava na ponta, para envolver aquela criança em um lençol, cobrir a privacidade de uma mãe”, observa Neinha, que é formada em Serviço Social.

Ela relatou que foram as outras pacientes e seus acompanhantes que colaboraram com o parto de Michelle, ao contrário da equipe do hospital que não se encontravam no local naquele momento, inclusive a direção. Porém, Neinha fez questão de salientar que não era necessária a presença da diretora do Hospital da Mulher nem da presidente da Fundação Hospitalar para que a paciente recebesse uma assistência humanizada.

A vereadora disse não precisava, mas a Polícia Militar foi acionada para conter os ânimos no local. “A última coisa que a gente chama para um familiar é a polícia. O assistente social, o intermediário acalma a família. A pessoa quando vai ter um filho quer acolhimento e o acolhimento, naquele momento, foi falho. A gente não pode esconder que houve falhas de todo mundo que deveria estar ali, até o limpador de chão poderia envolver aquela criança em um lençol”, salientou Neinha, afirmando que o município de Feira de Santana enfrenta uma grande dificuldade no atendimento obstétrico.

“A gente precisa humanizar a saúde”, diz vice-líder governista

Na manhã desta segunda-feira (2), a vice-líder do governo na Câmara, Gerusa Sampaio (PROS) ocupou a tribuna da Casa da Cidadania para pedir atendimento humanizado na saúde pública. Ela reclamou da superlotação nas maternidades e lamentou a situação ocorrida em Feira de Santana, onde uma mãe deu luz em um sofá, enquanto aguardava atendimento na recepção do Hospital Inácia Pinto dos Santos (Hospital da Mulher), na noite da última quinta-feira.

“Sabemos do comprometimento da presidente da Fundação Hospitalar, Gilberte Lucas, que é uma mulher que eu ressalto a sua capacidade de gestão; ela conseguiu dar um novo cenário ao Hospital da Mulher. Agora, há uma demanda absurda: 80 parturientes são atendidas diariamente naquele hospital”, disse a vereadora.

Gerusa observa que, “por mais que o Hospital da Mulher faça, não tem como absorver uma demanda dessa”. Ela lamentou o fechamento da maternidade do Hospital Dom Pedro de Alcântara e sugeriu à direção do Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA) que melhore a assistência obstétrica, a fim de desafogar o atendimento no Hospital da Mulher e, consequentemente, garantir às mães e aos bebês mais conforto e segurança.

Na oportunidade, a vice-governista cobrou o cumprimento da lei federal que garante para as parturientes o direito à presença de acompanhante durante o trabalho de parto, parto e pós-parto imediato. “É lei e precisa ser aplicada. Infelizmente, ainda não temos em Feira de Santana a aplicabilidade desta lei”, queixou-se.

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