Guarda Municipal de Feira de Santana faz denúncias e pede melhores condições de trabalho

Guarda Municipal de Feira de Santana protesta.
Guarda Municipal de Feira de Santana protesta.
Guarda Municipal de Feira de Santana protesta.
Guarda Municipal de Feira de Santana protesta.

A Guarda Municipal de Feira de Santana marcou presença na sessão ordinária desta quarta-feira (14/05/2014) na Câmara de Vereadores, para reivindicar melhores condições de trabalho para a classe. Em virtude do assassinado do ex-comandante da Guarda Municipal, Marcos Vinícius, os profissionais pedem mais atenção das autoridades e que o poder público atenda à pauta de reivindicações encaminhada aos edis.

O guarda municipal Décio Boaventura criticou as condições de trabalho que a categoria se submete e fez graves denúncias e relatos de assédio moral por parte do comando da Instituição. O corte de projetos, de autoria da Guarda, e a carência de monitoramento na cidade também foram citados pelo porta-voz da corporação.

“Nossa luta começou com o guerreiro e ex-comandante, Marcos Vinícius, que foi brutalmente assassinado. Viemos aqui para relatar o que está passando a Guarda Municipal de Feira de Santana. Estamos sofrendo assédio moral por parte do comando e trabalhando na base do chicote. Todos que se negaram a trabalhar na Micareta, porque não recebemos hora extra, estão sendo chamados pelo comando.

Ele acrescentou que os projetos criados pela Guarda foram arquivados nesta administração. “O projeto de Políticas Públicas para a juventude e o Paz nas Escolas, de autoria de Marcos, foram enterrados. Com esses projetos foram mais de 200 jovens retirados da situação de vulnerabilidade”, salientou.

Décio descreveu também a “situação precária” que os profissionais trabalham. “Só temos hoje duas viaturas em pleno funcionamento; não temos porte de arma, apesar de trabalharmos armados; não temos coletes à prova de bala; não temos plano de saúde; não temos no efetivo, hoje, 160 funcionários e, ainda, sofremos perseguições pessoais. Nosso colega Marcos não era para ser lotado para aquele local de trabalho. Por ser inspetor e ter plano de carreira, ele deveria estar comandando tropa, mas não foi assim que ele foi tratado”, lamentou.

Ele criticou ainda a localização das câmeras de monitoramento na cidade. Segundo o guarda municipal, os equipamentos foram instalados de forma estratégica para beneficiar empresários.

“Há muitos anos a Guarda lutou pela instalação das câmeras de monitoramento e, depois de um longo período, elas foram instaladas em locais que beneficiam grandes empresários. Não há uma câmera voltada para uma escola. Quando Marcos foi assassinado, as câmeras do local estavam voltadas para o G Barbosa e não para o Parque da Lagoa”, reclamou Délcio.

Pedidos

Após relatar as dificuldades da Guarda Municipal de Feira de Santana, Décio leu uma pauta de reivindicações, que será entregue oficialmente à Comissão de Direitos Humanos da Casa.

Entre as solicitações da pauta, estão: abertura imediata de concurso; mais de um guarda em cada posto de trabalho; câmeras de monitoramento em postos de trabalho e escolas; abertura de sindicância para apurar a responsabilidade da Seprev e do subcomandante por lotarem Marcos Vinícius no Parque da Lagoa.

A categoria também reivindica a imediata reativação da equipe de projetos especiais; aquisição de viaturas, armas, coletes à prova de bala e regulamentação do porte de arma; fim do caça às bruxas por parte do comandante; enquadramento profissional; nomeação da Ouvidoria; pagamento de diária para trabalhar na Micareta e no São João; além de plano de saúde.

“Agora, gostaríamos de pedir aos vereadores a garantia de que não seremos punidos por estarmos aqui hoje fazendo essas reivindicações. Porque, se não houver o pedido de vocês, seremos punidos e lotados para trabalhar nos piores lugares. Também gostaria de pedir que as autoridades se empenhem para descobrir quem matou nosso colega Marcos Vinícius, porque até hoje a polícia tem apenas um retrato falado. E quero dizer mais que caso nossos anseios não sejam atendidos, faremos greve, paralisação e o que for preciso para ter nossas reivindicações atendidas”, pontuou.

Ainda foi lida uma carta aberta para as autoridades, e apresentada aos presentes da sessão a família do ex-comandante da Guarda Municipal, Marcos Vinícius.

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