Presidenta Dilma Rousseff diz que motivações eleitorais não podem parar trabalhos do Congresso

Dilma Rousseff empossa Ricardo Berzoini na Secretaria de Relações Institucionais.
Dilma Rousseff empossa Ricardo Berzoini na Secretaria de Relações Institucionais.
Dilma Rousseff empossa Ricardo Berzoini na Secretaria de Relações Institucionais.
Dilma Rousseff empossa Ricardo Berzoini na Secretaria de Relações Institucionais.

Ao dar posse hoje (01/04/2014) aos novos ministros da Secretaria de Relações Institucionais, Ricardo Berzoini, e da Secretaria de Direitos Humanos, Ideli Salvatti, a presidenta Dilma Rousseff disse que “motivações meramente eleitorais” não podem impedir o andamento de projetos importantes no Congresso. Berzoini substitui Ideli, que assume o comando da pasta de direitos humanos no lugar da ex-ministra Maria do Rosário, que deixa o governo para disputar as eleições de outubro.

“Com Berzoini à frente da Secretaria de Relações Institucionais, continuaremos atuando em profícua parceria com o Congresso. Tenho certeza de que nossos aliados saberão agir para impedir que motivações meramente eleitorais acabem por atropelar a clareza e esconder a verdade na busca de respostas e soluções para os grandes problemas nacionais”, disse a presidenta.

Ideli deixa a pasta, responsável pela articulação política entre o Palácio do Planalto e o Congresso, em meio à crise com o PMDB (partido mais importante da base de apoio ao governo) e à ameaça de criação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para investigar a Petrobras.

Segundo Dilma, Berzoini “entende como poucos” a importância da negociação com o Parlamento e saberá atuar na articulação política neste momento. “Egresso das lutas e das negociações sindicais, com larga experiência parlamentar e ministerial, Berzoini compreende perfeitamente as características do nosso presidencialismo, marcada pela coalizão entre correntes distintas, mas que sabem se unir quando o interesse maior do nosso povo está em questão”, avaliou.

“Tenho certeza sobretudo de que, aquilo que o nosso povo quer, o governo e o Congresso unidos saberão fazer. O povo quer ter seus direitos atendidos e mais oportunidades oferecidas por serviços públicos de qualidade. Esse é o compromisso básico de nosso governo e, tenho certeza, do nosso Congresso Nacional [também]”, acrescentou Dilma.

Apesar da recente crise com o PMDB, a presidenta fez questão de listar uma série de projetos de interesse do governo aprovados pelo governo na gestão de Ideli, como a Lei de Acesso à Informação, a criação da Comissão Nacional da Verdade, a destinação dos royalties do petróleo para educação e o Marco Civil da Internet.

Dilma agradeceu à ex-ministra Maria do Rosário pela condução de “temas sensíveis e decisivos para a construção de uma sociedade mais igual e democrática” durante os 39 meses em que esteve no governo e desejou sorte nas urnas.

À nova ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Dilma pediu continuidade em programas como o de prevenção e combate à exploração sexual de crianças e adolescentes e o Viver sem Limites, de apoio a pessoas com deficiência. Ideli terá como desafio, segundo Dilma, a implantação do sistema nacional de combate a tortura, a repressão ao trabalho escravo e a garantia de direitos humanos à população em situação de rua.

“Espero que o diálogo com todos os movimentos da área de direitos humanos persista intensa e proveitosamente, porque é ouvindo demandas e debatendo as ações e políticas que continuaremos fortalecendo nossa capacidade de garantir a todos os brasileiros e brasileiras, sem exceção, seus direitos básicos de cidadania”, pediu a presidenta.

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