Salvador recebe exposição “100 anos de Irmã Dulce: encantos e memórias”

Exposição 100 anos de Irmã Dulce: encantos e memórias, ocorre em Salvador.
Exposição 100 anos de Irmã Dulce: encantos e memórias, ocorre em Salvador.
Exposição 100 anos de Irmã Dulce: encantos e memórias, ocorre em Salvador.
Exposição 100 anos de Irmã Dulce: encantos e memórias, ocorre em Salvador.

Começa nesta terça-feira (13/05/2014), ás 18h, a exposição “100 anos de Irmã Dulce: Encantos e Memórias”. A mostra trará uma parte do acervo material que esteve presente na vida do Anjo Bom da Bahia. Além disso, obras assinadas por artistas famosos e admiradores anônimos passarão aos visitantes o sentimento de fé, devoção e respeito às ações de uma das figuras mais admiradas do Brasil.

Entre as peças que estarão expostas está a cadeira usada pela religiosa nos momentos dedicados a ouvir e aconselhar crianças e jovens, que eram acolhidos no Centro Educacional Santo Antônio (CESA), quando ainda funcionava como orfanato para meninos em risco social. A escrivaninha, móvel que compôs o seu quarto de repouso, local onde costumava ler e responder pessoalmente as correspondências recebidas. Além do genuflexório, onde a irmã se debruçava para fazer suas orações.

A exposição é gratuita e acontece no Instituto Antônio Carlos Magalhães (IACM), até o dia 31 de maio. As visitas poderão ser feitas de segunda-feira à sexta-feira, das 09h às 12h e das 13h30 às 17h. Nos sábados, a mostra fica aberta das 09h às 12h.

O Anjo bom da Bahia

Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes nasceu no dia 26 de maio de 1914, no bairro do Barbalho, na cidade de Salvador, estado da Bahia, Brasil. Filha do Dr. Augusto Lopes Pontes, catedrático em Odontologia, e de D. Dulce de Souza Brito Lopes Pontes, foi à segunda, de um total de cinco filhos.

Aos sete anos perdeu sua mãe e foi a partir daí, criada por três tias paternas, que muito influenciaram no seu desejo de fé e solidariedade. Aos 13 anos manifestou pela primeira vez o desejo de tornar-se religiosa, contudo o seu pai ponderou e pediu que ela primeiro se formasse em professora, o que veio a acontecer em dezembro de 1932, aos 18 anos.

Em fevereiro de 1933 seguiu de trem até a cidade de São Cristóvão, Sergipe, onde permaneceu durante 18 meses, como postulante e noviça da Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus. Em 13 de agosto de 1933 ocorreu a cerimônia de vestição e recebeu o nome religioso de Irmã Dulce, em homenagem a sua mãe.

Em 15 de agosto de 1934 fez os votos provisórios e foi designada para retornar a Salvador, para iniciar as primeiras missões como religiosa. Atuou no Hospital Espanhol e, posteriormente, como professora, no Colégio Santa Bernadete. Próximo ao colégio ela viu nascer a favela/palafitas dos Alagados. Com autorização das suas superioras iniciou a peregrinação de socorro aos moradores daquela localidade. Nas palafitas instalou um posto de saúde improvisado, contando com o apoio de dois médicos voluntários. Em paralelo se dedicava também na melhoria das precárias condições de trabalho dos operários das fábricas instaladas na cidade baixa.

Em 1959 funda, com apoio de amigos e religiosos, a Associação Obras Sociais Irmã Dulce, no intuito de sistematizar as ações de caridade que se tornavam gigantesca.

Em 13 de março de 1992, ocorre o seu falecimento. Foi sepultada na Igreja da Conceição da Praia no dia 15 de março. No ano 2000 foi iniciado o Processo de Beatificação e Canonização, devido à aclamação de todo povo brasileiro, em reconhecimento ao seu exemplo de amor e serviço ao próximo.

Serviço: 

O QUE: Exposição – 100 anos de Irmã Dulce: Encantos e Memórias

QUANDO: abertura 13 de maio às 18h

PERÍODO: de 14 a 31 de maio

HORÁRIO: De 2ª a 6ª das 09h às 12h e das 13h30 às 17h.  Sábado: das 09h Às 12h

ONDE: Instituto ACM

REALIZAÇÃO: Instituto ACM

APOIO: Rede Bahia e Obras Sociais Irmã Dulce (OSID)

CURADORIA: Assessoria de Memória e Cultura da OSID

ENTRADA FRANCA

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