26 de maio: Dia Nacional de Combate ao Glaucoma

Afrodescendentes têm quatro vezes mais predisposição ao glaucoma, doença que pode levar à cegueira. Data alerta para a importância da prevenção e diagnóstico precoce da doença. Destaca Vespasiano Santos.
Afrodescendentes têm quatro vezes mais predisposição ao glaucoma, doença que pode levar à cegueira. Data alerta para a importância da prevenção e diagnóstico precoce da doença. Destaca Vespasiano Santos.
Afrodescendentes têm quatro vezes mais predisposição ao glaucoma, doença que pode levar à cegueira. Data alerta para a importância da prevenção e diagnóstico precoce da doença. Destaca Vespasiano Santos.
Afrodescendentes têm quatro vezes mais predisposição ao glaucoma, doença que pode levar à cegueira. Data alerta para a importância da prevenção e diagnóstico precoce da doença. Destaca Vespasiano Santos.

No dia 26 de maio (2014) é celebrado no Brasil o Dia Nacional de Combate ao Glaucoma, uma das principais causas de cegueira irreversível no mundo. A data foi criada com o objetivo de chamar atenção para a importância da prevenção e do diagnóstico precoce, tanto por parte dos homens quanto das mulheres. Entretanto, os baianos e os indivíduos afrodescendentes em geral devem redobrar os cuidados. Isso porque, segundo o Estudo de Baltimore (EUA), a patologia é quatro vezes mais recorrente entre pessoas de etnia negra em relação aos brancos ou caucasianos.

“O glaucoma é uma doença hereditária, na maioria das vezes assintomática, na sua fase inicial. Por isso, as pessoas que possuem os principais fatores de risco devem ir ao oftalmologista ao menos uma vez por ano”, explica o oftalmologista, Vespasiano Santos, responsável pelo Serviço de Oftalmologia do Centro Médico do Hospital Espanhol.

As razões dessa predominância entre raças ainda são investigadas, mas de acordo com o estudo de Sokato & Colaboradores, a doença faz parte da vida de 3,4% dos brasileiros acima dos 40 anos e atinge principalmente os afrodescendentes e indivíduos com histórico de casos na família.

A hereditariedade e a faixa etária são os principais fatores de risco. Crianças e pessoas com idade inferior aos 40 anos também podem desenvolver a doença. “É menos frequente, mas há casos de glaucoma congênito que acomete os recém-nascidos e também do glaucoma secundário que é decorrente de outras enfermidades como diabetes, uveítes e cataratas. Portanto, todo cuidado é importante”, esclarece o médico Vespasiano Santos.

As pesquisas mostram que o alerta é necessário, sobretudo, por conta do desconhecimento. De acordo com a própria Sociedade Brasileira de Glaucoma, mais da metade da população brasileira não sabe responder o que é a doença glaucoma. E um a cada três brasileiros com mais de 16 anos de idade nunca foi ao oftalmologista.

A doença pode causar danos irrecuperáveis ao nervo óptico, levando à perda lenta e progressiva da visão. “Se o diagnóstico for realizado na fase inicial é possível minimizar os danos, mas caso a doença não seja tratada adequadamente ou já esteja em estágio avançado, inclusive com redução da visão periférica, pode ocorrer cegueira irreversível”, diz Vespasiano.

Segundo o especialista, o diagnóstico é realizado através de um exame minucioso realizado pelo oftalmologista. O tratamento é feito com uso de colírios para baixar a pressão, uso de laser e, em alguns casos, a cirurgia é necessária. “A realização da cirurgia dependerá de cada caso e do estágio em que a doença se encontra”, afirma Vespasiano.

Redação do Jornal Grande Bahia
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