Bahia: deputado Paulo Azi garante que CPI da Telefonia não acabará em pizza

Deputados debatem situação precária dos serviços de telefonia móvel na Bahia.
Deputados debatem situação precária dos serviços de telefonia móvel na Bahia.
Deputados debatem situação precária dos serviços de telefonia móvel na Bahia.
Deputados debatem situação precária dos serviços de telefonia móvel na Bahia.

Ao presidir audiência pública da CPI da Telefonia no município de Barreiras, o deputado Paulo Azi, presidente do colegiado, assegurou que a CPI não acabará em pizza. “Estamos realizando um trabalho investigativo sério, não estamos interessados em perseguir ninguém, mas essa CPI não acabará em pizza. No fim dos trabalhos iremos dar respostas efetivas a população, que fica a beira de um ataque de nervos com essa situação”, disse o democrata ao abrir o evento, realizado nesta quarta-feira, 11, na Câmara Municipal de Barreiras.

Paulo Azi explicou que a Comissão Parlamentar de Inquérito instalada na Assembleia Legislativa decidiu visitar as diversas regiões da Bahia para checar in loco a qualidade dos serviços prestados pelas operadoras, ouvir as lideranças comunitárias e a população sobre os reais problemas enfrentados pelos usuários. Ele ressaltou que a Região Oeste, um dos principais pólos econômicos do estado ,nacionalmente reconhecida pela força de seu agronegócio, não poderia deixar de fazer parte da investigação parlamentar. Além do deputado Paulo Azi, a caravana da CPI em Barreiras contou com a participação do deputado Cacá Leão (PP), vice-presidente do colegiado e de Kelly Magalhães (PC do B), representante da região no parlamento baiano. Os trabalhos foram acompanhados também pelo assessor do PROCON, José Carlos Sacramento.

A primeira etapa da CPI itinerante em Barreiras aconteceu na semana passada, quando a equipe técnica do colegiado montou stand na Praça Landulpho Alves para colher informações e denúncias da população.  O resultado encontrado foi parecido com o das outras sete cidades já visitadas pela caravana: queda das ligações, quando conseguem ser completadas, créditos descontados indevidamente e falta de cobertura na zona rural.

A internet, oferecida pela OI, passa semanas sem sinal. Ainda durante a audiência pública, o diretor de Relações Institucionais da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia, que congrega boa parte dos produtores do Oeste,  Ivanir Maia, afirmou que é difícil dimensionar as perdas de produtividade do setor pela defasagem tecnológica que enfrentam, tanto na telefonia celular quanto no tráfego de dados.

“Um serviço de internet que em Salvador custa cerca de R$ 50, na fazenda, com equipamentos que funcionam via satélite não custa menos que R$ 2 mil. E mesmo assim funcionam de forma precária”, contou. Ele disse que a situação é crítica, já que o negócio necessita de comunicação em tempo real, tanto entre as fazendas, quanto entre as fazendas e escritórios, que nem sempre estão na Bahia. “Hoje o agronegócio é formado por grandes grupos. Mesmo o Oeste da Bahia tendo as melhores condições climáticas e de solo para produção em grande escala a falta de tecnologia inibe investimentos que podem ir para regiões do país melhor preparadas”, disse.

Também estiveram na audiência pública os representantes da OI, José Aílton de Lira, Tim, Luiz Cláudio Fortes, Claro, Maurício Ramalho e Vivo, Sirlene Duarte, além do vice-prefeito Paé.

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