Presidenta Dilma Rousseff afirma que integração do São Francisco vai mudar situação do Nordeste

O Projeto de Integração do São Francisco é o maior empreendimento de segurança hídrica do País e deve beneficiar 12 milhões de residentes de regiões do Nordeste.
O Projeto de Integração do São Francisco é o maior empreendimento de segurança hídrica do País e deve beneficiar 12 milhões de residentes de regiões do Nordeste.
Dilma Rousseff: "Quando a gente leva água para essa região, o que estamos garantindo é que seja possível conviver com a seca - uma vez que a seca vai acontecer, sempre acontece. Temos de criar as condições para que quando chegar, estejamos mais fortes e possamos perfeitamente conviver com ela. E isso significa água permanentemente".
Dilma Rousseff: “Quando a gente leva água para essa região, o que estamos garantindo é que seja possível conviver com a seca – uma vez que a seca vai acontecer, sempre acontece. Temos de criar as condições para que quando chegar, estejamos mais fortes e possamos perfeitamente conviver com ela. E isso significa água permanentemente”.
Transposição do São Francisco.
Transposição do São Francisco.
O Projeto de Integração do São Francisco é o maior empreendimento de segurança hídrica do País e deve beneficiar 12 milhões de residentes de regiões do Nordeste.
O Projeto de Integração do São Francisco é o maior empreendimento de segurança hídrica do País e deve beneficiar 12 milhões de residentes de regiões do Nordeste.

A presidenta Dilma Rousseff desembarcou no Ceará, no início da tarde desta terça-feira (13/05/2014), onde visitou trecho do Projeto de Integração do São Francisco. Orçado em R$ 8,2 bilhões, o empreendimento de segurança hídrica beneficiará uma população estimada de 12 milhões de habitantes, em 390 municípios nos estados de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte, além de gerar emprego e promover a inclusão social.

“[O empreendimento] Significa primeiro, que o Nordeste está mudando. Antes, as pessoas passavam por aqui, por essa região e eram retirantes que iriam para o Sudeste, para o Sul do Brasil, em busca de melhores oportunidades, uma vez que durante a seca aqui não tinha água. Com o trabalho sendo feito aqui, com o apoio de todos os moradores aqui da região, estamos fazendo uma obra, que não só leva água, ela traz os nordestinos que saíram daqui de volta pras suas terras”, declarou em discurso após acompanhar as obras da Barragem de Jati.

O Projeto de Integração do São Francisco é o maior empreendimento de segurança hídrica do País e deve beneficiar 12 milhões de residentes de regiões do Nordeste. A presidenta comemorou a implantação do empreendimento, que atualmente está 60% concluído e cuja previsão de término é 2015.

“Quando a gente leva água para essa região, o que estamos garantindo é que seja possível conviver com a seca – uma vez que a seca vai acontecer, sempre acontece. Temos de criar as condições para que quando chegar, estejamos mais fortes e possamos perfeitamente conviver com ela. E isso significa água permanentemente”, afirmou durante o discurso.

Barragem de Jati

Acompanhada de comitiva de ministros e do ex-ministro Ciro Gomes, que durante o governo Lula foi o principal articulador do Projeto de Revitalização e Integração do São Francisco, Dilma visitou as obras da Barragem de Jati. O empreendimento de 60 metros de altura e reservatório com capacidade de 27,8 milhões de m³ é parte do Eixo Norte da Integração do São Francisco.

Na cidade de Jati, as frentes de serviço atuam 24 horas por dia e contam com 625 trabalhadores. Além da barragem, o trecho do projeto inclui a construção de seis novos reservatórios e a ampliação do açude Atalho. Atualmente, as atividades estão concentradas na construção e em serviços de escavação das barragens de Jati e de Porcos.

A agenda presidencial prevê o desembarque de Dilma Rousseff em Pernambuco no meio da tarde. A presidenta acompanhará as obras da Estação de Bombeamento EBI-1, na cidade Cabrobó.

Coletiva

Em entrevista coletiva concedida a veículos de imprensa, a presidenta respondeu sobre os projetos de segurança hídrica coordenados pelo governo, em especial a Transposição do São Francisco. Dilma ressaltou a postura adotada por seu governo ao afirmar que “seca não se combate, seca se convive. Conviver significa superá-la. Significa que ela veio e você teve condições de sobrevivier a ela”, afirmou.

A presidenta também foi questionada sobre a crise do Sistema Cantareira, responsável por abastecer a população de parte do estado de São Paulo. Nesta terça, o nível acumulado de água no sistema caiu para 8,6%: “O problema de São Paulo é de todo o Sudeste brasileiro. Tivemos uma das maiores secas recentes. Quem não investiu, quem não preveniu terá problemas”.

Sobre a Copa do Mundo, evento esportivo que o Brasil sediará a partir de 12 de junho, voltou a afirmar que tem confiança de que “A Copa do Mundo no Brasil tem todas condições para ser um sucesso. Vamos garantir a segurança”, complementou.

Dilma diz que obra do Rio São Francisco foi subestimada

A presidenta Dilma Rousseff disse que as obras de integração do Rio São Francisco foram mal calculadas, porque é complexa e exige um tempo de maturação. A presidenta admitiu  que não é possível negar que houve atraso. Ao longo do dia, ela visitou obras do São Francisco na Paraíba, no Ceará e em Pernambuco.

“Eu acho que houve uma subestimação da obra. Vocês vejam que tem cinco anos. Eu não acredito que uma obra dessa em outro lugar do mundo leve dois anos para ser feita. Nem tampouco um ano, nem tampouco três. Ela é uma obra bastante sofisticada. Ela implica tempo de maturação”, disse.

Dilma admitiu atraso na obra. “Eu não estou negando que houve atrasos. Houve atrasos, porque, também, eu acho que se superestimou muito a velocidade que ela poderia ter, minimizando a sua complexidade. Tem esse lado também”, disse em entrevista a jornalistas em Jati, no Ceará.

Antes da coletiva, a presidenta participou de uma reunião com empresários responsáveis pelo projeto de integração, e disse que os prazos acordados serão cumpridos. “Eu estive conversando com empresários, os prazos serão cumpridos”, registrou.

Os jornalistas pediram à presidente para dar sua opinião sobre os resultados das últimas pesquisas de avaliação do governo. Ela disse que não iria comentar pesquisas por ser um dado conjuntural. “Não comentei, nunca, pesquisa quando eu subia, e não comento quando cai também, e nem quando fica estável. Não comento, é conjuntural. Sabe quando a gente vê o que vai dar? Quando a gente é testado pela população”, disse.

Outra pergunta feita à presidenta foi quanto a permanência ou não do ministro da Integração Nacional, Francisco Teixeira, no cargo, até o final de seu governo. “Meus ministros ficam no cargo enquanto tiverem a minha confiança e não tem motivo para não ter confiança no ministro Francisco Teixeira”, disse.

Confira imagens da Transposição do São Francisco

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Dilma Rousseff.
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