Audiência pública ouvirá vítimas da ditadura em Feira de Santana

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Convite para evento da Comissão da Verdade de Feira de Santana.
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O Grupo de Trabalho da Comissão Estadual da Verdade em Feira de Santana vai ouvir seis vítimas da ditadura militar, na terceira audiência pública, que será realizada na terça-feira (10/06/2014), a partir das 9h, no auditório do 7º  Módulo da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS). A professora Amabília Almeida irá representar a Comissão na audiência, que terá dois turnos.

Segundo o coordenador do Grupo de Trabalho da CEV em Feira, economista Sinval Galeão, as duas audiências públicas anteriores já ouviram 12 vítimas do regime militar. Ele informa ainda que, no município, 80 pessoas foram presas e torturadas na ditadura, registrando-se a morte do estudante feirense Antonio Luiz Santa Bárbara, assassinado em 1971, na mesma operação militar em que foi morto o ex-capitão Carlos Lamarca, que desertou do Exército para aderir ao Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8), em Brotas de Macaúbas. Luiz Santa Bárbara foi sepultado sem atestado de óbito.

Resgate da História

A Comissão Estadual da Verdade (CEV) na Bahia foi criada em dezembro de 2012, por meio do decreto estadual 14.227, com o objetivo de apurar e esclarecer violações aos direitos humanos cometidas por agentes públicos, entre os anos de 1946 e 1988, principalmente as violações ocorridas durante a ditadura militar, de 1964 a 1985. A CEV tem dois anos para apresentar um relatório que permita à sociedade baiana conhecer detalhes dos casos de opressão e violação aos direitos humanos ocorridos no estado ou com baianos fora do estado. O relatório final também deverá conter recomendações para o aprimoramento das instituições públicas, principalmente as de segurança pública.

Apuração

A apuração dos fatos ocorridos na Bahia servirá de subsídio para o trabalho da Comissão Nacional da Verdade (CNV) – colegiado criado pela Presidência da República para examinar e esclarecer as graves violações cometidas entre 18 de setembro de 1946 e 5 de outubro de 1988. Vinculada ao gabinete do governador, a comissão estadual é coordenada pelo sociólogo, advogado e presidente do Grupo Tortura Nunca Mais da Bahia, Joviniano  Neto. Os demais membros são a professora e ex-vereadora Amabília Almeida, os jornalistas Walter Pinheiro e Carlos Navarro, a pró-reitora da Ufba, Dulce  Aquino, e os advogados Jackson Azevedo e Vera Leonelli.

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