Bahia – Eleições 2014: Lídice da Mata declara: “As alianças que comandam o Brasil contaminaram a política brasileira”

Lídice da Mata critica alianças como se fosse possível fazer política sem alianças.
Lídice da Mata critica alianças como se fosse possível fazer política sem alianças.
Lídice da Mata critica alianças como se fosse possível fazer política sem alianças.
Lídice da Mata critica alianças como se fosse possível fazer política sem alianças.
Eduardo Campos e Lídice da Mata.
Eduardo Campos e Lídice da Mata.

A senadora e pré-candidata ao governo do Estado, Lídice da Mata (PSB), participou, na manhã desta terça-feira (20/05/2014), do Seminário Diálogos com a Juventude promovido, em Paulo Afonso, pela Faculdade Sete de Setembro (Facete). Ao lado do pré-candidato à Presidência da República, Eduardo Campos, e da pré-candidata ao Senado Federal, Eliana Calmon, Lídice defendeu que a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) seja comandada por um técnico baiano.

“Um técnico com raízes baianas deve ser o presidente da Chesf. Quem mais produz e mais consome a energia da Chesf tem condição de pensar políticas públicas para desenvolver toda essa região aqui do Estado”, afirmou Lídice para uma plateia de cerca de 300 estudantes secundaristas e universitários, além de militantes e lideranças da aliança PSB-Rede Sustentabilidade.

A socialista comentou sobre a situação do Hospital de Paulo Afonso, que é gerido pela Chesf, mas que não possui um Centro de Tratamento Intensivo (UTI). “Por um tempo se pensou que o Estado iria incorporar o Hospital da Chesf, o que não veio a acontecer. E, com a queda do preço da energia, a Chesf argumenta que perdeu a possibilidade de manutenção do hospital”, contextualizou.

Lídice também defendeu que o Estado deve assumir o hospital temporariamente até que ele seja incorporado à Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) para servir de hospital-escola do curso de medicina, que está em fase de implantação na cidade.

Na entrevista coletiva à imprensa da região, a Lídice foi indagada sobre qual seu objetivo ao lançar seu nome como pré-candidata ao governo do Estado. “A Bahia não vai se entusiasmar por uma proposta que é a volta ao passado, com os mesmos atores que comandaram a Bahia lá atrás, numa política já ultrapassada. Por outro lado, e pelo que vejo em minhas andanças, a Bahia quer mudança, uma mudança diferenciada”, disse.

A senadora criticou a coalizão partidária montada para dar governabilidade ao Governo Federal e aos governos estaduais. “As alianças que comandam o Brasil contaminaram a política brasileira, fizeram com que não houvesse a mudança como se desejava, embora tenhamos prometido a mudança. Não foi como a população queria, e isso gerou uma frustração. E isso, nossa chapa tem condição de prometer e assegurar”.

A ex-ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Eliana Calmon, respondeu sobre a falta de apoios às pré-candidaturas do PSB e da Rede. “Não estamos aqui com a sala cheia de prefeitos, mas cheia de alunos. Não temos tantas coligações e tantos apoios porque não temos o que dividir. Temos trabalho a fazer, está do nosso lado quem tem um ideal a perseguir”, disse.

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