Eleições 2014 – Bahia: Lídice da Mata defende aumento do orçamento para a Cultura

Lídice da Mata quer mais recursos para cultura.
Lídice da Mata quer mais recursos para cultura.
Lídice da Mata quer mais recursos para cultura.
Lídice da Mata quer mais recursos para cultura.

A senadora Lídice da Mata defendeu, nesta quinta-feira (29/05/2014), durante o seminário Pensar a Bahia Sustentável, realizado no Hotel Pestana, em Salvador, o aumento gradativo para o orçamento destinado à Cultura no Estado. O evento reuniu 150 pessoas, entre produtores culturais, artistas e intelectuais ligados ao setor.

Para a socialista, é preciso que, em quatro anos, o orçamento para a Cultura saia dos atuais 0,46% e atinja 1%. Lídice defendeu ainda que a pasta seja blindada de políticas de contingenciamento. “Isso deve ser proposto na Lei Orçamentária Anual. Não podemos ter a posição de que o contingenciamento seja igual proporcionalmente para todas as áreas”, afirmou.

Segundo Lídice, a Cultura tem sido uma área prioritária para cortes de investimentos, pois os governantes não enxergam o setor como importante e essencial. “É preciso mudar isso, pois a Cultura é essencial. Ninguém vive só de comida ou trabalho; as pessoas precisam de algo mais e Cultura se coloca nesse lugar da capacidade de criar, que é inerente ao ser humano”, completa.

A pré-candidata ao governo da Bahia pelo PSB destacou os avanços da política nacional de Cultura. “Na gestão de Gilberto Gil, por exemplo, foi aprovado o Sistema Nacional de Cultura, a nova lei que define o direito autoral; o Vale-Cultura. O período de Gil como ministro marcou a mudança de politica pública para o setor”, afirmou.

Debatedores destacam avanços e desafios para o setor

Durante o seminário Pensar a Bahia Sustentável, compuseram a mesa o ex-secretário do Turismo da Bahia, Domingos Leonelli, o pesquisador e ex-integrante do Ministério da Cultura (Minc), Zulu Araújo e os professores da Universidade Federal da Bahia, Kátia Costa e Paulo Miguez, que recentemente foi eleito vice-reitor.

Miguez afirmou que Gilberto Gil foi um bom ponto fora da curva e criticou as gestões de Ana de Hollanda e Marta Suplicy. Na Bahia, ele afirmou que o FazCultura, programa de incentivos fiscais para o setor, só beneficiou um pequeno grupo. Sobre o Pelourinho, ele defendeu que o Centro Histórico tenha vida e afirmou que os modelos para a região são defasados e ineficientes. “Nunca a Cultura foi tão maltratada, vide os episódios com as baianas de acarajé na Fonte Nova, que está longe de ser aquele estádio do xareu no fim das partidas”, disse.

O presidente do Instituto Pensar, Domingos Leonelli, disse que a Cultura e o Turismo precisam ser priorizados dentro do governo. “Infelizmente, todo o núcleo de decisão do governo se voltou para a indústria e as obras físicas”, conta. O ex-secretário do Turismo defendeu a criação de um museu da cultura baiana, na Praça Castro Alves e da Cidade da Música, na atual área do Parque de Exposições, transferindo as atividades agropecuárias para Feira de Santana.

Zulu Araújo também ressaltou a passagem de Gilberto Gil e Juca Ferreira pelo Minc que, segundo ele, teve pontos positivos como a criação dos Pontos de Cultura, a valorização de manifestações populares e recuperação do patrimônio, além do intercâmbio cultural com outros países do mundo, bem como o Procultura e o Plano Nacional de Cultura.  “Na Bahia, não avançamos muito, principalmente com a ausência de recursos financeiros para a implementação de políticas públicas que foram pensadas e elaboradas”, afirmou.

Katia Costa afirmou que a carência de servidores na área da Cultura é um fator que prejudica o setor no Estado. “A formação na área ainda é um desafio. Hoje vivemos uma falta de conhecimento tanto na área estadual, quanto na municipal, com gestores mal preparados”, disse.

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