Professores das Universidades Estaduais da Bahia paralisam as atividades por mais verbas

Cartaz da campanha da ADUFS.
Cartaz da campanha da ADUFS.
Cartaz da campanha da ADUFS.
Cartaz da campanha da ADUFS.

A paralisação tem o objetivo chamar a atenção da comunidade para a gravidade da crise que se avizinha e, ao mesmo tempo, buscar seu apoio para a luta em defesa da Educação pública, cada vez mais sucateada pelos governos que não lhe dão a devida prioridade. A mobilização reflete a preocupação dos docentes com o futuro das universidades estaduais e com a qualidade do trabalho que realizam.

As instituições de ensino têm sido fundamentais na formação de profissionais, cidadão e cidadãs, buscando a competência e o compromisso social. Também têm contribuído com a produção do conhecimento científico e cultural, tão necessário ao desenvolvimento sócio-econômico regional. Dessa forma, a categoria docente exige uma política que garanta as condições para seu pleno funcionamento, no momento comprometido pela falta de orçamento.

Como parte das ações da mobilização, a diretoria da Associação dos Docentes da Uefs (Adufs) está convidando representantes de entidades sindicais e dos movimentos sociais, além da imprensa, para um café da manhã, no dia da paralisação (29), a partir das 8 horas, no pórtico da Uefs. Na ocasião, explicará em detalhes os problemas enfrentados pela comunidade por causa da falta de recursos.

Os estudantes da Uefs também estão mobilizados e vêm realizando manifestações contra as precárias condições de estudo e a ameaça de fechamento do bandejão. Os técnico-administrativos, por sua vez, já paralisaram as atividades pela implantação do plano de cargos e salários. No final do ano passado, as três entidades (Adufs, DCE e Sintest) e a reitoria protocolaram um documento junto à Secretaria da Educação (SEC) apontando para os graves efeitos da redução do orçamento. A reivindicação é de que seja destinado às universidades um orçamento equivalente a 7% da Receita Líquida de Impostos. Atualmente, esse percentual não chega a 5%.

Sobre Carlos Augusto 9707 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).